Datafolha divulga pesquisa presidencial após sessão do STF sobre caso Master

Empate técnico no segundo turno dentro da margem de erro
Lula e Flávio Bolsonaro estão separados por apenas dois pontos percentuais em cenário de segundo turno.
Mark

Por que essa pesquisa foi divulgada justamente agora, em meio à sessão do STF?

Mimi

O Datafolha realiza pesquisas regularmente, e essa foi feita entre os dias 15 e 17 de setembro. A sessão do STF sobre o caso Master aconteceu durante esse período, então os entrevistados responderam enquanto o assunto estava em discussão pública.

Luke

Mas não sabemos se a sessão do STF realmente moveu números ou não. A pesquisa anterior, de 11 de setembro, mostrou praticamente os mesmos resultados. Então a questão é: a sessão mudou algo ou os números já estavam estáveis?

Mimi

Boa observação. Os números são muito parecidos mesmo. Lula mantém 39% no primeiro turno nas duas rodadas, e o segundo turno continua um empate técnico.

Mark

E quanto a Augusto Cury? Ele aparece com 6% no primeiro turno. Isso é significativo?

Mimi

Ele está em terceiro lugar, mas bem atrás dos dois principais candidatos. Seis por cento é uma presença, mas não muda o quadro geral da disputa.

Luke

A margem de erro é de dois pontos, certo? Então quando Lula tem 39% e Flávio tem 35%, a diferença real poderia ser de zero a oito pontos. Isso é um intervalo bem grande.

Mark

Então o primeiro turno não é tão claro quanto parece?

Luke

Não é. Dentro da margem de erro, Flávio poderia estar mais perto do que os números sugerem. Mas no segundo turno, com Lula em 46% e Flávio em 44%, a pesquisa mesma chama de empate técnico.

Mimi

Exatamente. A pesquisa é honesta sobre isso. Ela não faz previsão do resultado final — apenas mostra o que as pessoas responderam naquele momento.

  • A divulgação da pesquisa coincidiu com o calor de uma sessão do STF sobre o caso Master e o ministro Alexandre de Moraes, criando um pano de fundo de tensão institucional que pode ter colorido as respostas dos entrevistados.
  • Lula mantém vantagem de quatro pontos no primeiro turno, mas a liderança encolhe drasticamente no segundo, onde a diferença cai para apenas dois pontos — dentro da margem de erro.
  • A estabilidade entre esta pesquisa e a anterior, de 11 de setembro, sugere que o eleitorado está cristalizado em dois blocos quase equivalentes, resistentes a oscilações de curto prazo.
  • Com 2.002 entrevistados e margem de erro de dois pontos, o levantamento registrado no TSE sob número BR-04029/2026 aponta para uma disputa que pode ser decidida por fatores ainda imprevisíveis nos meses que restam.

Em meio à turbulência provocada por uma sessão do Supremo Tribunal Federal sobre o caso Master, o Datafolha capturou, entre os dias 15 e 17 de setembro, um retrato do humor eleitoral brasileiro. Lula lidera com 39% no primeiro turno contra 35% de Flávio Bolsonaro, mas o segundo turno revela um empate técnico de 46% a 44% — sinal de que o país permanece profundamente dividido. Como toda sondagem, esses números não são profecia, mas espelho de um instante político ainda em movimento.

O Datafolha divulgou na noite de quinta-feira, 17 de setembro, nova medição de intenção de voto para a presidência, realizada entre os dias 15 e 17 — período marcado pela repercussão de uma sessão do STF sobre o caso Master e o ministro Alexandre de Moraes. O levantamento, encomendado pela Globo e pela Folha de S.Paulo, ouviu 2.002 pessoas com 16 anos ou mais, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%.

No primeiro turno, Lula aparecia com 39% das intenções de voto, quatro pontos à frente de Flávio Bolsonaro, que marcava 35%. Augusto Cury, do Avante, ficava em terceiro com 6%. Já no segundo turno, o quadro se tornava muito mais apertado: 46% para Lula contra 44% para Flávio — diferença de dois pontos, configurando empate técnico dentro da margem de erro.

Os números praticamente repetiam os da pesquisa anterior, divulgada em 11 de setembro, sinalizando estabilidade no cenário eleitoral apesar da agitação política do período. O Datafolha reforça que os resultados refletem as intenções de voto no momento das entrevistas e não constituem previsão do desfecho final da eleição.

O instituto Datafolha divulgou na noite de quinta-feira, 17 de setembro, uma nova medição de intenção de voto para a presidência. A pesquisa foi realizada entre os dias 15 e 17, período que coincidiu com a repercussão de uma sessão do Supremo Tribunal Federal sobre o caso Master e o ministro Alexandre de Moraes — um momento de turbulência política que pode ter influenciado as respostas dos entrevistados.

O levantamento, encomendado pela Globo e pela Folha de S.Paulo, ouviu 2.002 pessoas com 16 anos ou mais. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O instituto registrou a pesquisa no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-04029/2026.

No primeiro turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparecia com 39% das intenções de voto, à frente do senador Flávio Bolsonaro, que marcava 35%. Augusto Cury, do Avante, ficava em terceiro lugar com 6%. Esses números representavam uma vantagem de quatro pontos percentuais para o presidente em relação ao seu principal concorrente.

O cenário do segundo turno mostrava um quadro mais apertado. Lula registrava 46% das intenções de voto contra 44% de Flávio Bolsonaro — uma diferença de apenas dois pontos, considerada empate técnico dentro da margem de erro. Esse resultado sugeria uma disputa muito mais competitiva caso os dois chegassem ao segundo turno.

A pesquisa anterior, divulgada em 11 de setembro, havia mostrado números semelhantes: Lula com 39% no primeiro turno e 46% no segundo, enquanto Flávio tinha 35% e 44% respectivamente. A consistência entre as duas rodadas indicava uma certa estabilidade no cenário eleitoral, apesar da agitação política causada pela sessão do STF.

É importante notar que os números refletem apenas as intenções de voto no período em que as entrevistas foram realizadas. O Datafolha deixa claro que esses resultados não constituem previsão do resultado eleitoral final — são um retrato do momento, capturado em meio a eventos que continuam se desdobrando no cenário político nacional.

Os resultados refletem as intenções de voto no período em que as entrevistas foram realizadas e não constituem previsão do resultado eleitoral
— Datafolha
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