Em momentos de incerteza política, os números de uma pesquisa funcionam como espelhos imperfeitos de uma sociedade em movimento. O Datafolha divulga nesta quinta-feira seu novo levantamento presidencial de 2026 — o primeiro a capturar o eleitorado após o debate da Band e o início do horário eleitoral —, ouvindo 2.002 brasileiros sobre suas intenções de voto, rejeições e percepções do governo Lula. A sondagem chega num momento em que o campo está em fluxo: Augusto Cury emergiu nas redes e em outras medições, enquanto a disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro permanece estreita e aberta.
Datafolha divulga nova pesquisa presidencial após debate e início do horário eleitoral
Primeira medição após o debate e o início da campanha oficial
Por que essa pesquisa é tão importante agora? O que muda em relação às anteriores?
É a primeira depois do debate da Band e do início oficial do horário eleitoral. Esses dois eventos podem ter movimentado o eleitorado, então estamos vendo se as intenções de voto se alteraram.
Mas quanto tempo passou entre o debate e a coleta? O debate foi em 23 de agosto, a pesquisa foi feita entre 1º e 3 de setembro. Isso é uma semana — tempo suficiente para impacto real ou ainda muito próximo?
É próximo, mas a campanha oficial no rádio e TV começou, então há mais exposição dos candidatos. Além disso, Cury cresceu bastante em outras pesquisas, então há movimento real acontecendo.
Cury cresceu nove pontos em outra pesquisa. Isso é muito?
Depende de onde ele saiu. Se saiu de 2% para 11%, é crescimento expressivo. Mas a gente não sabe exatamente qual era a base dele antes. A fonte só diz que avançou nove pontos em relação a um levantamento anterior.
O ponto é que ele estava praticamente invisível — 2% — e agora está ganhando atenção nas redes sociais. Isso pode estar mudando a dinâmica da disputa.
E Lula e Flávio? Eles devem estar em primeiro e segundo lugar de novo?
Provavelmente, mas a gente não sabe até ver os números. A pesquisa anterior mostrava Lula com 39% e Flávio com 33%, mas uma semana é tempo suficiente para movimento.
O que importa é se o crescimento de Cury veio de onde — se tirou votos de Lula, de Flávio ou de candidatos menores. Isso muda a interpretação de tudo.
E quando a gente fica sabendo os números?
Às 19h15 desta quinta, em transmissão ao vivo para assinantes. Luciana Chong, Fábio Zanini e Mônica Bergamo vão analisar em tempo real.
O Pulso
- A corrida presidencial de 2026 ganhou um novo elemento de tensão: Augusto Cury avançou nove pontos em pesquisa BTG/Nexus, sacudindo um cenário que parecia estabilizado entre Lula e Flávio Bolsonaro.
- O debate da Band em 23 de agosto e o início oficial da campanha no rádio e na TV criaram um novo ciclo eleitoral — e este Datafolha é o primeiro termômetro completo desse período.
- Na última medição, Lula liderava com 39% no primeiro turno contra 33% de Flávio Bolsonaro, mas a margem em segundo turno era de apenas quatro pontos: 47% a 43%.
- O campo é fragmentado, com candidatos de Caiado a Zema, de Renan Santos a Clariana Barão, e qualquer oscilação pode redesenhar alianças e estratégias.
- Os resultados serão analisados ao vivo às 19h15 por Luciana Chong, Fábio Zanini e Mônica Bergamo — um convite para acompanhar a interpretação dos números em tempo real.
Em momentos de incerteza política, os números de uma pesquisa funcionam como espelhos imperfeitos de uma sociedade em movimento. O Datafolha divulga nesta quinta-feira seu novo levantamento presidencial de 2026 — o primeiro a capturar o eleitorado após o debate da Band e o início do horário eleitoral —, ouvindo 2.002 brasileiros sobre suas intenções de voto, rejeições e percepções do governo Lula. A sondagem chega num momento em que o campo está em fluxo: Augusto Cury emergiu nas redes e em outras medições, enquanto a disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro permanece estreita e aberta.
