Em Minas Gerais, o senador Cleitinho Azevedo surge como figura dominante no horizonte eleitoral de 2026, reunindo mais da metade das intenções de voto válidos numa disputa que, por ora, parece desequilibrada. O Datafolha, ao ouvir mais de dois mil eleitores mineiros, revela não apenas uma liderança isolada, mas uma vantagem que se mantém robusta em qualquer simulação de segundo turno — sinal de que o eleitorado do maior colégio eleitoral do interior do país já esboça uma preferência clara.
Datafolha: Cleitinho lidera com 53% dos votos válidos em Minas Gerais
Cleitinho venceria com 60% em ambos os cenários de segundo turno
Como uma pesquisa com dois mil entrevistados consegue representar todo o estado de Minas Gerais?
A metodologia Datafolha usa amostragem estatística. Com 2.010 eleitores bem distribuídos geograficamente, conseguem estimar as intenções de voto da população inteira com uma margem de erro de dois pontos percentuais.
Mas dois pontos é significativo quando estamos falando de 53% versus 21%. Se Cleitinho está em 53% e a margem é de dois pontos, ele poderia estar entre 51% e 55%. Patrus poderia estar entre 19% e 23%. Ainda assim, a vantagem é clara.
Por que a pesquisa apresenta cenários de segundo turno se ainda estamos na primeira volta?
É comum os institutos simularem esses cenários para entender como os eleitores se comportariam em diferentes matchups. Ajuda a prever dinâmicas que podem mudar conforme a campanha avança.
Verdade, mas é importante notar que essas simulações são hipotéticas. Elas mostram como os eleitores responderam naquele momento específico — 2 e 3 de outubro — em relação a cenários que podem nunca acontecer.
O que significa exatamente "votos válidos"?
São os votos dados diretamente a um candidato. Votos em branco e nulos não entram no cálculo. Então quando dizemos que Cleitinho tem 53%, estamos falando de 53% daqueles que realmente votaram em alguém.
Isso é importante porque muda a interpretação. Se 15% dos eleitores votarem em branco ou nulo, Cleitinho não teria 53% de todos os votos — teria 53% dos votos válidos, que é uma coisa diferente.
Le Pouls
- Com 53% dos votos válidos, Cleitinho Azevedo ocupa um patamar raramente visto em pesquisas tão antecipadas, deixando seus rivais a mais de 30 pontos de distância.
- Patrus Ananias, do PT, tenta se firmar como principal alternativa com 21%, mas enfrenta o desafio de consolidar uma oposição fragmentada entre nomes como Kalil (9%) e outros candidatos abaixo dos 5%.
- As simulações de segundo turno aprofundam o cenário adverso para os demais: Cleitinho venceria tanto Kalil quanto Patrus com 60% dos votos, enquanto ambos ficam presos na casa dos 24% e 25%, respectivamente.
- A pesquisa, contratada pela Globo e realizada com margem de erro de dois pontos percentuais, confere credibilidade técnica a números que, politicamente, já redefinem as estratégias de campanha em Minas Gerais.
Em Minas Gerais, o senador Cleitinho Azevedo surge como figura dominante no horizonte eleitoral de 2026, reunindo mais da metade das intenções de voto válidos numa disputa que, por ora, parece desequilibrada. O Datafolha, ao ouvir mais de dois mil eleitores mineiros, revela não apenas uma liderança isolada, mas uma vantagem que se mantém robusta em qualquer simulação de segundo turno — sinal de que o eleitorado do maior colégio eleitoral do interior do país já esboça uma preferência clara.
Uma pesquisa Datafolha divulgada no sábado revela que o senador Cleitinho Azevedo lidera com folga a corrida eleitoral em Minas Gerais, alcançando 53% das intenções de voto válidos. O levantamento ouviu 2.010 eleitores mineiros nos dias 2 e 3 de outubro, com margem de erro de dois pontos percentuais.
O ex-prefeito de Belo Horizonte Patrus Ananias, do PT, aparece em segundo lugar com 21%, seguido por Alexandre Kalil, do PDT, com 9%. Os demais candidatos — entre eles Flávio Roscoe, Mateus Simões e Gabriel Azevedo — não ultrapassam os 4%.
O instituto também simulou dois cenários de segundo turno. Em ambos, o resultado é semelhante: Cleitinho venceria Kalil com 60% a 24%, e Patrus com 60% a 25%, mantendo uma vantagem expressiva independentemente do adversário. A pesquisa foi contratada pela Globo e os percentuais divulgados consideram apenas os votos válidos, excluindo brancos e nulos do cálculo.
Uma pesquisa Datafolha divulgada no sábado coloca o senador Cleitinho Azevedo em posição confortável na disputa eleitoral de Minas Gerais, com 53% das intenções de voto válidos. O levantamento, que ouviu 2.010 eleitores mineiros nos dias 2 e 3 de outubro, aponta uma vantagem significativa do candidato sobre seus principais concorrentes.
O ex-prefeito de Belo Horizonte Patrus Ananias, do PT, aparece em segundo lugar com 21% das intenções de voto. Alexandre Kalil, pelo PDT, marca 9%. Os demais candidatos ficam com percentuais menores: Flávio Roscoe (PL) e Mateus Simões (PSD) chegam a 4% cada um, Gabriel Azevedo (MDB) tem 3%, Ben Mendes (Missão) soma 2%, enquanto Rafael Duda (PSTU), Professor Túlio Lopes (PCB) e Henrique Áreas (PCO) registram 1% cada. Indira Xavier (UP) não conseguiu pontuação na pesquisa.
O instituto também testou dois cenários de segundo turno. Caso a disputa chegue a um confronto direto entre Cleitinho e Kalil, o senador venceria com 60% dos votos contra 24% do candidato do PDT. Nesse cenário, 9% dos eleitores votariam em branco ou nulo, e 7% permaneceriam indecisos. Em um segundo turno entre Cleitinho e Patrus, o resultado seria semelhante: 60% para o senador contra 25% para o ex-prefeito, com 8% de votos em branco ou nulo e 7% de indecisos.
A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. O levantamento foi contratado pela Globo e entrevistou eleitores em todo o estado de Minas Gerais. Os números apresentados referem-se especificamente aos votos válidos — aqueles dados diretamente a um candidato — e não incluem votos em branco ou nulos no cálculo das porcentagens que definem os vencedores.
Citations marquantes
No segundo turno contra Patrus Ananias, Cleitinho teria 60% dos votos contra 25% do ex-prefeito— Pesquisa Datafolha