Na antevéspera de uma decisão que costuma pesar sobre o futuro de um país inteiro, duas das casas de pesquisa mais observadas do Brasil preparam seus últimos retratos da disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro. Os números recentes desenham um equilíbrio quase perfeito, em que cada ponto ganho por um lado parece ser devolvido pelo outro, como marés que se encontram sem vencer uma à outra. O que virá neste sábado não decidirá o resultado, mas dirá se a aproximação das últimas semanas é um movimento real ou apenas o ruído natural de uma sociedade dividida.
Datafolha e Quaest fazem última rodada antes do segundo turno com Lula e Flávio em empate técnico
Um ponto de diferença, dois de margem de erro e um dia até as urnas
Por que essas duas pesquisas de sábado importam tanto?
São as últimas antes da votação de domingo, e chegam depois de rodadas em que a distância entre Lula e Flávio encolheu nos dois institutos.
No Datafolha, eles estão com 50% cada nos votos válidos. Isso significa empate?
Numericamente, sim. Antes, Flávio tinha 51% e Lula 49%. Lula subiu um ponto e Flávio caiu um.
Vale lembrar que a margem de erro é de dois pontos. Um ponto de movimento está dentro dela, então não dá para afirmar que houve mudança real de tendência.
E na Quaest?
Flávio tem 45% e Lula 44%, também dentro da margem. A vantagem do senador caiu de dois pontos para um.
Houve algo mais além da intenção de voto?
A rejeição caiu para os dois. A de Lula foi de 53% para 47% e a de Flávio, de 54% para 52%. Na espontânea, ambos têm 40%.
Essas pesquisas de quarta e quinta foram feitas antes das de sábado. O que elas dirão ainda é desconhecido, e a reportagem não traz nenhuma projeção sobre o resultado da urna.
Então o que observar?
Se os números de sábado, com 4.050 e 3.702 entrevistas, confirmam a aproximação ou a revertem.
Il Polso
- A disputa segue colada no empate técnico, com Lula e Flávio separados por apenas um ponto nas pesquisas mais recentes.
- A tensão cresce a menos de um dia da votação, e cada décimo de vantagem vira manchete e motivo de disputa nas campanhas.
- Datafolha e Quaest foram a campo na sexta e no sábado, com milhares de entrevistas, buscando captar a última movimentação do eleitor.
- A tendência de aproximação de Lula ainda precisa se confirmar, e o resultado dos levantamentos de sábado deve indicar onde a disputa está pousando.
Na antevéspera de uma decisão que costuma pesar sobre o futuro de um país inteiro, duas das casas de pesquisa mais observadas do Brasil preparam seus últimos retratos da disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro. Os números recentes desenham um equilíbrio quase perfeito, em que cada ponto ganho por um lado parece ser devolvido pelo outro, como marés que se encontram sem vencer uma à outra. O que virá neste sábado não decidirá o resultado, mas dirá se a aproximação das últimas semanas é um movimento real ou apenas o ruído natural de uma sociedade dividida.
Na véspera do segundo turno de 2026, dois dos principais institutos de pesquisa do país divulgam neste sábado, 24, seus últimos levantamentos sobre a disputa entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Ambos registraram suas pesquisas na Justiça Eleitoral e foram a campo justamente quando a corrida é descrita como um empate técnico.
O Datafolha ouviu, na rodada mais recente, 2.520 eleitores entre 20 e 22 de outubro, e registrou Lula e Flávio empatados em 50% dos votos válidos. Na pesquisa de 15 de outubro, o senador liderava por 51% a 49%. Nos votos totais, Flávio manteve 47%, enquanto Lula subiu de 45% para 46%, e a distância caiu de dois pontos para um.
A Quaest, divulgada na quarta-feira, 21, mostrou Flávio com 45% e Lula com 44%, também dentro da margem de erro. A vantagem numérica do senador encolheu de dois pontos para um. O levantamento registrou ainda queda na rejeição de ambos: quem diz não votar em Lula caiu de 53% para 47%, e quem rejeita Flávio foi de 54% para 52%.
As novas rodadas, com trabalho de campo nesta sexta e no sábado, dirão se a aproximação observada nas últimas semanas se confirma um dia antes de os brasileiros voltarem às urnas.
Na véspera do segundo turno das eleições de 2026, dois dos principais institutos de pesquisa do país vão divulgar, neste sábado, 24, seus últimos retratos da disputa entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Datafolha e Quaest têm levantamentos registrados no Tribunal Superior Eleitoral e entram em campo justamente quando a corrida é descrita como um empate técnico entre o presidente e o senador.
O trabalho de campo acontece entre esta sexta-feira, 23, e o sábado, 24, com entrevistas em todo o país. O Datafolha prevê ouvir 4.050 eleitores; a Quaest, 3.702. Os dois registros foram feitos na Justiça Eleitoral em 18 de outubro.
O ponto de partida são as rodadas anteriores. A mais recente do Datafolha, divulgada na quinta-feira, 22, mostrou Lula e Flávio com 50% dos votos válidos cada um. Na pesquisa de 15 de outubro, o senador aparecia com 51% e o presidente com 49%. Houve, portanto, oscilação de um ponto para cima para Lula e de um ponto para baixo para Flávio, o que mantém o cenário dentro da margem de erro.
Nos votos totais, Flávio marcou 47%, o mesmo índice da rodada anterior. Lula foi de 45% para 46%, e a distância entre os dois caiu de dois pontos para um. Brancos e nulos somaram 5%, e os indecisos, 2%. Esse levantamento ouviu 2.520 eleitores entre 20 e 22 de outubro, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
A Quaest, divulgada na quarta-feira, 21, também indicou empate técnico: Flávio com 45% das intenções de voto, Lula com 44%. Na rodada anterior, o senador tinha 46% e o presidente os mesmos 44%, de modo que a vantagem numérica do candidato do PL encolheu de dois para um ponto. A pesquisa ouviu 2.154 eleitores entre 17 e 20 de outubro, com margem de dois pontos para mais ou para menos e confiança de 95%.
O levantamento da Quaest registrou ainda queda na rejeição de ambos. Os eleitores que dizem não votar em Lula passaram de 53% para 47%; os que rejeitam Flávio foram de 54% para 52%. Na pesquisa espontânea, aquela em que os nomes não são apresentados ao entrevistado, os dois aparecem com 40%.
Sobre as pesquisas finais, o Datafolha, registrado sob o número BR-09540/2026, foi contratado pela Folha de S.Paulo e pela Globo, ao custo de 461.462,40 reais. Serão entrevistas presenciais em pontos de fluxo populacional, com amostra distribuída pelas cinco regiões do país e margem máxima de dois pontos. A Quaest, registrada como BR-09158/2026, foi contratada pela Editora Globo e pela Globo, por 570.108 reais. Fará entrevistas presenciais nos domicílios, com seleção de municípios e setores censitários, e margem máxima de cerca de dois pontos.
Os números de sábado dirão se a aproximação observada nas últimas rodadas se confirma um dia antes de os brasileiros voltarem às urnas para escolher o próximo presidente.