Datafolha: Lula amplia vantagem sobre Flávio após áudio vazado

Flávio carrega um peso que Michelle não carrega
A rejeição a Flávio é 15 pontos maior que a rejeição a Michelle, sugerindo candidaturas distintas para o PL.
Mark

O que exatamente mudou entre a pesquisa anterior e esta? Parece que o áudio vazado teve um impacto real.

Mimi

Tinha. Na semana anterior, Lula e Flávio estavam tecnicamente empatados na pesquisa espontânea. Agora Lula tem 28% e Flávio tem 17%. É uma queda de alguns pontos para Flávio e um ganho para Lula.

Luke

Mas quanto exatamente? O texto diz que estavam empatados tecnicamente, o que significa que a diferença estava dentro da margem de erro. Não sabemos os números exatos da pesquisa anterior, então é difícil medir com precisão o tamanho do impacto.

Mark

E no segundo turno? Lá parece mais apertado.

Mimi

Muito mais. Lula tem 47% e Flávio tem 43%. Estão dentro da margem de erro de 2 pontos, então tecnicamente empatados também.

Luke

Exato. Isso significa que em um segundo turno direto, qualquer coisa pode acontecer. A pesquisa não nos diz quem venceria.

Mark

Mas Michelle Bolsonaro muda tudo?

Mimi

Completamente. Se ela for a candidata em vez de Flávio, Lula amplia para 20 pontos no primeiro turno. No segundo turno, Lula ainda vence, mas a margem volta a ser de 5 pontos.

Luke

Então Michelle é menos rejeitada. Ela tem 31% de rejeição contra 46% de Flávio. Isso é um sinal claro de que o eleitorado a vê de forma diferente.

Mark

E Lula? Ele também tem rejeição alta.

Mimi

Tem, 45%. Praticamente a mesma de Flávio. A polarização está muito forte.

Luke

O que significa que quase metade do eleitorado não votaria em nenhum dos dois em um primeiro turno. Isso é um cenário de muita incerteza.

  • O vazamento de um áudio envolvendo Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro funcionou como um divisor de águas: em uma semana, o senador passou de empate técnico com Lula para uma desvantagem de 9 pontos no primeiro turno estimulado.
  • A rejeição de Flávio Bolsonaro chegou a 46% — o maior índice entre os candidatos testados — enquanto Lula, com 45%, está logo atrás, revelando uma eleição que pode ser decidida menos por entusiasmo e mais por aversão.
  • Michelle Bolsonaro surge como a variável mais disruptiva do cenário: com apenas 31% de rejeição e uma desvantagem de apenas 20 pontos para Lula no primeiro turno, ela representa um perfil mais palatável ao eleitorado do que o marido ou o cunhado.
  • No segundo turno, Lula e Flávio permanecem dentro da margem de erro — 47% contra 43% — sinalizando que, apesar do impacto do áudio, a disputa direta ainda está em aberto e pode ser redefinida por eventos futuros.

Em um país onde a memória política é curta mas os áudios vazados são longos, o Datafolha capturou um momento de reconfiguração nas intenções de voto para 2026. Lula emerge à frente com 28% na pesquisa espontânea, enquanto Flávio Bolsonaro recua para 17% após um áudio comprometedor com o banqueiro Daniel Vorcaro deixar marcas mensuráveis no eleitorado. A pesquisa, realizada entre 20 e 21 de maio com 2.004 entrevistados, revela não apenas uma liderança, mas também uma polarização profunda — os dois nomes mais rejeitados pelo eleitorado são, precisamente, os dois que lideram as intenções de voto.

O Datafolha divulgou nesta sexta-feira os primeiros números sobre as eleições presidenciais de 2026 após o vazamento de um áudio envolvendo Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro — e o impacto da gravação se traduz diretamente nas preferências dos eleitores. Na pesquisa espontânea, Lula aparece com 28% das menções contra 17% de Flávio, uma virada expressiva em relação ao levantamento anterior, quando os dois estavam tecnicamente empatados.

