Em um país onde cada décimo de ponto percentual carrega o peso de milhões de vontades, o Datafolha apresenta mais uma fotografia do momento político brasileiro: Lula e Flávio Bolsonaro disputam palmo a palmo a preferência do eleitorado, com o presidente mantendo uma vantagem no primeiro turno que se dissolve na névoa estatística do segundo. A pesquisa chega num instante carregado de simbolismo, logo após o Supremo Tribunal Federal debater o caso Master e o papel do ministro Alexandre de Moraes — e os números agora convidam à reflexão sobre o quanto as tempestades institucionais realmente movem
Datafolha divulga nova pesquisa presidencial nesta quinta-feira
No segundo turno, a diferença cai dentro da margem de erro
Por que essa pesquisa sai agora, especificamente nesta semana?
Porque é a primeira medição depois que o Supremo debateu o caso Master e as ações do ministro Alexandre de Moraes. Globo e Folha queriam saber se aquilo mexeu com o eleitorado.
Mas a gente não sabe ainda o que aquela sessão vai significar politicamente. Pode ser que os números reflitam reação imediata, ou pode ser que seja só ruído.
Os números de Lula e Flávio Bolsonaro no primeiro turno não mudaram desde 11 de setembro?
Exatamente. Lula em 39%, Flávio em 35%. Augusto Cury segue em terceiro com 6%.
Isso é estabilidade ou é que a margem de erro está escondendo movimento? Dois pontos de diferença é o que a pesquisa consegue medir com confiança.
E no segundo turno?
Fica muito mais apertado. Lula com 46%, Flávio com 44%. Dois pontos de diferença.
Dois pontos é exatamente a margem de erro. Então estatisticamente não dá para dizer que um está à frente do outro.
Quantas pessoas foram entrevistadas?
2.002 eleitores com 16 anos ou mais, entre 15 e 17 de setembro.
Amostra sólida. Nível de confiança de 95% é o padrão. O registro BR-04029/2026 está lá para quem quiser verificar.
O Pulso
- Lula lidera com 39% no primeiro turno, quatro pontos à frente de Flávio Bolsonaro, uma margem que ultrapassa o erro e sugere vantagem real — mas ainda longe de ser confortável.
- No segundo turno, a disputa entra em empate técnico: 46% a 44% para Lula, diferença que desaparece dentro da margem de dois pontos e deixa o resultado em aberto.
- A sessão do STF sobre o caso Master e as ações de Alexandre de Moraes criou turbulência política nas semanas anteriores, tornando esta pesquisa um termômetro de quanto aquele episódio afetou o eleitorado.
- Os números do primeiro turno permanecem estáveis em relação ao levantamento de 11 de setembro, sinalizando que o cenário está cristalizado — mas o segundo turno segue como território indefinido.
- Com 2.002 entrevistados, margem de dois pontos e confiança de 95%, a pesquisa oferece base sólida para análise, mas também lembra que a eleição ainda é uma disputa em aberto.
Em um país onde cada décimo de ponto percentual carrega o peso de milhões de vontades, o Datafolha apresenta mais uma fotografia do momento político brasileiro: Lula e Flávio Bolsonaro disputam palmo a palmo a preferência do eleitorado, com o presidente mantendo uma vantagem no primeiro turno que se dissolve na névoa estatística do segundo. A pesquisa chega num instante carregado de simbolismo, logo após o Supremo Tribunal Federal debater o caso Master e o papel do ministro Alexandre de Moraes — e os números agora convidam à reflexão sobre o quanto as tempestades institucionais realmente movem o eleitor comum.
O Datafolha divulgou nesta quinta-feira à noite sua mais recente medição do cenário presidencial, encomendada pela Globo e pela Folha de S.Paulo. Foram 2.002 eleitores entrevistados entre 15 e 17 de setembro, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
No primeiro turno, Lula aparece com 39% das intenções de voto, contra 35% de Flávio Bolsonaro. A diferença de quatro pontos supera a margem de erro, o que permite apontar uma vantagem estatística do presidente. Augusto Cury, do Avante, figura em terceiro com 6%, distante dos dois líderes.
O segundo turno, porém, conta outra história. Lula chega a 46% e Flávio Bolsonaro a 44% — uma diferença de apenas dois pontos que cai exatamente dentro da margem de erro, tornando o resultado tecnicamente indefinido. A disputa, nesse cenário, é de empate.
Os números repetem quase que exatamente o levantamento anterior, realizado em 11 de setembro, quando Lula também marcava 39% e Bolsonaro 35% no primeiro turno. A estabilidade dos dados sugere um eleitorado já posicionado, mas o segundo turno permanece como território em disputa.
O momento da divulgação carrega peso próprio: a pesquisa é a primeira após o Supremo Tribunal Federal debater o caso Master e o envolvimento do ministro Alexandre de Moraes, tema que dominou o debate político nas semanas recentes. Os números agora disponíveis permitirão avaliar se aquele episódio deixou marcas no eleitorado — ou se o cenário segue inabalável.
O instituto Datafolha divulga nesta quinta-feira à noite uma nova medição do cenário presidencial, a primeira desde que o Supremo Tribunal Federal debateu o caso Master e as ações do ministro Alexandre de Moraes. A pesquisa, encomendada pela Globo e pela Folha de S.Paulo, entrevistou 2.002 eleitores entre 15 e 17 de setembro, com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
No primeiro turno, Lula aparece com 39% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro marca 35%. Augusto Cury, do Avante, fica em terceiro lugar com 6%. A diferença entre o petista e o bolsonarista é de quatro pontos, acima da margem de erro, o que permitiria apontar uma vantagem estatística do presidente.
Quando se simula um segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, o cenário fica mais apertado. O presidente chega a 46% enquanto seu principal adversário alcança 44%. Essa diferença de dois pontos cai dentro da margem de erro, o que significa que não há vantagem estatística comprovada entre os dois nomes nesse cenário.
Esta rodada de pesquisa segue levantamento anterior realizado em 11 de setembro, quando Lula tinha 39% e Flávio Bolsonaro registrava 35% no primeiro turno. Os números do primeiro turno se mantêm estáveis, enquanto o segundo turno continua competitivo. A pesquisa está registrada sob o número BR-04029/2026 e possui nível de confiança de 95%, padrão para esse tipo de levantamento.
O timing da divulgação é relevante. A pesquisa chega após a sessão do Supremo que discutiu o envolvimento de Alexandre de Moraes no caso Master, tema que ocupou espaço significativo no debate político nas semanas anteriores. Os números agora disponíveis permitirão avaliar se aquele episódio deixou marcas no eleitorado ou se o cenário permanece como estava.
Citações Notáveis
Primeira pesquisa do Datafolha após a sessão do Supremo Tribunal Federal sobre o caso Master e o envolvimento do ministro Alexandre de Moraes— contexto da pesquisa