Datafolha: Lula e Flávio Bolsonaro empatam em 45% em eventual 2º turno

Empate técnico entre Lula e Flávio em 45% cada
Pesquisa Datafolha mostra os dois candidatos numericamente igualados dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.
Mark

Como interpretar esse empate técnico? Significa que a corrida está realmente aberta?

Mimi

Sim, mas com ressalva importante. Empate técnico significa que, dentro da margem de erro, qualquer um poderia estar à frente. Não é um empate real — é uma incerteza estatística. Flávio estava na frente em abril com 46%, agora voltou para 45%. Isso é oscilação, não estabilidade.

Luke

Mas a gente não sabe se essa oscilação é real ou apenas variação amostral. Dois pontos de margem de erro significa que Flávio poderia estar em 47% ou Lula em 47% na população real. A pesquisa não nos diz quem está realmente ganhando.

Mark

E esse áudio que vazou no dia 13? Ele pode ter mexido com os números?

Mimi

Teoricamente sim, mas a pesquisa foi feita nos dias 12 e 13. O áudio veio à tona no dia 13, então parte dos entrevistados respondeu antes de saber, parte depois. Impossível separar o efeito.

Luke

Exatamente. O Datafolha mesmo reconhece que não dá para precisar o impacto. Então qualquer conclusão sobre o áudio ter mexido é especulação, não fato.

Mark

E nos outros cenários de segundo turno? Lula sai melhor?

Mimi

Muito melhor. Contra Caiado, Lula tem 46% e Caiado 39%. Sete pontos de diferença, bem fora da margem de erro. Contra Flávio, é empate. Isso sugere que Flávio é o adversário mais competitivo para Lula.

Luke

Mas também mostra que a pesquisa foi feita em um momento específico. Essas preferências podem mudar conforme a campanha avança, conforme mais informações circulam. Isso é um retrato de um dia, não uma previsão.

Mark

Quantas pessoas foram entrevistadas?

Mimi

Duas mil e quatro pessoas com 16 anos ou mais em todo o Brasil. Intervalo de confiança de 95%.

Luke

O que é um tamanho amostral respeitável, mas também significa que há 5% de chance de o resultado estar fora daquele intervalo de confiança. Não é certeza absoluta.

  • O empate em 45% entre Lula e Flávio Bolsonaro sinaliza que nenhum dos dois consegue consolidar uma vantagem real sobre o outro, mantendo a disputa em estado de tensão permanente.
  • A oscilação em relação a abril — quando Flávio liderava numericamente com 46% contra 45% — revela um eleitorado instável, capaz de mudar de direção em questão de semanas.
  • O vazamento de áudios mostrando Flávio cobrando dinheiro do banqueiro Daniel Vorcaro ocorreu durante a pesquisa, lançando dúvidas sobre se o escândalo já contaminou — ou ainda contaminará — as intenções de voto.
  • No primeiro turno, Lula mantém liderança mais folgada com 38% contra 35% de Flávio, sugerindo que a corrida se estreita dramaticamente quando o campo se reduz a dois candidatos.
  • Contra outros adversários como Caiado e Zema, Lula aparece em posição mais confortável, o que reforça que Flávio Bolsonaro representa o desafio eleitoral mais agudo para o presidente.

Em meio à volatilidade política brasileira, uma pesquisa do Datafolha divulgada em maio de 2026 revela que o presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro chegam a um equilíbrio quase perfeito — 45% cada — em um hipotético segundo turno, dentro da margem de erro. O empate técnico, que sucede uma leve vantagem numérica de Flávio em abril, ilustra como o campo eleitoral permanece fluido e sensível a eventos imprevistos, como o vazamento de áudios comprometedores que emergiu justamente durante a coleta dos dados.

A pesquisa Datafolha divulgada em 16 de maio de 2026 apresenta um cenário de segundo turno presidencial em que Lula e Flávio Bolsonaro registram exatamente 45% de intenção de voto cada — um empate técnico dentro da margem de erro de dois pontos percentuais. Treze por cento dos entrevistados optariam pelo voto em branco ou nulo, e apenas 1% permanecia indeciso. O levantamento ouviu 2.004 pessoas em todo o Brasil entre os dias 12 e 13 de maio, com intervalo de confiança de 95%.

