Datafolha divulga última pesquisa: Lula com 49% e Bolsonaro com 44%

Lula resgatou vantagem clara após Bolsonaro recuar um ponto
A pesquisa Datafolha de quinta-feira mostrou movimento mínimo mas significativo entre os candidatos.
Mark

Por que essa última pesquisa do Datafolha importa tanto? Não estamos já muito perto do dia da eleição?

Mimi

Sim, mas é exatamente por isso. Essa é a última chance de medir o que os eleitores estão pensando antes de votarem. É o retrato mais próximo da realidade que teremos.

Luke

Mas precisamos ser claros: uma pesquisa é uma estimativa, não uma previsão. A margem de erro é de dois pontos, então tecnicamente Lula poderia estar entre 47% e 51%, e Bolsonaro entre 42% e 46%.

Mimi

Verdade. Mas o padrão que vemos é consistente — Lula mantém a mesma posição de uma semana antes, enquanto Bolsonaro recua um ponto.

Mark

E isso significa o quê, na prática? Que Lula vai ganhar?

Luke

Significa que, segundo essa amostra de 4.580 pessoas em 252 cidades, mais eleitores dizem que votarão em Lula. Mas pesquisa não é voto. Há questões de mobilização, de quem realmente comparece, de mudanças de última hora.

Mimi

O primeiro turno já havia dado um sinal claro — Lula com 48,43% e Bolsonaro com 43,20%. Essa pesquisa está apontando na mesma direção.

Mark

Então por que o Ipec também vai divulgar uma pesquisa no mesmo dia? Eles não deveriam estar alinhados?

Luke

Institutos diferentes usam metodologias diferentes. Podem chegar a números ligeiramente diferentes mesmo entrevistando pessoas no mesmo período. É por isso que é bom ter mais de uma fonte.

Mimi

E porque estamos em um momento crítico — a última medição antes do voto. Quanto mais dados temos, melhor entendemos o cenário.

  • A tensão do segundo turno chegava ao seu pico: com apenas dias antes da votação, cada ponto percentual carregava o peso de milhões de brasileiros em lados opostos.
  • A pesquisa anterior havia colocado os dois candidatos tecnicamente empatados dentro da margem de erro, criando uma atmosfera de incerteza que mobilizava tanto apoiadores quanto analistas.
  • O recuo de um ponto de Bolsonaro na medição mais recente foi suficiente para que Lula resgatasse uma vantagem clara, reacendendo o debate sobre a real dimensão da disputa.
  • Com 4.580 eleitores ouvidos em 252 cidades, o Datafolha tentava capturar a voz de um país fragmentado — e o Ipec se preparava para oferecer um segundo termômetro no mesmo sábado.
  • Os números do segundo turno ecoavam o primeiro: a diferença de seis milhões de votos conquistada por Lula em outubro se traduzia agora em cinco pontos percentuais de vantagem nas intenções de voto.

Às vésperas do segundo turno presidencial mais polarizado das últimas décadas, o Brasil aguardava os últimos termômetros eleitorais antes de decidir entre continuidade e retorno. O Datafolha, com sua última sondagem programada para aquele sábado, oferecia ao país não apenas números, mas um espelho de suas próprias divisões — Lula à frente com 49% contra 44% de Bolsonaro, uma margem estreita sobre um abismo político profundo.

Naquele sábado, 29 de outubro, às 18 horas, o Datafolha estava prestes a revelar sua última sondagem antes do pleito que decidiria o destino da presidência brasileira. Encomendada pela Folha de S.Paulo e pela TV Globo, a pesquisa chegava em um momento de máxima tensão política — quando cada dado se tornava munição ou esperança para os dois campos.

A medição mais recente, divulgada na quinta-feira anterior, mostrava Lula com 49% das intenções de voto contra 44% de Bolsonaro. Considerando apenas os votos válidos, a margem se alargava: 53% para Lula e 47% para Bolsonaro. O levantamento havia ouvido 4.580 eleitores em 252 cidades entre os dias 25 e 27 de outubro, com margem de erro de dois pontos percentuais.

A mudança em relação à pesquisa de 19 de outubro era pequena, mas carregada de significado. Bolsonaro havia recuado um ponto, e Lula mantinha sua posição — o suficiente para desfazer o empate técnico anterior e reestabelecer uma vantagem legível. Os números dialogavam com o primeiro turno: Lula havia conquistado 48,43% dos votos válidos contra 43,20% de Bolsonaro, uma diferença de cerca de seis milhões de votos que agora se refletia nas intenções para o segundo turno.

Além do Datafolha, o Ipec também divulgaria sua última pesquisa naquele mesmo sábado, oferecendo ao país um segundo olhar sobre o estado da disputa nos instantes finais antes das urnas.

O instituto Datafolha estava prestes a divulgar sua última sondagem sobre o segundo turno presidencial naquele sábado, 29 de outubro, às 18 horas. A pesquisa, encomendada pela Folha de S.Paulo e pela TV Globo, chegava dias antes do pleito que definiria se Luiz Inácio Lula da Silva retornaria ao Palácio do Planalto ou se Jair Bolsonaro permaneceria na presidência.

A mais recente medição do Datafolha, divulgada na quinta-feira anterior, mostrava Lula com 49% das intenções de voto contra 44% de Bolsonaro — uma vantagem de cinco pontos percentuais. Quando se considerava apenas os votos válidos, excluindo brancos e nulos, a margem se ampliava: Lula chegava a 53% enquanto Bolsonaro ficava com 47%. Outros 5% dos entrevistados declararam intenção de voto em branco ou nulo, e 2% não souberam responder.

Esse levantamento havia sido realizado entre 25 e 27 de outubro, com 4.580 eleitores entrevistados presencialmente em 252 cidades diferentes. O instituto registrou a pesquisa no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-04208/2022, com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

A oscilação em relação à pesquisa anterior, divulgada em 19 de outubro, havia sido mínima mas significativa. Bolsonaro havia recuado um ponto percentual, enquanto Lula mantinha sua posição. Essa pequena mudança foi suficiente para que o petista resgatasse uma vantagem clara, já que no levantamento anterior os dois candidatos estavam tecnicamente empatados dentro da margem de erro.

Os números da pesquisa refletiam, em certa medida, o resultado do primeiro turno realizado semanas antes. Naquela ocasião, Lula havia conquistado 57,2 milhões de votos válidos, correspondendo a 48,43% do total, enquanto Bolsonaro recebeu 51 milhões de votos, ou 43,20%. A diferença de cerca de seis milhões de votos no primeiro turno se traduzia agora em uma vantagem de cinco pontos percentuais nas intenções de voto para o segundo turno.

Além do Datafolha, o instituto Ipec também estava programado para divulgar sua última pesquisa de intenção de voto naquele mesmo sábado, oferecendo um segundo termômetro sobre o estado da disputa presidencial nos dias finais antes da votação.

A pesquisa foi contratada pela Folha de S.Paulo e TV Globo e registrada no TSE sob o número BR-04208/2022
— Instituto Datafolha
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