Em um país onde a geografia sempre moldou o destino político, o Datafolha revelou na sexta-feira 25 de setembro um Brasil dividido em dois eixos eleitorais: Flávio Bolsonaro avançando no Sudeste e Lula consolidando o Nordeste. Cinco estados — São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Pernambuco e Alagoas — funcionam como espelhos de uma disputa que ainda não encontrou seu centro de gravidade. Minas Gerais, empatada e indecisa, lembra que as grandes definições históricas raramente chegam antes da hora.
Datafolha: Flávio Bolsonaro avança em SP e RJ; Lula lidera em PE e AL
Minas Gerais permanece como o campo de batalha mais acirrado
Esses números mostram uma divisão clara entre regiões. Como interpretar isso para a campanha nacional?
Exatamente. Flávio está consolidando o Sudeste enquanto Lula mantém o Nordeste. Minas Gerais é o estado que pode definir tudo.
Mas precisamos ser cuidadosos: são pesquisas de intenção de voto, não votos reais. E a margem de erro em alguns casos é de três pontos percentuais — em Minas, por exemplo, a diferença no segundo turno está dentro da margem.
Entendi. Então quando você vê Flávio com 49% em São Paulo no segundo turno, isso não é uma vitória garantida?
Não. É uma vantagem clara, mas a campanha ainda tem tempo. Esses números refletem o momento de 22 a 24 de setembro.
E há outro detalhe: em Alagoas, a pesquisa foi feita pela Quaest, não pelo Datafolha. Metodologias diferentes podem gerar resultados diferentes.
Então os números de Alagoas não são diretamente comparáveis aos outros?
Não são. A Quaest ouviu 804 pessoas, enquanto o Datafolha ouviu 1.204 em outros estados. Tamanho da amostra importa.
E em Pernambuco, Lula cresceu cinco pontos em duas semanas. Isso é movimento real ou variação normal dentro da margem de erro?
Cinco pontos é significativo, mas você está certo em questionar. Precisaríamos de mais rodadas para confirmar se é tendência ou flutuação.
Qual é o cenário mais provável para o segundo turno?
Se esses números se mantiverem, Flávio vence no Sudeste e Lula no Nordeste. Tudo depende de como o resto do país vota e de como Minas se comporta.
El Pulso
- Flávio Bolsonaro cresce cinco pontos no Rio de Janeiro e chega a 44% no primeiro turno, sinalizando uma consolidação acelerada no Sudeste.
- Lula responde com domínio expressivo no Nordeste — 60% em Pernambuco e 44% em Alagoas —, reforçando sua base regional como escudo eleitoral.
- Minas Gerais emerge como o verdadeiro campo de batalha: apenas dois pontos separam os candidatos no primeiro turno e a margem se reduz a praticamente um empate técnico no segundo.
- A fragmentação geográfica dos resultados pressiona ambas as campanhas a definirem estratégias distintas por região, sem uma narrativa nacional unificada.
- Com o Sudeste inclinando para Flávio e o Nordeste firme com Lula, o resultado final pode depender de quem conseguir romper as fronteiras do próprio reduto.
Em um país onde a geografia sempre moldou o destino político, o Datafolha revelou na sexta-feira 25 de setembro um Brasil dividido em dois eixos eleitorais: Flávio Bolsonaro avançando no Sudeste e Lula consolidando o Nordeste. Cinco estados — São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Pernambuco e Alagoas — funcionam como espelhos de uma disputa que ainda não encontrou seu centro de gravidade. Minas Gerais, empatada e indecisa, lembra que as grandes definições históricas raramente chegam antes da hora.
O Datafolha divulgou na sexta-feira 25 de setembro uma série de pesquisas de intenção de voto cobrindo cinco estados estratégicos: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Pernambuco e Alagoas. O retrato é o de um país eleitoralmente partido ao meio, com cada candidato dominando sua região de origem.
Em São Paulo, Flávio Bolsonaro cresceu três pontos e chegou a 38% no primeiro turno, enquanto Lula permanece estável em 33%. No segundo turno paulista, a vantagem se amplia: 49% a 41%. No Rio de Janeiro, o avanço de Flávio é ainda mais pronunciado — cinco pontos desde setembro, alcançando 44% no primeiro turno e 51% no segundo, contra 38% e 42% de Lula, respectivamente.
Minas Gerais apresenta o cenário mais incerto. Lula lidera o primeiro turno com 39% contra 37% de Flávio, mas no segundo turno a margem encolhe para 46% a 44% — dentro da margem de erro de três pontos. O estado se consolida como o principal campo de batalha da disputa nacional.
