A menos de dois meses das eleições brasileiras de 2022, o instituto Datafolha preparava-se para revelar uma nova fotografia do desejo popular, ouvindo mais de cinco mil vozes espalhadas pelo país. A pesquisa chegava num momento em que a distância entre os dois principais candidatos permanecia expressiva, convidando a nação a refletir sobre o rumo que escolheria para si mesma.
Datafolha divulga nova pesquisa de intenção de voto para presidente nesta quinta
Lula mantinha vantagem de 18 pontos sobre Bolsonaro
Por que essa pesquisa importa agora, em agosto? Já não temos uma ideia clara de como está a corrida?
Porque o cenário eleitoral muda. A última medição era de quase três semanas antes. Muita coisa pode ter acontecido — declarações, eventos, mudanças na percepção do eleitor.
Mas a gente só sabe que a pesquisa anterior mostrou Lula com 18 pontos de vantagem. Não sabemos ainda o que essa nova vai mostrar. Pode ter mudado para mais, para menos, ou ficar igual.
E quanto à metodologia? Cinco mil e setecentas pessoas é uma amostra confiável?
O Datafolha é um dos maiores institutos do país. Essas amostras são consideradas robustas para pesquisas nacionais. Mas sempre há margem de erro.
Exato. A gente não sabe qual é a margem de erro dessa pesquisa específica. Isso importa para interpretar se uma mudança de 2 ou 3 pontos é real ou dentro da variação normal.
E por que O Globo contratou essa pesquisa? Há alguma razão política nisso?
Jornais contratam pesquisas para informar seus leitores. O Globo é um dos maiores do país, então faz sentido que invista em levantamentos de qualidade.
Verdade, mas também é importante notar que diferentes veículos podem contratar pesquisas em momentos diferentes, o que pode criar uma impressão de movimento quando na verdade é só timing de publicação.
O Pulso
- Com 18 pontos de vantagem na última medição, Lula mantinha uma liderança robusta sobre Bolsonaro, mas o novo levantamento poderia confirmar, ampliar ou estreitar essa diferença.
- A pesquisa mobilizou 5.744 entrevistados em todas as regiões do Brasil entre 16 e 18 de agosto, representando um dos maiores esforços de escuta eleitoral do período.
- O custo de R$ 473,7 mil, contratado pelo jornal O Globo e registrado no TSE, evidencia o peso institucional e financeiro que a opinião pública assume em períodos eleitorais.
- Além da disputa presidencial, os números para São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais — os maiores colégios eleitorais do país — prometiam revelar movimentos relevantes no tabuleiro político regional.
- Os resultados seriam divulgados a partir das 18h45 pela Folha de S.Paulo, transformando uma quinta-feira comum num momento de atenção coletiva sobre o futuro do país.
A menos de dois meses das eleições brasileiras de 2022, o instituto Datafolha preparava-se para revelar uma nova fotografia do desejo popular, ouvindo mais de cinco mil vozes espalhadas pelo país. A pesquisa chegava num momento em que a distância entre os dois principais candidatos permanecia expressiva, convidando a nação a refletir sobre o rumo que escolheria para si mesma.
Na tarde de 18 de agosto de 2022, o Brasil aguardava uma nova medição do Datafolha sobre as intenções de voto para a presidência da República. Os números seriam publicados pela Folha de S.Paulo a partir das 18h45, acompanhados de uma avaliação do governo Jair Bolsonaro.
O levantamento havia consultado 5.744 pessoas em todas as regiões do país entre os dias 16 e 18 de agosto — uma pesquisa contratada pelo jornal O Globo por R$ 473,7 mil, valor devidamente registrado no Tribunal Superior Eleitoral.
A referência mais recente era a sondagem de 28 de julho, que mostrava Lula liderando com 47% das intenções de voto no primeiro turno, 18 pontos à frente de Bolsonaro, que marcava 29%. Ciro Gomes aparecia em terceiro com 8%, seguido de Simone Tebet com 2%. Brancos e nulos somavam 5%, e 3% não souberam ou não responderam.
Além da corrida presidencial, o Datafolha traria também pesquisas para os governos de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais — os três maiores colégios eleitorais do país —, oferecendo uma visão mais ampla do cenário político em formação.
O instituto Datafolha divulgaria nesta quinta-feira, 18 de agosto, uma nova medição das intenções de voto para a presidência da República. Os números sairiam na Folha de S.Paulo a partir das 18h45, trazendo também uma avaliação do desempenho do governo Jair Bolsonaro.
O levantamento ouviria 5.744 pessoas espalhadas por todas as regiões do país entre os dias 16 e 18 de agosto. O jornal O Globo havia contratado a pesquisa pelo valor de R$ 473,7 mil, conforme registrado no site do Tribunal Superior Eleitoral.
A última sondagem do Datafolha, divulgada em 28 de julho, havia mostrado Lula na liderança com 47% das intenções de voto no primeiro turno. O ex-presidente mantinha uma vantagem de 18 pontos percentuais sobre Bolsonaro, que registrava 29%. Na sequência apareciam Ciro Gomes, do PDT, com 8%, e Simone Tebet, do MDB, com 2%. Votos em branco e nulo somavam 5%, enquanto 3% não sabiam ou não responderam.
Além da corrida presidencial, o Datafolha também traria nesta quinta-feira novas pesquisas para os governos de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais — os três maiores colégios eleitorais do país. A atualização dos números permitiria acompanhar possíveis movimentos no cenário eleitoral desde a última medição.
Citações Notáveis
Levantamento também mostrará a avaliação do governo do presidente Jair Bolsonaro— Datafolha