Datafolha e Quaest divulgam pesquisas sobre corridas aos governos estaduais em 2026

Alguns estados já parecem decididos; outros permanecerão em suspense
Pesquisas divulgadas no dia da votação mostram disparidades nas disputas estaduais.
Mark

Por que alguns estados aparecem tecnicamente empatados enquanto outros mostram lideranças claras? Há um padrão?

Mimi

A margem de erro de dois pontos percentuais é a chave. Quando dois candidatos diferem por menos disso, tecnicamente estão empatados. Mas há também diferenças reais: alguns governadores construíram apoio mais consolidado, enquanto em outros estados a campanha permanece aberta.

Luke

Mas precisamos ser cuidadosos. Esses números são de 2 e 3 de outubro—colhidos dois dias antes da votação. Muita coisa pode mudar em 48 horas. E a pesquisa mede intenção de voto, não voto garantido.

Mark

O que explica a diferença entre votos totais e votos válidos? Por que alguns candidatos ganham mais pontos quando se excluem brancos e nulos?

Mimi

Quando você remove brancos, nulos e abstenções, está olhando apenas para quem realmente votou em alguém. Se há muita abstenção ou voto branco em um estado, os percentuais dos candidatos crescem proporcionalmente.

Luke

Exatamente. E isso importa porque o segundo turno, se houver, será decidido apenas por votos válidos. Então em Pernambuco, por exemplo, a disputa que parece empatada em 46% versus 45% fica ainda mais apertada em votos válidos: 49% versus 48%.

Mark

Como sabemos que essas pesquisas são confiáveis? Qual é o padrão de qualidade?

Mimi

Todas foram registradas na Justiça Eleitoral, todas usaram amostras entre 1.600 e 2.500 eleitores, todas têm margem de erro de dois pontos percentuais. Foram encomendadas por emissoras de TV e jornais estabelecidos. Isso oferece alguma garantia de rigor metodológico.

Luke

Mas há limites. A margem de erro de dois pontos é o intervalo de confiança estatístico—significa que em 95% das vezes, o resultado real estará dentro desse intervalo. Não é garantia de acerto. E todas essas pesquisas foram colhidas nos mesmos dois dias, então capturam um momento específico, não uma tendência.

Mark

Alguns estados como Piauí e Roraima parecem já decididos. Faz sentido investir em campanha lá?

Mimi

Numericamente, sim, parecem decididos. Fonteles tem 58% no Piauí, Arthur Henrique tem 59% em Roraima. Mas a campanha continua porque votos podem migrar, e porque segundo turno ainda é possível em alguns cenários.

Luke

E porque pesquisa não é resultado. Há margem de erro, há eleitores indecisos, há abstenção. No Piauí, 7% estão indecisos e 6% votarão em branco ou nulo. Isso é 13% do eleitorado que ainda pode se mover.

  • Primeiro turno em 4 de outubro; segundo turno em 25 de outubro se necessário
  • Datafolha e Quaest ouviram entre 1.600 e 2.500 eleitores com margem de erro de dois pontos percentuais
  • Estados como Piauí (58%), Roraima (59%) e Santa Catarina (57%) mostram lideranças consolidadas
  • Alagoas, Pernambuco e Espírito Santo apresentam disputas tecnicamente empatadas

Pesquisas mostram cenários variados: alguns estados com lideranças consolidadas (Piauí, Roraima, Santa Catarina) e outros tecnicamente empatados (Alagoas, Pernambuco, Espírito Santo). Datafolha e Quaest utilizaram amostras de 1.600 a 2.500 eleitores com margem de erro de dois pontos percentuais, colhidas entre 2 e 3 de outubro.

Institutos Datafolha e Quaest divulgam pesquisas sobre as disputas pelos governos dos 27 estados nas eleições de 2026, com primeiro turno marcado para 4 de outubro.

Dois grandes institutos de pesquisa divulgaram seus levantamentos sobre as corridas estaduais que definem o mapa político do Brasil neste 4 de outubro de 2026. O primeiro turno das eleições para governador acontece hoje; se nenhum candidato alcançar a maioria dos votos válidos, haverá segundo turno em 25 de outubro. Os números revelam um país politicamente fragmentado: alguns estados mostram lideranças sólidas e praticamente decididas, enquanto outros permanecem em disputa acirrada até o último dia de campanha.