O resultado representa uma virada em relação à rodada anterior, realizada em abril, quando Flávio havia ultrapassado numericamente o presidente com 46% contra 45%. A vantagem, ainda que dentro da margem de erro, desapareceu na nova medição — sinal de um eleitorado em movimento constante.

O período de coleta coincidiu parcialmente com um episódio de repercussão: no dia 13 de maio, vieram a público áudios e mensagens em que Flávio cobra dinheiro do banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, que havia investido cerca de 61 milhões de reais no filme biográfico sobre Jair Bolsonaro, o Dark Horse. Como parte da pesquisa foi realizada antes do vazamento se tornar público, não é possível avaliar com precisão seu impacto nas intenções de voto.

No cenário de primeiro turno, Lula lidera com 38%, seguido por Flávio com 35%. Os demais pré-candidatos aparecem em patamares bem menores — Caiado e Zema com 3% cada, Renan Santos com 2%. Nos testes de segundo turno contra Caiado e Zema, Lula aparece em posição mais confortável, o que destaca Flávio Bolsonaro como o adversário que mais equilibra a disputa contra o presidente. A pesquisa está registrada no TSE sob o código BR-00290/2026.

A mais recente pesquisa do Instituto Datafolha, divulgada no sábado 16 de maio, apresenta um cenário de segundo turno presidencial onde o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro aparecem tecnicamente empatados. Ambos registram 45% de intenção de voto, uma igualdade que se situa dentro da margem de erro de dois pontos percentuais — o que significa que qualquer um dos dois poderia estar à frente ou atrás na realidade, sem que isso contradiga os números coletados. Treze por cento dos entrevistados indicaram que votariam em branco ou nulo, enquanto apenas 1% permanecia indeciso.

O levantamento foi conduzido entre 12 e 13 de maio junto a 2.004 pessoas com 16 anos ou mais em todo o Brasil, com intervalo de confiança de 95%. A pergunta feita aos respondentes foi direta: se o segundo turno acontecesse naquele momento e a disputa se restringisse apenas a Lula e Flávio Bolsonaro, em quem votariam. O resultado marca uma mudança em relação à rodada anterior, realizada em abril, quando Flávio havia ultrapassado numericamente o presidente. Naquela ocasião, o senador registrava 46% contra 45% de Lula — uma vantagem que agora desapareceu.

O timing da coleta de dados coincidiu parcialmente com um episódio que poderia ter influenciado as respostas. No dia 13 de maio, durante o período de pesquisa, vieram à tona mensagens e áudios que mostram Flávio cobrando dinheiro do banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. Vorcaro havia investido aproximadamente 61 milhões de reais no financiamento do filme biográfico Dark Horse, que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. Porém, como parte significativa da pesquisa foi realizada antes do vazamento se tornar público, não é possível determinar com precisão se esse episódio influenciou as intenções de voto registradas.

No cenário de primeiro turno, Lula mantém a liderança com 38% de intenção de voto, à frente de Flávio Bolsonaro com 35%. Os demais pré-candidatos aparecem com votações bem menores: o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado marca 3%, assim como o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, enquanto Renan Santos, líder do Movimento Brasil Livre, aparece com 2%, entre outros candidatos.

A pesquisa também testou outros cenários de segundo turno envolvendo Caiado e Zema. Em ambos os casos, Lula aparece numericamente à frente. Contra Caiado, o presidente registra 46% enquanto o ex-governador do PSD marca 39%, com 16% de brancos e nulos e 2% que não sabem. Esses números sugerem que, independentemente de quem avance ao segundo turno ao lado de Lula, o presidente mantém uma posição mais confortável do que a que enfrenta contra Flávio Bolsonaro. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o código BR-00290/2026.

Se o segundo turno da eleição para presidente fosse hoje e a disputa ficasse apenas entre Lula e Flávio Bolsonaro, em quem você votaria?
— Pergunta feita pelo Instituto Datafolha aos entrevistados
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