No Brasil de 2026, a disputa presidencial começa a tomar forma antes mesmo de a campanha oficial se instalar: uma pesquisa Datafolha revela que Lula e Flávio Bolsonaro chegam ao segundo turno em igualdade técnica, ambos com 45%, enquanto o presidente mantém leve vantagem no primeiro turno com 38% contra 35%. O levantamento, realizado em 139 municípios com mais de dois mil entrevistados, captura um momento anterior à revelação de mensagens polêmicas do senador — o que significa que o retrato já nasceu com prazo de validade incerto. A democracia brasileira observa, mais uma vez, como eventos ext
Datafolha: Lula e Flávio Bolsonaro empatados com 45% no segundo turno
Lula e Flávio empatados no segundo turno, mas com caminhos diferentes
Como é possível Lula estar à frente no primeiro turno mas empatado com Flávio no segundo?
Porque no primeiro turno o voto se divide entre vários candidatos. Lula tem 38%, Flávio tem 35%, mas há Zema, Caiado e outros. No segundo turno, quando só restam dois, os votos que estavam espalhados se concentram, e muitos que votariam em terceiros no primeiro turno migram para um dos dois principais.
Mas a pesquisa foi feita antes das mensagens do Intercept. Isso é importante notar — não sabemos se esse empate se mantém depois dessa revelação.
E quanto à rejeição? Lula tem 47% de rejeição, Flávio tem 43%. Isso não deveria favorecer Flávio?
Não necessariamente. A rejeição é um número, mas o que importa é para onde vão os votos. Se alguém rejeita Lula mas prefere Flávio a branco ou nulo, ainda assim vota em Flávio. A pesquisa mostra que no segundo turno eles ficam iguais, então a rejeição não está se convertendo em voto automático para o outro.
Verdade. E note que 9% votariam em branco ou nulo no segundo turno Lula-Flávio. Isso é um contingente real que não vai para nenhum dos dois.
Contra Zema e Caiado, Lula amplia para 46% contra 40%. Por que esses candidatos não conseguem competir como Flávio consegue?
Flávio tem o nome Bolsonaro, que mobiliza uma base leal. Zema e Caiado são ex-governadores regionais. Flávio tem uma estrutura de voto mais consolidada e ideológica.
Mas também é importante: em abril, Lula estava empatado com Zema e Caiado no segundo turno. Agora abriu para 6 pontos. Isso sugere movimento, não estabilidade. A margem de erro é de 2 pontos, então tecnicamente Lula estava empatado com todos em abril e agora está à frente de Zema e Caiado, mas empatado com Flávio.
Então o cenário mais competitivo para Lula é mesmo com Flávio?
Parece que sim. Flávio é quem consegue manter Lula mais próximo, enquanto Zema e Caiado caem para trás.
Le Pouls
- Lula e Flávio Bolsonaro chegam ao segundo turno empatados em 45%, sinalizando uma disputa sem favorito claro e com altíssima tensão eleitoral.
- A rejeição é o nó central: 47% dos eleitores recusam Lula categoricamente, enquanto 43% fazem o mesmo com Flávio — ambos carregam resistências que podem definir o resultado.
- A pesquisa foi concluída antes de o Intercept Brasil divulgar conversas entre Flávio e o dono do extinto Banco Master, lançando sombra sobre a validade atual dos números.
- Contra Zema e Caiado, Lula amplia a vantagem para 46% a 40%, sugerindo que sua competitividade cresce quando o adversário muda — um dado estratégico para o campo governista.
- O campo se fragmenta no primeiro turno, com candidatos menores somando fatias modestas e 9% dos eleitores já sinalizando voto em branco ou nulo.
No Brasil de 2026, a disputa presidencial começa a tomar forma antes mesmo de a campanha oficial se instalar: uma pesquisa Datafolha revela que Lula e Flávio Bolsonaro chegam ao segundo turno em igualdade técnica, ambos com 45%, enquanto o presidente mantém leve vantagem no primeiro turno com 38% contra 35%. O levantamento, realizado em 139 municípios com mais de dois mil entrevistados, captura um momento anterior à revelação de mensagens polêmicas do senador — o que significa que o retrato já nasceu com prazo de validade incerto. A democracia brasileira observa, mais uma vez, como eventos extraeleitorais podem redesenhar paisagens que os números ainda não alcançaram.
