A menos de um ano das eleições de 2026, o Brasil observa com atenção os números que o Datafolha apresenta nesta sexta-feira — pesquisas que medem não apenas preferências momentâneas, mas o pulso de uma democracia em movimento. O empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro no segundo turno, separados por apenas dois pontos dentro da margem de erro, lembra que em política a certeza é sempre provisória e que pequenos deslocamentos podem reescrever grandes destinos.
Datafolha divulga nova rodada de pesquisas para presidente e governadores
Empate técnico sem indicar vantagem estatisticamente segura
Por que essas pesquisas saem justamente agora? Há algo de especial nesta sexta-feira?
O Datafolha publica regularmente, mas estas saem porque foram contratadas pela Globo e Folha. É parte do calendário de cobertura eleitoral dos grandes veículos.
Certo, mas a gente sabe quando foi a pesquisa anterior — 8 a 10 de setembro. Quanto tempo passou? Quanto tempo é relevante para mudanças reais em intenção de voto?
Semanas, provavelmente. Tempo suficiente para campanhas se moverem, para eventos acontecerem.
E esse empate técnico no segundo turno — 46% versus 44% — isso significa que está realmente aberto?
Significa que dentro da margem de erro, qualquer um dos dois poderia estar na frente. Não há segurança estatística para nenhum deles.
Mas a gente precisa ser honesto: 46% versus 44% é uma diferença real de dois pontos. A margem de erro é de dois pontos. Então tecnicamente, Lula poderia estar até 4 pontos na frente, ou Bolsonaro poderia estar empatado ou até na frente. É incerteza genuína.
E Augusto Cury com 8%? Ele é viável ou é só ruído?
No primeiro turno ele está lá. Mas a gente não vê simulação de segundo turno com ele, então a pesquisa está tratando como cenário menos provável.
Exatamente. A pesquisa anterior não simulou segundo turno com Cury. Isso é uma escolha editorial do instituto — diz algo sobre quem eles acham que vai para a final, mas não é um fato sobre a realidade.
El Pulso
- O empate técnico no segundo turno — Lula com 46% e Flávio Bolsonaro com 44% — coloca os dois principais candidatos em território de incerteza real, onde nenhum pode reivindicar vantagem segura.
- No primeiro turno, Lula lidera com 38% contra 33% de Flávio Bolsonaro, uma separação clara, mas ainda insuficiente para definir o rumo da disputa.
- Augusto Cury, isolado em terceiro com 8%, é observado de perto: qualquer crescimento ou recuo seu pode redistribuir forças entre os dois líderes.
- A nova bateria de pesquisas divulgada nesta sexta-feira chega para revelar se houve movimentação nas intenções de voto desde o levantamento realizado entre 8 e 10 de setembro.
- Além do cenário nacional, disputas estaduais em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Pernambuco e Distrito Federal completam o mapa político que está se desenhando para 2026.
A menos de um ano das eleições de 2026, o Brasil observa com atenção os números que o Datafolha apresenta nesta sexta-feira — pesquisas que medem não apenas preferências momentâneas, mas o pulso de uma democracia em movimento. O empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro no segundo turno, separados por apenas dois pontos dentro da margem de erro, lembra que em política a certeza é sempre provisória e que pequenos deslocamentos podem reescrever grandes destinos.
O Datafolha divulga nesta sexta-feira uma nova rodada de pesquisas eleitorais cobrindo a disputa presidencial e as corridas pelos governos de cinco estados e do Distrito Federal. Os levantamentos foram encomendados pela Globo e pela Folha de S.Paulo, e chegam em meio a uma campanha para 2026 ainda em formação.
No levantamento presidencial anterior, realizado entre 8 e 10 de setembro com 2.002 entrevistados, Lula registrou 38% das intenções de voto no primeiro turno, seguido por Flávio Bolsonaro com 33% e Augusto Cury com 8%. A margem de erro de dois pontos percentuais não elimina a separação entre os dois primeiros no primeiro turno, mas o cenário muda radicalmente quando se simula um segundo turno direto: Lula vai a 46% e Flávio Bolsonaro a 44%, diferença que cai exatamente dentro da margem de erro e configura um empate técnico.
Essa condição de incerteza estatística significa que qualquer movimento pequeno nos próximos meses pode alterar o resultado. A nova rodada de pesquisas permitirá verificar se houve deslocamentos desde aquele levantamento — e se Cury, isolado em terceiro, mantém ou perde sua posição.
As disputas estaduais em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Pernambuco e Distrito Federal também ganham números nesta sexta-feira. Com dinâmicas próprias e influência das máquinas políticas locais, essas corridas regionais são peças essenciais para compreender o mapa político que o Brasil está construindo rumo a 2026.
O instituto Datafolha divulga nesta sexta-feira (11 de setembro) uma nova bateria de pesquisas eleitorais que abrange a disputa presidencial e as corridas pelos governos de cinco estados e do Distrito Federal. Os levantamentos foram encomendados pela Globo e pela Folha de S.Paulo, e chegam em um momento em que a campanha para 2026 segue seu curso com os principais nomes ainda em movimento.
Na pesquisa presidencial mais recente, realizada entre 8 e 10 de setembro, o presidente Lula registrou 38% das intenções de voto no primeiro turno. O senador Flávio Bolsonaro ficou em segundo lugar com 33%, enquanto o escritor Augusto Cury aparecia em terceiro com 8%. O Datafolha entrevistou 2.002 pessoas com 16 anos ou mais para chegar a esses números, com uma margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, considerando um nível de confiança de 95%.
Essas margens de variação importam. Os 38% de Lula poderiam oscilar entre 36% e 40%, enquanto os 33% de Flávio Bolsonaro poderiam variar entre 31% e 35%. Dentro desses intervalos, não há sobreposição — o que significa que no primeiro turno há uma separação clara entre os dois principais candidatos, ainda que o terceiro colocado permaneça distante.
O cenário muda quando o instituto simulou um segundo turno direto entre Lula e Flávio Bolsonaro. O presidente marcou 46%, enquanto o senador chegou a 44%. Essa diferença de dois pontos, porém, cai exatamente dentro da margem de erro. Por essa razão, o levantamento classificou a disputa como empate técnico — uma situação em que nenhum dos dois candidatos pode reivindicar uma vantagem estatisticamente segura. É um cenário de incerteza real, onde qualquer movimento pequeno nos próximos meses pode alterar o resultado.
A nova rodada de pesquisas que sai nesta sexta-feira permitirá aos analistas e ao público verificar se houve mudanças nas intenções de voto desde aquele levantamento de meados de setembro. Augusto Cury, que aparecia isolado em terceiro lugar, também será acompanhado para saber se sua posição se mantém ou se sofre alterações.
Além da disputa presidencial, o Datafolha também divulga números para as eleições estaduais em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Pernambuco e Distrito Federal. Essas disputas regionais costumam ter dinâmicas próprias, influenciadas por questões locais e pela força das máquinas políticas estaduais, o que as torna tão relevantes quanto a corrida nacional para entender o mapa político que está se formando.
Citas Notables
A rodada anterior simulou um segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro. O presidente marcou 46%, ante 44% do senador, resultado que indicava empate técnico dentro da margem de erro.— Datafolha