Datafolha: Flávio Bolsonaro avança em SP e RJ; Lula lidera em PE e AL

Minas Gerais permanece como o campo de batalha mais acirrado
No primeiro e segundo turno, o estado mostra disputa praticamente empatada entre os dois principais candidatos.
Mark

Esses números mostram uma divisão clara entre regiões. Como interpretar isso para a campanha nacional?

Mimi

Exatamente. Flávio está consolidando o Sudeste enquanto Lula mantém o Nordeste. Minas Gerais é o estado que pode definir tudo.

Luke

Mas precisamos ser cuidadosos: são pesquisas de intenção de voto, não votos reais. E a margem de erro em alguns casos é de três pontos percentuais — em Minas, por exemplo, a diferença no segundo turno está dentro da margem.

Mark

Entendi. Então quando você vê Flávio com 49% em São Paulo no segundo turno, isso não é uma vitória garantida?

Mimi

Não. É uma vantagem clara, mas a campanha ainda tem tempo. Esses números refletem o momento de 22 a 24 de setembro.

Luke

E há outro detalhe: em Alagoas, a pesquisa foi feita pela Quaest, não pelo Datafolha. Metodologias diferentes podem gerar resultados diferentes.

Mark

Então os números de Alagoas não são diretamente comparáveis aos outros?

Mimi

Não são. A Quaest ouviu 804 pessoas, enquanto o Datafolha ouviu 1.204 em outros estados. Tamanho da amostra importa.

Luke

E em Pernambuco, Lula cresceu cinco pontos em duas semanas. Isso é movimento real ou variação normal dentro da margem de erro?

Mimi

Cinco pontos é significativo, mas você está certo em questionar. Precisaríamos de mais rodadas para confirmar se é tendência ou flutuação.

Mark

Qual é o cenário mais provável para o segundo turno?

Mimi

Se esses números se mantiverem, Flávio vence no Sudeste e Lula no Nordeste. Tudo depende de como o resto do país vota e de como Minas se comporta.

  • Flávio Bolsonaro cresce cinco pontos no Rio de Janeiro e chega a 44% no primeiro turno, sinalizando uma consolidação acelerada no Sudeste.
  • Lula responde com domínio expressivo no Nordeste — 60% em Pernambuco e 44% em Alagoas —, reforçando sua base regional como escudo eleitoral.
  • Minas Gerais emerge como o verdadeiro campo de batalha: apenas dois pontos separam os candidatos no primeiro turno e a margem se reduz a praticamente um empate técnico no segundo.
  • A fragmentação geográfica dos resultados pressiona ambas as campanhas a definirem estratégias distintas por região, sem uma narrativa nacional unificada.
  • Com o Sudeste inclinando para Flávio e o Nordeste firme com Lula, o resultado final pode depender de quem conseguir romper as fronteiras do próprio reduto.

Em um país onde a geografia sempre moldou o destino político, o Datafolha revelou na sexta-feira 25 de setembro um Brasil dividido em dois eixos eleitorais: Flávio Bolsonaro avançando no Sudeste e Lula consolidando o Nordeste. Cinco estados — São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Pernambuco e Alagoas — funcionam como espelhos de uma disputa que ainda não encontrou seu centro de gravidade. Minas Gerais, empatada e indecisa, lembra que as grandes definições históricas raramente chegam antes da hora.

O Datafolha divulgou na sexta-feira 25 de setembro uma série de pesquisas de intenção de voto cobrindo cinco estados estratégicos: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Pernambuco e Alagoas. O retrato é o de um país eleitoralmente partido ao meio, com cada candidato dominando sua região de origem.

Em São Paulo, Flávio Bolsonaro cresceu três pontos e chegou a 38% no primeiro turno, enquanto Lula permanece estável em 33%. No segundo turno paulista, a vantagem se amplia: 49% a 41%. No Rio de Janeiro, o avanço de Flávio é ainda mais pronunciado — cinco pontos desde setembro, alcançando 44% no primeiro turno e 51% no segundo, contra 38% e 42% de Lula, respectivamente.

Minas Gerais apresenta o cenário mais incerto. Lula lidera o primeiro turno com 39% contra 37% de Flávio, mas no segundo turno a margem encolhe para 46% a 44% — dentro da margem de erro de três pontos. O estado se consolida como o principal campo de batalha da disputa nacional.

