Datafolha: Lula e Flávio Bolsonaro empatam tecnicamente em segundo turno

Empate técnico que não se movimenta há uma semana
Lula e Flávio Bolsonaro mantêm os mesmos 46% e 44% desde a pesquisa anterior, dentro da margem de erro.
Mark

Como uma pesquisa com margem de erro de dois pontos pode dizer que dois candidatos estão empatados quando um tem 46% e outro tem 44%?

Mimi

Porque a margem de erro funciona para ambos os lados. Se Lula pode estar entre 44% e 48%, e Flávio entre 42% e 46%, há uma sobreposição. Tecnicamente, um poderia estar à frente, ou poderiam estar iguais.

Luke

Mas isso não significa que estão realmente empatados. Significa que a pesquisa não consegue distinguir com certeza. Na prática, Lula está dois pontos à frente.

Mark

E por que essa pesquisa foi feita justamente depois daquela sessão conturbada do STF?

Mimi

As entrevistas foram nos dias 15 e 16 de setembro, que foi quando a sessão sobre Moraes aconteceu. Então a pesquisa captura o momento imediatamente após esse evento.

Luke

Mas não sabemos se a sessão do STF realmente movimentou votos. Os números são idênticos aos de seis dias antes. Pode ser que nada tenha mudado, ou que as mudanças se compensaram.

Mark

Lula lidera em todos os outros cenários testados?

Mimi

Sim, em todos. Contra Zema, a vantagem é de dez pontos. Contra Caiado, é de quatro. Apenas contra Cury ele está tecnicamente empatado.

Luke

Mas esses outros cenários podem não ser realistas. Se o segundo turno for realmente entre Lula e Flávio, esses números contra Cury ou Zema não importam muito.

Mark

O que chama atenção nos números de votos em branco e nulo?

Mimi

Variam bastante conforme o cenário. Contra Renan Santos chegam a 13%, enquanto contra Flávio são apenas 8%. Isso sugere que alguns eleitores se sentem mais motivados a votar em certos confrontos.

Luke

Ou significa que contra Renan Santos, que é menos conhecido, mais gente fica em dúvida. Mas a pesquisa não explica por quê.

  • O empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro — 46% a 44%, dentro da margem de erro — sinaliza uma disputa que pode ser decidida por frações mínimas do eleitorado.
  • A pesquisa foi realizada justamente nos dias em que o STF vivia uma sessão tumultuada sobre o ministro Alexandre de Moraes, criando um pano de fundo institucional carregado.
  • Com apenas 1% de indecisos no confronto Lula-Flávio, o eleitorado está essencialmente cristalizado neste cenário, deixando pouca margem para viradas.
  • Contra outros adversários, Lula abre vantagens mais confortáveis — chegando a dez pontos sobre Zema —, revelando que o desafio bolsonarista é o mais competitivo do campo oposicionista.
  • A pesquisa, encomendada por TV Globo e Folha de S.Paulo e registrada no TSE, entrevistou 2.002 pessoas com 95% de confiança, conferindo peso institucional aos números.

Em setembro de 2026, o Brasil contempla uma democracia dividida quase ao meio: o presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro aparecem tecnicamente empatados em simulação de segundo turno, segundo o Datafolha, com 46% e 44% respectivamente. A estabilidade dos números — idênticos aos de seis dias antes — sugere que o eleitorado já escolheu seus lados, restando pouco espaço para persuasão. O momento da coleta, coincidindo com turbulências no Supremo Tribunal Federal, lembra que eleições não acontecem no vácuo, mas dentro de um tecido institucional em constante tensão.

O Datafolha divulgado em 17 de setembro de 2026 retrata um Brasil presidencial rachado ao meio: Lula com 46% e Flávio Bolsonaro com 44% em eventual segundo turno, dentro da margem de erro de dois pontos. O mais revelador é que esses números são idênticos aos publicados seis dias antes, no dia 11 de setembro — a fotografia não mudou.

As entrevistas foram realizadas nos dias 15 e 16 de setembro, período em que o Supremo Tribunal Federal vivia uma sessão conturbada sobre o ministro Alexandre de Moraes. Os ministros debatiam se os casos de Moraes e André Mendonça poderiam ser analisados conjuntamente; o placar ficou em 4 a 3 pela separação, mas um pedido de vista do ministro Flávio Dino suspendeu a discussão. O eleitorado, ao ser ouvido nesse contexto, mostrou-se já decidido: apenas 1% de indecisos no confronto principal.

