A menos de dois anos das eleições de 2026, o Ceará começa a revelar seus contornos políticos: uma pesquisa Datafolha, divulgada em setembro, mostra Ciro Gomes à frente na disputa pelo governo estadual, com vantagem sobre o atual governador Elmano de Freitas. O levantamento é um retrato provisório — não um veredicto —, mas sinaliza que o estado caminha para uma polarização entre dois projetos distintos de poder, enquanto uma parcela significativa do eleitorado ainda busca seu lugar nesse tabuleiro.
Datafolha: Ciro Gomes lidera disputa ao governo do Ceará com 47% das intenções
Ciro lidera, mas um terço do eleitorado ainda não decidiu
Então Ciro Gomes está realmente na frente, ou essa vantagem de sete pontos é pequena demais para significar algo?
Sete pontos em um cenário estimulado é uma margem respeitável. Mas o que importa é que no cenário espontâneo, quando não mostram os nomes, a diferença cai para apenas três pontos — 33% contra 30%. Isso sugere que a vantagem de Ciro depende de ele estar visível, nomeado.
Espera aí. No cenário espontâneo, 27% estão indecisos. Isso é quase um terço do eleitorado. Qualquer um desses indecisos pode mudar o jogo completamente. Não dá para dizer que Ciro está consolidado.
E no segundo turno? Aí ele fica com 51%.
Sim, mas um segundo turno é uma simulação. É o Datafolha perguntando: "E se fosse só esses dois?" A realidade pode ser bem diferente. O que a pesquisa mostra é que, se a disputa se polarizar entre Ciro e Elmano, Ciro sai na frente.
E quanto ao Senado? Lá 60% não sabem em quem votar quando não mostram os nomes. Isso é um caos.
Mas quando mostram os nomes, Cid Gomes fica com 24%, Capitão Wagner com 21% e Luizianne Lins com 18%. Esses três estão claramente na frente.
Estão, mas ainda há 13% que votariam em branco ou nulo, e 9% indecisos. O Senado é muito mais aberto que a disputa pelo governo. Qualquer coisa pode acontecer.
A margem de erro é 2 pontos percentuais. Então tecnicamente Capitão Wagner e Luizianne Lins estão empatados com Cid Gomes, considerando a margem. Não dá para dizer que um está claramente à frente do outro.
Então basicamente o que temos é: Ciro lidera para governador, mas há muito eleitor indeciso, e para o Senado é uma bagunça?
É uma forma de colocar, mas não é exatamente isso. O que temos é um retrato de um momento. Ciro tem vantagem hoje, mas o eleitorado ainda está aberto. Para o Senado, três nomes estão em disputa real pelas duas vagas.
The Pulse
- Ciro Gomes abre sete pontos de vantagem sobre Elmano de Freitas no cenário estimulado, colocando o tucano em posição de liderança confortável, mas não definitiva.
- Em simulação de segundo turno, a margem se amplia para oito pontos — 51% a 43% —, sugerindo que uma eventual polarização direta beneficiaria Ciro.
- A pesquisa espontânea expõe a fragilidade do quadro: 27% dos eleitores se declaram indecisos, revelando que o jogo ainda está longe de ser decidido.
- Para o Senado, o desconhecimento é ainda maior — 60% não souberam indicar um nome —, mas Cid Gomes, Capitão Wagner e Luizianne Lins despontam como favoritos às duas vagas no cenário estimulado.
- O levantamento, realizado com 1.204 eleitores e margem de erro de dois pontos, oferece uma fotografia do momento, não uma profecia — e o eleitorado cearense ainda tem muito a dizer.
A menos de dois anos das eleições de 2026, o Ceará começa a revelar seus contornos políticos: uma pesquisa Datafolha, divulgada em setembro, mostra Ciro Gomes à frente na disputa pelo governo estadual, com vantagem sobre o atual governador Elmano de Freitas. O levantamento é um retrato provisório — não um veredicto —, mas sinaliza que o estado caminha para uma polarização entre dois projetos distintos de poder, enquanto uma parcela significativa do eleitorado ainda busca seu lugar nesse tabuleiro.
O instituto Datafolha divulgou em 18 de setembro uma pesquisa sobre as intenções de voto para o governo do Ceará em 2026. A sondagem ouviu 1.204 eleitores entre os dias 14 e 17 de setembro e também mapeou a disputa pelas duas vagas ao Senado.
No cenário estimulado, Ciro Gomes, do PSDB, lidera com 47% das intenções de voto, contra 40% de Elmano de Freitas, do PT. Os 6% que indicaram voto em branco ou nulo e os 3% indecisos mostram que há espaço para movimento, mas a diferença de sete pontos coloca o tucano em posição de vantagem. Os demais candidatos não ultrapassam 2%.
