Datafolha: Flávio Bolsonaro tem o dobro de intenção de votos de Lula entre evangélicos

Entre evangélicos, Flávio alcança o dobro do apoio de Lula
Pesquisa Datafolha mostra divisão religiosa profunda na intenção de voto para 2026.
Mark

Por que essa divisão entre evangélicos e católicos é tão marcante? Não era esperado que Lula tivesse mais força em ambos os grupos?

Mimi

Lula historicamente tem apoio forte entre católicos, especialmente aqueles ligados à teologia da libertação e movimentos sociais. Mas evangélicos, particularmente as igrejas pentecostais e neopentecostais, construíram uma relação diferente com o bolsonarismo. Flávio está visitando essas igrejas, participando de eventos, construindo relacionamento.

Luke

Mas precisamos ser cuidadosos: essa pesquisa é de março de 2026, e Flávio ainda não é oficialmente candidato. A candidatura de Tarcísio é descrita como "improvável". Estamos vendo intenção de voto em cenários hipotéticos, não em uma eleição real.

Mark

Então esses números podem mudar?

Mimi

Claro. A pesquisa mostra o que é hoje, com Flávio visitando igrejas e construindo relacionamento. Se ele virar candidato oficial, se houver campanha de verdade, tudo pode se mover.

Luke

E há outra coisa: a margem de erro para evangélicos é de quatro pontos percentuais. Quando você vê Flávio com 50% entre evangélicos, tecnicamente ele poderia estar entre 46% e 54%. Não é um número tão sólido quanto parece.

Mark

Então o que a pesquisa realmente nos diz?

Mimi

Que existe uma abertura real entre evangélicos para candidatos de direita, e que Flávio está explorando isso ativamente. Lula tem um problema nesse segmento que não é pequeno.

Luke

Verdade. Mas também mostra que católicos ainda preferem Lula por margem clara. A eleição não será decidida apenas por evangélicos.

  • Entre eleitores evangélicos, Flávio Bolsonaro chega a 50% das intenções de voto, enquanto Lula não ultrapassa 23% nesse mesmo segmento — uma distância que redefine o equilíbrio da disputa presidencial.
  • A divisão religiosa é tão acentuada que católicos e evangélicos parecem habitar universos eleitorais distintos: Lula domina com 45% entre os primeiros, mas perde terreno de forma expressiva entre os segundos.
  • Tarcísio de Freitas surge como alternativa à direita, mas seus 31% entre evangélicos ficam bem abaixo dos números de Flávio, em parte porque sua candidatura ainda é vista como improvável após Jair Bolsonaro declarar apoio ao filho.
  • Flávio Bolsonaro não está esperando os votos chegarem: visita convenções, participa de eventos gospel e agenda encontros com pastores influentes como Silas Malafaia, construindo presença onde o eleitorado se forma.
  • A estratégia está produzindo resultados mensuráveis — e sinaliza que o campo bolsonarista aposta na fé como principal vetor de mobilização para 2026.

Uma pesquisa Datafolha publicada em março de 2026 expõe uma fratura religiosa que atravessa o mapa eleitoral brasileiro: entre os que professam a fé evangélica, Flávio Bolsonaro recolhe o dobro das intenções de voto de Lula, enquanto os católicos permanecem como reduto do presidente. O dado não é apenas estatístico — é o reflexo de uma disputa silenciosa por pertencimento, identidade e valores que se trava nas igrejas antes de chegar às urnas. A política brasileira, mais uma vez, encontra nos templos um de seus campos de batalha mais decisivos.

Uma pesquisa Datafolha realizada entre 3 e 5 de março de 2026, com mais de dois mil entrevistados em todo o Brasil, revela uma divisão religiosa profunda no eleitorado nacional. Entre eleitores evangélicos, Flávio Bolsonaro alcança até 50% das intenções de voto em cenários estimulados — o dobro do máximo registrado por Lula nesse mesmo grupo, que não passa de 23%. Entre católicos, a situação se inverte: Lula lidera com 45%, enquanto Flávio marca até 30% em seu melhor desempenho.

