Em momentos de turbulência política, as pesquisas eleitorais funcionam como espelhos imperfeitos do humor coletivo — e o novo levantamento do Datafolha, divulgado nesta sexta-feira, chega justamente quando investigações sobre financiamento cinematográfico e tensões no Supremo Tribunal Federal agitaram o cenário nacional. A medição atualiza a disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro, que na rodada anterior se encontravam separados por apenas dois pontos no segundo turno, e buscará revelar se os eventos recentes reposicionaram o eleitorado ou apenas confirmaram uma tendência já em curso.
Datafolha divulga nova pesquisa presidencial; Lula lidera com 5 pontos sobre Flávio
A distância entre os dois encolheu significativamente quando a disputa é reduzida a dois nomes
Por que essa pesquisa importa agora, especificamente? Não é só mais um número?
Não. Vem depois de duas coisas grandes — a crise no STF e as investigações sobre o filme Dark Horse. Esses eventos podem ter mexido com como as pessoas pensam sobre os candidatos. A pesquisa anterior já mostrava Flávio ganhando espaço. Essa nova vai dizer se isso continua ou parou.
Mas a gente sabe que pesquisa de intenção de voto tem margem de erro. Dois pontos de diferença no segundo turno pode estar dentro da margem. A fonte menciona isso?
Não menciona margem de erro nessa reportagem, não. Mas você tem razão — dois pontos é apertado.
E esses candidatos menores — Cury com 8%, Caiado com 4% — eles são reais ou é só gente testada que não vai votar neles?
A pesquisa testa vários nomes. Cury apareceu com 8% na rodada anterior, então tem alguma base. Mas sim, entre a intenção de voto e o voto real no dia da eleição há sempre diferença.
A reportagem não diz quando essa nova pesquisa foi feita. Só diz que sai nesta sexta. Ela pode ter sido feita dias atrás, antes de alguma coisa importante acontecer.
Verdade. O timing importa. Se foi feita segunda ou terça, pode não captar eventos de quarta ou quinta.
E esses cinco estados que vão ser medidos — São Paulo, Minas, Rio, Pernambuco, Distrito Federal — por que esses?
Provavelmente porque são os maiores colégios eleitorais ou têm disputas estaduais competitivas. Mas a reportagem não explica a escolha.
Exatamente. A gente não sabe se é amostra representativa ou se escolheram esses porque têm histórias interessantes.
Então o que a gente realmente sabe é que Lula estava na frente, mas Flávio estava fechando a diferença.
Isso. E no segundo turno ficou muito perto. A pergunta agora é se Flávio seguiu fechando ou se Lula conseguiu parar a sangria.
O Pulso
- A vantagem de Lula sobre Flávio Bolsonaro encolheu de quatro para dois pontos no segundo turno entre agosto e setembro, sinalizando uma corrida que se aproxima perigosamente do empate técnico.
- Investigações sobre o financiamento do filme Dark Horse e uma crise envolvendo ministros do STF criaram ruído político nas semanas que antecederam a nova pesquisa, pressionando a imagem do campo governista.
- Flávio Bolsonaro manteve estabilidade no primeiro turno enquanto Lula recuou, padrão que, se confirmado, pode indicar uma consolidação do avanço bolsonarista.
- O Datafolha também medirá disputas para governador e Senado em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Pernambuco e Distrito Federal, oferecendo um mapa mais amplo do realinhamento eleitoral.
- A pergunta que os números desta sexta responderão é direta: Lula recuperou terreno ou Flávio seguiu avançando?
Em momentos de turbulência política, as pesquisas eleitorais funcionam como espelhos imperfeitos do humor coletivo — e o novo levantamento do Datafolha, divulgado nesta sexta-feira, chega justamente quando investigações sobre financiamento cinematográfico e tensões no Supremo Tribunal Federal agitaram o cenário nacional. A medição atualiza a disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro, que na rodada anterior se encontravam separados por apenas dois pontos no segundo turno, e buscará revelar se os eventos recentes reposicionaram o eleitorado ou apenas confirmaram uma tendência já em curso.