No Nordeste, o quadro se inverte com clareza. Em Pernambuco, Lula cresceu cinco pontos e domina com 60% no primeiro turno e 64% no segundo, enquanto Flávio não passa de 29%. Em Alagoas — pesquisada pela Quaest —, Lula lidera com 44% no primeiro turno e 48% no segundo, contra 32% e 34% de Flávio.
A leitura dos dados aponta para uma geografia eleitoral bem definida: Flávio avança no Sudeste, Lula consolida o Nordeste, e Minas Gerais permanece como o estado que pode, no fim, decidir a eleição.
O instituto Datafolha divulgou na sexta-feira 25 de setembro uma nova bateria de pesquisas sobre intenções de voto para a presidência, cobrindo cinco estados que funcionam como termômetros da disputa nacional: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Pernambuco e Alagoas. Os números revelam um quadro fragmentado, com Flávio Bolsonaro consolidando avanços no Sudeste enquanto Lula mantém domínio no Nordeste.
Em São Paulo, Flávio Bolsonaro cresceu três pontos percentuais desde a pesquisa anterior, chegando a 38% no primeiro turno, enquanto Lula permanece estável em 33%. O escritor Augusto Cury segue em terceiro com 7%, e Ronaldo Caiado, do PSD, aparece com 5%. A margem de erro é de dois pontos percentuais. No segundo turno paulista, o cenário se amplia: Flávio sobe para 49% (ganho de dois pontos), enquanto Lula fica em 41% (queda de um ponto). A pesquisa ouviu 1.610 pessoas entre 22 e 23 de setembro, com registro BR-09355/2026.
No Rio de Janeiro, a trajetória de Flávio é ainda mais pronunciada. Ele avançou cinco pontos desde 11 de setembro, alcançando 44% no primeiro turno, enquanto Lula subiu três pontos para 38%. Caiado e Augusto Cury dividem o terceiro lugar com 3% cada. No segundo turno carioca, Flávio chega a 51% (ganho de dois pontos) e Lula a 42% (avanço de um ponto). Foram entrevistadas 1.204 pessoas entre 22 e 24 de setembro, com margem de erro de três pontos percentuais. O registro é RJ-02205/2026 e BR-05762/2026.
Minas Gerais apresenta o quadro mais competitivo entre os cinco estados. No primeiro turno, Lula lidera com 39% (ganho de dois pontos), enquanto Flávio fica em 37% (avanço de dois pontos), mantendo a disputa aberta. Augusto Cury aparece com 5% e Romeu Zema com 4%. No segundo turno mineiro, a margem se reduz ainda mais: Flávio sobe para 46% e Lula para 44%, praticamente empatados. A pesquisa ouviu 1.204 eleitores entre 22 e 24 de setembro, com margem de erro de três pontos percentuais e registro BR-06824/2026.
Em Pernambuco, Lula domina de forma clara. Ele cresceu cinco pontos desde 11 de setembro, chegando a 60% no primeiro turno, enquanto Flávio permanece em 24%. Augusto Cury segue com 3%. No segundo turno, Lula amplia ainda mais sua vantagem para 64%, enquanto Flávio sobe para 29%. A pesquisa entrevistou 1.204 pessoas entre 22 e 24 de setembro, com margem de erro de três pontos percentuais. Os registros são PE-08125/2026 e BR-05465/2026.
Em Alagoas, Lula também lidera com 44% no primeiro turno, enquanto Flávio fica em 32%. Augusto Cury aparece com 5%. No segundo turno, Lula sobe para 48% e Flávio para 34%, mantendo uma vantagem confortável. Neste estado, a pesquisa foi realizada pela Quaest, que ouviu 804 pessoas entre 21 e 24 de setembro, com margem de erro de três pontos percentuais e registro BR-04938/2026.
Os dados revelam uma geografia eleitoral bem definida: Flávio Bolsonaro avança no Sudeste, particularmente em São Paulo e Rio de Janeiro, onde cresce em ambos os turnos. Lula, por sua vez, consolida sua base no Nordeste, com vantagens expressivas em Pernambuco e Alagoas. Minas Gerais permanece como o campo de batalha mais acirrado, onde a disputa segue aberta tanto no primeiro quanto no segundo turno, sugerindo que este estado pode ser decisivo no resultado final.
Citas Notables
Flávio Bolsonaro avança no Sudeste, particularmente em São Paulo e Rio de Janeiro, onde cresce em ambos os turnos— Análise dos dados Datafolha