A pesquisa também testou outros nomes. Tarcísio de Freitas aparece com 21% no total da amostra, sendo escolhido por 31% dos evangélicos — desempenho inferior ao de Flávio, possivelmente porque sua candidatura ainda é considerada improvável após Jair Bolsonaro declarar apoio ao filho. Ratinho Jr. surge como terceira força entre evangélicos em cenários sem Flávio, com 13% das intenções.

No teste espontâneo, sem lista de candidatos, Lula tem 25% no geral e 30% entre católicos, mas cai para 12% entre evangélicos. Flávio marca 12% no total e 18% entre evangélicos. Católicos representam 48% da amostra e evangélicos, 28% — proporção alinhada ao Censo de 2022.

Esse desempenho não é fruto do acaso. Flávio tem percorrido igrejas pelo país, visitando a Assembleia de Deus, a Igreja Quadrangular e a Universal, além de participar de eventos gospel e preparar encontro com o pastor Silas Malafaia. O deputado Sóstenes Cavalcante, aliado de Malafaia e ex-presidente da bancada evangélica, tem acompanhado o senador nessas visitas. A estratégia parece estar funcionando — e indica que a disputa de 2026 será também uma disputa por almas.

Uma pesquisa Datafolha divulgada no sábado 7 de março revela uma divisão religiosa profunda na política brasileira: entre eleitores evangélicos, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) colhe o dobro das intenções de voto que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O levantamento, realizado entre 3 e 5 de março com 2.004 entrevistados em todo o país, mostra que quando os nomes dos candidatos são apresentados aos eleitores, Lula lidera na média geral com 45% de preferência entre católicos. Mas entre evangélicos, seu apoio cai para no máximo 23%. Flávio, por sua vez, atinge até 34% no total da amostra e chega a alcançar metade das intenções de voto — 50% — entre eleitores evangélicos. No eleitorado católico, o senador marca até 30% em seu melhor cenário.

O instituto também testou disputas com outros nomes fora da polarização tradicional entre lulismo e bolsonarismo. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), aparece como alternativa da direita no lugar de Flávio Bolsonaro em alguns cenários. Nesse caso, Tarcísio teria 21% das intenções de voto no total, sendo escolhido por 31% dos evangélicos e por 19% dos católicos. Seu desempenho menor pode refletir o fato de sua candidatura ainda ser considerada improvável, especialmente após o ex-presidente Jair Bolsonaro declarar apoio à eventual candidatura do filho. Entre os nomes avaliados, o governador Ratinho Jr. (PSD-PR) surge como o terceiro mais bem posicionado entre eleitores evangélicos, alcançando 13% das intenções de voto em cenários nos quais Tarcísio aparece como candidato e Flávio fica fora da disputa.

Quando a pesquisa permite que os eleitores respondam sem ver lista de candidatos — o chamado teste espontâneo — Lula aparece com 25% das menções no total da amostra e chega a 30% entre católicos. Entre evangélicos, porém, seu índice cai para 12%. Flávio Bolsonaro tem 12% no geral, mas atinge 18% entre evangélicos, contra 10% entre católicos. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número BR-03715/2026. Católicos representam 48% da amostra, enquanto evangélicos correspondem a 28% dos entrevistados, proporção semelhante à registrada pelo Censo de 2022. A margem de erro é de três pontos percentuais para católicos e de quatro pontos para evangélicos.

Esse desempenho entre evangélicos não é acidental. Flávio Bolsonaro tem intensificado sua aproximação com lideranças religiosas e visitado organizações como a Convenção Geral das Assembleias de Deus do Brasil (CGADB), a Igreja Quadrangular e a Igreja Universal do Reino de Deus. O senador também participou de um grande evento gospel conduzido pelo pastor André Valadão, da Igreja Batista da Lagoinha, e tem agendado reunião com o pastor Silas Malafaia. O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, aliado de Malafaia e ex-presidente da bancada evangélica, tem acompanhado o senador em visitas a igrejas pelo país. Essa estratégia de aproximação com o eleitorado evangélico parece estar funcionando: a pesquisa revela que o campo bolsonarista construiu uma vantagem significativa nesse segmento religioso, enquanto Lula mantém sua força tradicional entre católicos.

Flávio Bolsonaro tem intensificado sua aproximação com lideranças religiosas e visitado organizações como a Convenção Geral das Assembleias de Deus do Brasil, a Igreja Quadrangular e a Igreja Universal do Reino de Deus
— Datafolha
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