No primeiro turno estimulado, a vantagem de Lula sobre Flávio chega a 9 pontos percentuais: 40% contra 31%. O cenário se torna ainda mais favorável ao presidente quando Michelle Bolsonaro é testada como candidata do PL: Lula amplia a margem para 20 pontos, sugerindo que Flávio carrega um peso político que sua cunhada não carrega — pelo menos não na mesma intensidade.

No segundo turno, a disputa se fecha. Lula e Flávio ficam dentro da margem de erro de 2 pontos percentuais — 47% a 43% —, deixando em aberto o que aconteceria em um confronto direto. Contra Caiado, Zema e Michelle, Lula vence todos os cenários com 48%.

O dado mais revelador, porém, é o da rejeição. Flávio lidera esse índice com 46%, seguido de perto por Lula, com 45%. Michelle, com apenas 31% de rejeição, aparece como a candidata mais palatável do campo bolsonarista. A polarização está cristalizada nos dois nomes que, paradoxalmente, lideram tanto as intenções de voto quanto a rejeição do eleitorado. A pesquisa, com 2.004 entrevistados e margem de erro de 2 pontos, foi registrada no TSE sob o nº BR-07489/2026.

O Datafolha divulgou nesta sexta-feira uma pesquisa sobre as intenções de voto para a eleição presidencial de 2026, e os números refletem um movimento significativo no tabuleiro político. Este é o primeiro levantamento do instituto após o vazamento de um áudio envolvendo Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro — uma conversa que deixou marcas mensuráveis nas preferências dos eleitores.

Na pesquisa espontânea, quando os nomes dos candidatos não são sugeridos previamente, Lula aparece com 28% das menções, enquanto Flávio Bolsonaro fica em 17%. A distância entre eles é notável, especialmente quando comparada ao levantamento anterior, realizado na semana anterior, quando estavam tecnicamente empatados. O impacto do áudio vazado se traduz em números: Flávio perdeu terreno, e Lula ganhou espaço.

No primeiro turno estimulado — quando os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados — a vantagem de Lula sobre Flávio chega a 9 pontos percentuais. Lula marca 40%, enquanto Flávio fica em 31%. Mas o cenário muda drasticamente se Michelle Bolsonaro for a candidata do PL em vez de seu marido. Nesse caso, Lula amplia sua margem para 20 pontos: 41% contra 21%. A diferença sugere que Flávio carrega um peso específico que Michelle não carrega — pelo menos não no mesmo grau.

No segundo turno, a história é mais apertada. Lula e Flávio estão tecnicamente empatados dentro da margem de erro de 2 pontos percentuais: 47% para Lula contra 43% para Flávio. É um resultado que deixa em aberto o que aconteceria em um confronto direto entre os dois. Contra outros possíveis adversários — Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Michelle Bolsonaro — Lula vence em todos os cenários, sempre com 48% dos votos.

Um dado que merece atenção é o da rejeição. Flávio Bolsonaro é o candidato com maior potencial de rejeição: 46% dos eleitores dizem que não votariam nele de jeito nenhum no primeiro turno. Lula está logo atrás, com 45% de rejeição. Michelle Bolsonaro, por sua vez, tem apenas 31% de rejeição, o que reforça a ideia de que ela seria uma candidata mais palatável para o eleitorado do que seu marido. A polarização está cristalizada: os dois nomes mais rejeitados são justamente Flávio e Lula.

A pesquisa foi realizada entre 20 e 21 de maio com 2.004 entrevistados. O nível de confiança é de 95%, com margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. O instituto foi contratado pela Folha de S. Paulo, e o registro no TSE é nº BR-07489/2026. Os números mostram um cenário em movimento, onde o áudio vazado teve efeito mensurável, mas onde a disputa presidencial permanece aberta — especialmente se considerarmos o segundo turno e as variáveis que ainda podem mudar entre agora e outubro de 2026.

Este é o primeiro levantamento do Datafolha feito após o vazamento do áudio entre Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro. O resultado da pesquisa mostra que houve um impacto negativo para o senador.
— Datafolha/Folha de S. Paulo
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