No Nordeste, o quadro se inverte com clareza. Em Pernambuco, Lula cresceu cinco pontos e domina com 60% no primeiro turno e 64% no segundo, enquanto Flávio não passa de 29%. Em Alagoas — pesquisada pela Quaest —, Lula lidera com 44% no primeiro turno e 48% no segundo, contra 32% e 34% de Flávio.

A leitura dos dados aponta para uma geografia eleitoral bem definida: Flávio avança no Sudeste, Lula consolida o Nordeste, e Minas Gerais permanece como o estado que pode, no fim, decidir a eleição.

O instituto Datafolha divulgou na sexta-feira 25 de setembro uma nova bateria de pesquisas sobre intenções de voto para a presidência, cobrindo cinco estados que funcionam como termômetros da disputa nacional: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Pernambuco e Alagoas. Os números revelam um quadro fragmentado, com Flávio Bolsonaro consolidando avanços no Sudeste enquanto Lula mantém domínio no Nordeste.

Em São Paulo, Flávio Bolsonaro cresceu três pontos percentuais desde a pesquisa anterior, chegando a 38% no primeiro turno, enquanto Lula permanece estável em 33%. O escritor Augusto Cury segue em terceiro com 7%, e Ronaldo Caiado, do PSD, aparece com 5%. A margem de erro é de dois pontos percentuais. No segundo turno paulista, o cenário se amplia: Flávio sobe para 49% (ganho de dois pontos), enquanto Lula fica em 41% (queda de um ponto). A pesquisa ouviu 1.610 pessoas entre 22 e 23 de setembro, com registro BR-09355/2026.

No Rio de Janeiro, a trajetória de Flávio é ainda mais pronunciada. Ele avançou cinco pontos desde 11 de setembro, alcançando 44% no primeiro turno, enquanto Lula subiu três pontos para 38%. Caiado e Augusto Cury dividem o terceiro lugar com 3% cada. No segundo turno carioca, Flávio chega a 51% (ganho de dois pontos) e Lula a 42% (avanço de um ponto). Foram entrevistadas 1.204 pessoas entre 22 e 24 de setembro, com margem de erro de três pontos percentuais. O registro é RJ-02205/2026 e BR-05762/2026.

Minas Gerais apresenta o quadro mais competitivo entre os cinco estados. No primeiro turno, Lula lidera com 39% (ganho de dois pontos), enquanto Flávio fica em 37% (avanço de dois pontos), mantendo a disputa aberta. Augusto Cury aparece com 5% e Romeu Zema com 4%. No segundo turno mineiro, a margem se reduz ainda mais: Flávio sobe para 46% e Lula para 44%, praticamente empatados. A pesquisa ouviu 1.204 eleitores entre 22 e 24 de setembro, com margem de erro de três pontos percentuais e registro BR-06824/2026.

Em Pernambuco, Lula domina de forma clara. Ele cresceu cinco pontos desde 11 de setembro, chegando a 60% no primeiro turno, enquanto Flávio permanece em 24%. Augusto Cury segue com 3%. No segundo turno, Lula amplia ainda mais sua vantagem para 64%, enquanto Flávio sobe para 29%. A pesquisa entrevistou 1.204 pessoas entre 22 e 24 de setembro, com margem de erro de três pontos percentuais. Os registros são PE-08125/2026 e BR-05465/2026.

Em Alagoas, Lula também lidera com 44% no primeiro turno, enquanto Flávio fica em 32%. Augusto Cury aparece com 5%. No segundo turno, Lula sobe para 48% e Flávio para 34%, mantendo uma vantagem confortável. Neste estado, a pesquisa foi realizada pela Quaest, que ouviu 804 pessoas entre 21 e 24 de setembro, com margem de erro de três pontos percentuais e registro BR-04938/2026.

Os dados revelam uma geografia eleitoral bem definida: Flávio Bolsonaro avança no Sudeste, particularmente em São Paulo e Rio de Janeiro, onde cresce em ambos os turnos. Lula, por sua vez, consolida sua base no Nordeste, com vantagens expressivas em Pernambuco e Alagoas. Minas Gerais permanece como o campo de batalha mais acirrado, onde a disputa segue aberta tanto no primeiro quanto no segundo turno, sugerindo que este estado pode ser decisivo no resultado final.

Flávio Bolsonaro avança no Sudeste, particularmente em São Paulo e Rio de Janeiro, onde cresce em ambos os turnos
— Análise dos dados Datafolha
Quieres la nota completa? Lee el original en CartaCapital ↗
Contáctanos FAQ