O Datafolha divulga nesta quinta-feira uma nova pesquisa presidencial de 2026, a primeira a refletir integralmente o período pós-debate da Band — realizado em 23 de agosto — e o início da campanha oficial no rádio e na televisão. Foram ouvidos 2.002 eleitores entre terça e quinta desta semana, cobrindo intenções de voto em primeiro e segundo turno, rejeição aos candidatos e avaliação do governo Lula.
O levantamento anterior, de 21 de agosto, mostrava Lula com 39% no primeiro turno e Flávio Bolsonaro com 33%. Em eventual segundo turno, o petista marcava 47% contra 43% do candidato do PL — uma margem estreita que mantém a disputa em aberto. Augusto Cury, do Avante, aparecia com apenas 2% naquele cenário.
Nas semanas seguintes, porém, Cury ganhou tração nas redes sociais e avançou nove pontos em pesquisa BTG/Nexus divulgada no início desta semana. O novo Datafolha será o primeiro grande teste para saber se esse crescimento se consolida ou se trata de um fenômeno passageiro. A corrida reúne ainda nomes como Ronaldo Caiado, Romeu Zema, Renan Santos e outros, num campo fragmentado onde cada ponto percentual pode ter peso estratégico.
A diretora do Datafolha, Luciana Chong, e os colunistas Fábio Zanini e Mônica Bergamo analisarão os resultados ao vivo para assinantes a partir das 19h15. Vale lembrar: pesquisas são fotografias de um momento — úteis para entender o estado da corrida, mas não previsões do resultado final.
O instituto de pesquisa Datafolha divulga nesta quinta-feira uma nova sondagem sobre a corrida presidencial de 2026, a primeira a capturar completamente o período após o debate transmitido pela Band em 23 de agosto e o início da campanha oficial no rádio e na televisão. O levantamento entrevistou 2.002 eleitores entre terça e quinta desta semana, mapeando intenções de voto em primeiro e segundo turno, além de rejeição aos candidatos e avaliação do governo Lula.
A pesquisa anterior, divulgada em 21 de agosto, mostrava o presidente com 39% das intenções no primeiro turno, seguido por Flávio Bolsonaro, do PL, com 33%. Num eventual segundo turno entre os dois, Lula marcava 47% contra 43% do bolsonarista. Augusto Cury, do Avante, registrava apenas 2% naquele cenário inicial.
Mas o cenário mudou nas últimas semanas. Cury ganhou visibilidade nas redes sociais e em outras medições — um levantamento BTG/Nexus divulgado no início desta semana mostrou o candidato avançando nove pontos percentuais. A nova rodada do Datafolha será a primeira a medir se esse crescimento se mantém ou se consolida em números mais amplos.
A disputa presidencial reúne ainda Ronaldo Caiado pela PSD, Romeu Zema pelo Novo, Renan Santos pela Missão, Samara Martins pela UP, Wilson Grassi pelo Democrata, Rui Costa Pimenta pelo PCO, Edmilson Costa pelo PCB, Clariana Barão pela DC e Hertz Dias pelo PSTU. O campo é fragmentado, e cada movimento em pesquisa pode sinalizar mudanças nas preferências do eleitorado.
A diretora do Datafolha, Luciana Chong, junto com os colunistas Fábio Zanini e Mônica Bergamo, analisarão os resultados em transmissão ao vivo para assinantes a partir das 19h15 desta quinta. A análise em tempo real permite que leitores acompanhem a interpretação dos números conforme são revelados, contextualizando tendências e possíveis surpresas.
É importante notar que pesquisas eleitorais refletem apenas as preferências declaradas pelos entrevistados no momento da coleta. Elas não funcionam como previsões do resultado final da eleição — são fotografias de um momento específico, úteis para entender o estado da corrida, mas sempre sujeitas a mudanças conforme a campanha avança e novos eventos ocorrem.
Citações Notáveis
Pesquisas eleitorais retratam as preferências declaradas pelos entrevistados no período da coleta. Os resultados não representam uma previsão do desfecho da eleição presidencial.— Datafolha