O quadro geral aponta para continuidades e rupturas. No Piauí, o governador Rafael Fonteles lidera com 58% das intenções de voto, uma margem que o coloca praticamente fora do alcance. Em Santa Catarina, Jorginho Mello aparece com 57%. Em Roraima, Arthur Henrique tem 59%. Esses números sugerem reeleições praticamente consolidadas. Mas em outros estados, a incerteza persiste até o fim. Em Alagoas, o ex-governador Renan Filho marca 43% enquanto o ex-prefeito JHC tem 42%—uma diferença dentro da margem de erro de dois pontos percentuais que caracteriza todas essas pesquisas. Em Pernambuco, a governadora Raquel Lyra tem 46% contra 45% de João Campos. No Espírito Santo, Lorenzo Pazolini aparece com 34% e Ricardo Ferraço com 31%, tecnicamente empatados.

Os institutos Datafolha e Quaest utilizaram metodologias similares para este levantamento. Ouviram entre 1.600 e 2.500 eleitores com 16 anos ou mais nos dias 2 e 3 de outubro, todos com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos. As pesquisas foram registradas na Justiça Eleitoral e encomendadas por emissoras de televisão e jornais em cada estado. Essa padronização permite comparações entre os estados, embora cada pesquisa tenha suas particularidades.

Em São Paulo, o governador Tarcísio de Freitas lidera com 55% das intenções de voto contra 32% de Fernando Haddad. No Rio de Janeiro, Eduardo Paes tem 43% enquanto Douglas Ruas marca 35%. Em Minas Gerais, o senador Cleitinho Azevedo aparece com 44%, seguido por Patrus Ananias com 18%. Esses números sugerem que os três maiores colégios eleitorais do país caminham para decisões no primeiro turno, embora com dinâmicas distintas. No Ceará, a disputa é mais apertada: Elmano de Freitas tem 42% e Ciro Gomes marca 41%, uma diferença mínima que pode se resolver apenas com a votação real.

Os números de votos válidos—aqueles que excluem brancos, nulos e abstenções—frequentemente pintam quadros diferentes dos totais. Em Pernambuco, por exemplo, Raquel Lyra sobe para 49% e João Campos para 48% quando se consideram apenas votos válidos. No Rio de Janeiro, Eduardo Paes chega a 49% e Douglas Ruas a 40%. Essa diferença importa porque o segundo turno, se houver, será decidido apenas por votos válidos. Estados como Bahia, Paraná e Rio Grande do Norte mostram disputas que podem se definir apenas na segunda votação.

Algumas campanhas enfrentam desafios específicos. No Rio de Janeiro, o Datafolha perguntou aos eleitores como votariam se o ex-governador Garotinho estivesse na disputa—sua candidatura foi indeferida pelo Tribunal Superior Eleitoral. Nesse cenário hipotético, Eduardo Paes manteria 41%, Douglas Ruas teria 34% e Garotinho receberia 6%. A pergunta reflete a fluidez do eleitorado carioca e a possibilidade de mudanças se circunstâncias legais se alterassem.

Os estados da região Norte mostram padrões próprios. No Amazonas, o senador Omar Aziz lidera com 34%, seguido por Maria do Carmo Seffair com 21% e o governador Roberto Cidade com 20%. No Pará, o ex-prefeito Dr. Daniel tem 44% contra 31% da governadora Hana Ghassan. Em Rondônia, o senador Marcos Rogério marca 39% contra 19% de Adailton Fúria. Esses números sugerem que a região segue dinâmicas políticas próprias, com figuras de projeção nacional e estadual disputando espaço.

O que esses levantamentos capturam é um momento de definição. Alguns governadores buscam reeleição com números que sugerem êxito. Outros enfrentam desafios de candidatos que crescem nas últimas semanas. Alguns estados já parecem decididos; outros permanecerão em suspense até que as urnas falem. Os números de hoje são o último retrato antes da votação real, e como toda pesquisa, carregam margens de incerteza que podem ser decisivas em disputas apertadas.

Em Pernambuco, a governadora Raquel Lyra tem 46% das intenções de voto, enquanto João Campos aparece com 45%
— Datafolha
No Piauí, o governador Rafael Fonteles lidera isoladamente com 58% das intenções de voto
— Datafolha
Contattaci Domande frequenti