A pesquisa testou cinco cenários de segundo turno. O único outro empate numérico aparece contra o escritor Augusto Cury, do Avante, também em 44% a 44%. Contra Ronaldo Caiado, do PSD, Lula lidera por quatro pontos — margem que já foi de cinco, sugerindo leve aproximação. A vantagem mais folgada é sobre Romeu Zema, do Novo: dez pontos porcentuais, com Lula em 49%. Contra o influenciador Renan Santos, do partido Missão, a diferença caiu de onze para nove pontos.

O levantamento, encomendado por TV Globo e Folha de S.Paulo, ouviu 2.002 pessoas com 16 anos ou mais, nível de confiança de 95%, e está registrado no TSE sob o número BR-04029/2026. O retrato que emerge é de um presidente relativamente confortável contra a maioria dos adversários testados — mas que encontra em Flávio Bolsonaro seu desafio mais simétrico e, por ora, insolúvel.

A pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira, 17 de setembro, coloca o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro em posição de empate técnico caso cheguem a um segundo turno presidencial. Lula registra 46% das intenções de voto, enquanto Bolsonaro marca 44%. A margem de erro de dois pontos porcentuais para mais ou para menos significa que, dentro dos limites estatísticos da pesquisa, os dois candidatos estão tecnicamente igualados.

Este levantamento, encomendado pela TV Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo, reproduz exatamente os mesmos números divulgados seis dias antes, no dia 11 de setembro. A estabilidade dos porcentuais sugere que o cenário entre os dois principais nomes não se movimentou na semana anterior. As entrevistas que geraram estes dados foram realizadas nos dias 15 e 16 de setembro, período que coincidiu com uma sessão tumultuada do Supremo Tribunal Federal sobre questões envolvendo o ministro Alexandre de Moraes. Na terça-feira, 15, os ministros começaram a analisar se poderiam examinar conjuntamente os casos de Moraes e do ministro André Mendonça. O placar ficou em 4 a 3 pela manutenção das análises separadas, mas um pedido de vista do ministro Flávio Dino suspendeu a discussão.

No confronto direto entre Lula e Flávio Bolsonaro, 8% dos eleitores declararam que votariam em branco, nulo ou em nenhum dos dois. Os indecisos permaneceram em apenas 1%, indicando que a maior parte do eleitorado já tem uma posição definida neste cenário.

A pesquisa testou cinco cenários diferentes de segundo turno. Contra o escritor Augusto Cury, do partido Avante, Lula aparece com 44%, enquanto Cury também marca 44% — o único empate numérico além do confronto com Flávio Bolsonaro. Lula oscilou um ponto para baixo em relação à pesquisa anterior, passando de 45% para 44%, enquanto Cury avançou um ponto, de 43% para 44%. Neste cenário, brancos, nulos e nenhum ficaram em 10%, e os indecisos caíram de 2% para 1%.

Contra o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, do PSD, Lula mantém 46%, enquanto Caiado oscilou de 41% para 42%. A vantagem do presidente diminuiu de cinco para quatro pontos porcentuais, colocando os dois no limite do empate técnico. Brancos, nulos e nenhum permaneceram em 10%, com 2% de indecisos.

Na simulação contra o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, do Novo, Lula ampliou sua vantagem. O presidente passou de 48% para 49%, enquanto Zema manteve 39%. A diferença aumentou de nove para dez pontos porcentuais, a maior margem testada. Brancos, nulos e nenhum ficaram em 11%, com 2% de indecisos.

No confronto com o influenciador Renan Santos, do partido Missão, Lula oscilou de 48% para 47%, enquanto Santos passou de 37% para 38%. A distância entre eles diminuiu de 11 para nove pontos porcentuais. Brancos, nulos e nenhum aumentaram de 12% para 13%, mantendo-se como a maior proporção de votos não-comprometidos neste cenário, com 2% de indecisos.

O Datafolha entrevistou 2.002 pessoas com 16 anos ou mais. O nível de confiança é de 95%, e a pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-04029/2026. Os números revelam um cenário presidencial em que Lula mantém uma posição mais sólida contra a maioria dos adversários testados, mas enfrenta uma disputa apertada especificamente contra Flávio Bolsonaro e Augusto Cury.

Os porcentuais são os mesmos do levantamento divulgado no dia 11 e mantêm os dois tecnicamente empatados, considerando a margem de erro de dois pontos porcentuais
— Datafolha
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