O Datafolha divulga nesta sexta-feira uma nova rodada da pesquisa presidencial, chegando em momento de agitação política marcado por investigações sobre o financiamento do filme Dark Horse e tensões envolvendo ministros do Supremo Tribunal Federal. O levantamento buscará medir o impacto desses eventos sobre as intenções de voto.
Na medição anterior, realizada em 3 de setembro, Lula liderava com 38% contra 33% de Flávio Bolsonaro no primeiro turno. Augusto Cury aparecia em terceiro com 8%, seguido por Caiado com 4% e Renan Santos com 3%. No confronto direto do segundo turno, a diferença caía para apenas dois pontos — 46% a 44% —, uma margem menor do que a registrada em agosto, quando Lula tinha quatro pontos de vantagem.
A trajetória entre as duas pesquisas revelou um padrão consistente: Flávio se manteve estável enquanto Lula recuou, comprimindo a distância entre os dois à medida que a disputa se aproxima de um cenário de segundo turno. Além da corrida presidencial, o instituto atualizará as disputas para governador e Senado em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Pernambuco e Distrito Federal.
A nova rodada dirá se essa tendência teve continuidade ou sofreu reversão — se Lula conseguiu reagir diante dos eventos recentes ou se Flávio consolidou o avanço que vinha registrando nas semanas anteriores.
O instituto Datafolha divulga nesta sexta-feira uma nova medição da corrida presidencial, pouco mais de uma semana após apontar Luiz Inácio Lula da Silva com cinco pontos de vantagem sobre Flávio Bolsonaro no primeiro turno. O levantamento chega em momento de turbulência política: investigações sobre financiamento do filme Dark Horse e uma crise envolvendo ministros do Supremo Tribunal Federal marcaram as semanas recentes, e a pesquisa buscará medir como esses eventos reposicionaram o eleitorado.
Na rodada anterior, realizada em 3 de setembro, Lula registrou 38% das intenções de voto contra 33% de Flávio. Augusto Cury, do Avante, isolou-se em terceiro lugar com 8%. Ronaldo Caiado, do PSD, marcou 4%; Renan Santos, da Missão, 3%; e Romeu Zema, do Novo, 2%. Samara, da UP, Edmilson Costa, do PCB, e Rui Costa Pimenta, do PCO, tiveram 1% cada. Os demais candidatos testados não pontuaram.
O segundo turno mostrou um cenário bem mais apertado. Lula apareceu com 46% contra 44% de Flávio — uma diferença de apenas dois pontos. Essa margem havia diminuído em relação ao levantamento de 21 de agosto, quando o presidente tinha 47% e o senador 43% em um confronto direto. A trajetória entre as duas pesquisas revelou um padrão claro: Flávio manteve-se estável no primeiro turno, Lula recuou, e a distância entre os dois encolheu significativamente quando a disputa é reduzida a dois nomes.
Além da corrida presidencial, o Datafolha atualizará as disputas para governador e Senado em cinco estados: São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Pernambuco e Distrito Federal. Essas medições regionais ajudam a mapear como o cenário nacional repercute nas bases eleitorais locais e quais candidatos conseguem mobilizar seus redutos.
A nova rodada desta sexta permitirá verificar se os movimentos observados nas semanas anteriores tiveram continuidade ou se sofreram reversão. A questão central é simples: Lula conseguiu recuperar terreno após os eventos recentes, ou Flávio consolidou o avanço que vinha registrando? A resposta virá nos números que o Datafolha divulgará ao longo do dia.
Citações Notáveis
A comparação das duas pesquisas mostrou estabilidade de Flávio no primeiro turno, oscilação negativa de Lula e redução da distância entre os dois no segundo turno— Datafolha (análise da evolução entre pesquisas)