Uma pesquisa Datafolha divulgada neste sábado coloca Lula e Flávio Bolsonaro em empate técnico no segundo turno, ambos com 45% das intenções de voto. No primeiro turno, o presidente leva vantagem: 38% contra 35% do senador. O levantamento ouviu 2.004 brasileiros em 139 municípios nos dias 12 e 13 de maio, com margem de erro de dois pontos percentuais e 95% de confiança, registrado no TSE sob o código BR-00290/2026.
Na resposta espontânea, sem nomes apresentados, Lula aparece com 27% e Flávio com 18%. Jair Bolsonaro, inelegível, soma apenas 3%. No campo da rejeição, 47% dizem que jamais votariam em Lula no primeiro turno, enquanto 43% rejeitam Flávio — resistências expressivas para ambos os lados.
O primeiro turno mostra fragmentação: Zema e Caiado marcam 3% cada, candidatos menores ficam entre 1% e 2%, e 9% já declaram intenção de votar em branco ou anular. Nos confrontos diretos com Zema e Caiado, Lula amplia a margem para 46% a 40%, diferente de abril, quando estava empatado com ambos no segundo turno.
O dado mais relevante pode estar fora dos números: o levantamento foi concluído antes de o Intercept Brasil revelar mensagens entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. O impacto desse material sobre o eleitorado ainda é desconhecido, e as próximas medições dirão se o empate de hoje resiste ao peso dos novos acontecimentos.
Uma pesquisa do Datafolha divulgada neste sábado coloca o presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro em posição de igualdade técnica para um eventual segundo turno, ambos com 45% das intenções de voto. No primeiro turno, porém, Lula mantém vantagem: 38% contra 35% do filho do ex-presidente. O levantamento foi conduzido nos dias 12 e 13 de maio, antes que o site Intercept Brasil revelasse conversas entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master — um detalhe que pode ter peso nas próximas medições.
O instituto entrevistou 2.004 brasileiros com 16 anos ou mais em 139 municípios espalhados pelo país. A margem de erro máxima é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O trabalho foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o código BR-00290/2026. Quando o Datafolha não apresentou nomes de candidatos e deixou a resposta espontânea, Lula apareceu com 27% das menções, enquanto Flávio chegou a 18%. O ex-presidente Jair Bolsonaro, inelegível, recebeu apenas 3%, e Ronaldo Caiado, 1%.
No quesito rejeição, o cenário se inverte parcialmente. Quarenta e sete por cento dos eleitores afirmam que não votariam em Lula de jeito nenhum no primeiro turno, enquanto 43% rejeitam Flávio. Esses números sugerem que ambos carregam resistências significativas entre o eleitorado, ainda que em proporções diferentes.
No primeiro turno, o campo se fragmenta. Além de Lula com 38% e Flávio com 35%, os ex-governadores Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD) somam 3% cada um. Renan Santos (Missão), Samara Martins (UP) e Augusto Cury (Avante) ficaram com 2% cada. Rui Costa Pimenta (PCO) e Cabo Daciolo (Mobiliza) marcaram 1% cada. Nove por cento disseram que votariam em branco ou anulariam o voto, e 3% permaneceram indecisos.
Quando a pesquisa simula confrontos diretos entre Lula e outros candidatos, o presidente amplia sua margem. Contra Zema, Lula marca 46% contra 40% do mineiro. No mesmo cenário contra Caiado, o presidente também atinge 46%, enquanto o goiano fica em 40%. Em ambos os casos, 13% optariam por branco ou nulo, e 2% não sabem. Esses números diferem do levantamento de abril, quando Lula estava tecnicamente empatado com Zema e Caiado nos cenários de segundo turno.
O empate entre Lula e Flávio no segundo turno marca uma mudança em relação ao mês anterior. Em abril, a pesquisa anterior do Datafolha mostrava Lula com 45% contra 46% de Flávio — uma vantagem mínima do senador que agora se converteu em igualdade. O fato de o levantamento ter sido realizado antes da divulgação das mensagens entre Flávio e Vorcaro deixa em aberto como esse material pode impactar futuras medições. A campanha segue em movimento, e os números que hoje mostram um empate técnico podem se deslocar conforme novos eventos ganham espaço no debate público.
Citations marquantes
A pesquisa foi realizada antes da revelação das conversas entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro— Datafolha