Em simulação de segundo turno entre os dois principais nomes, Ciro sobe para 51% e Elmano chega a 43% — uma margem de oito pontos que reforça a liderança tucana em uma eventual polarização direta. Já na pesquisa espontânea, sem apresentação de nomes, o cenário é mais aberto: Ciro aparece com 33%, Elmano com 30%, e 27% dos eleitores se declaram indecisos.
Para o Senado, o desconhecimento é ainda mais acentuado: 60% dos entrevistados não souberam indicar um candidato na pesquisa espontânea. Com os nomes apresentados, três nomes se destacam — Cid Gomes, do PSB, com 24%, Capitão Wagner, do União Brasil, com 21%, e Luizianne Lins, da Rede, com 18% —, configurando uma disputa acirrada pelas duas vagas disponíveis.
A pesquisa foi contratada pelo jornal O Povo, tem nível de confiança de 95% e margem de erro de dois pontos percentuais, com registro no TSE sob o número CE-01290/2026.
O instituto Datafolha divulgou na sexta-feira 18 de setembro uma pesquisa sobre as intenções de voto para o governo do Ceará nas eleições de 2026, oferecendo um retrato do momento político no estado. A sondagem, que ouviu 1.204 eleitores entre 14 e 17 de setembro, também investigou a disputa para as duas vagas ao Senado.
No cenário estimulado — aquele em que os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados — Ciro Gomes, do PSDB, aparece na frente com 47% das intenções de voto. Elmano de Freitas, do PT, fica em segundo lugar com 40%. A diferença de sete pontos percentuais coloca o tucano em posição confortável, embora ainda haja espaço para movimento: 6% dos eleitores indicaram que votariam em branco ou nulo, e 3% disseram não saber em quem votar. Vera Lúcia, do Novo, aparece com 2%, enquanto os demais candidatos — Danilo Soares (Democrata), Delegado Huggo (Missão) e Serley Leal (UP) — não ultrapassam 1% cada um.
Quando o Datafolha simulou um segundo turno direto entre Ciro e Elmano, o cenário se amplia a favor do candidato tucano. Nesse cenário, Ciro Gomes sobe para 51%, enquanto Elmano de Freitas chega a 43%. A margem de oito pontos sugere uma vantagem mais robusta em uma eventual polarização entre os dois principais nomes da disputa. Apenas 3% dos eleitores indicaram voto em branco ou nulo, e 2% permaneceriam indecisos.
A pesquisa espontânea — realizada sem que os nomes fossem apresentados — revela um eleitorado ainda bastante indefinido. Nesse formato, Ciro Gomes aparece com 33% e Elmano de Freitas com 30%, mas 27% dos entrevistados se declararam indecisos. Outras respostas somaram 5%, e 5% indicaram voto em branco, nulo ou nenhum. Esse quadro sugere que, embora os dois principais candidatos já tenham alguma penetração espontânea, há ainda um contingente significativo de eleitores que não tem uma preferência clara ou que não consegue nomear seu candidato de forma imediata.
Na disputa pelo Senado, o cenário é bem diferente. Na pesquisa espontânea, 60% dos entrevistados não souberam indicar em quem votariam. Cid Gomes, do PSB, aparece com 9%, Luizianne Lins, da Rede, com 8%, e Capitão Wagner, do União Brasil, com 6%. Alcides Fernandes, do PL, fica com 3%, enquanto outras respostas somaram 5% e 8% indicaram voto em branco, nulo ou nenhum.
Quando os nomes foram apresentados aos eleitores no cenário estimulado para o Senado, três candidatos se destacaram. Cid Gomes subiu para 24%, Capitão Wagner para 21% e Luizianne Lins para 18%. Alcides Fernandes chegou a 9%, enquanto candidatos de partidos menores — Guilherme Theophilo (Novo) e Catarina Matos (UP) — ficaram com 2% cada um. Lino Alves (PCO) e Reginaldo (PSTU) não ultrapassaram 1%. Ainda assim, 13% dos eleitores indicaram voto em branco, nulo ou nenhum, e 9% permaneceriam indecisos.
A pesquisa foi contratada pelo jornal O Povo e realizada pela Real Time Big Data. O nível de confiança é de 95%, com margem de erro de 2 pontos percentuais. O registro no Tribunal Superior Eleitoral é CE-01290/2026. Como ocorre com toda pesquisa de intenção de voto, a metodologia — incluindo o tamanho da amostra, a forma como as perguntas foram formuladas e o método de entrevista — pode influenciar os resultados. A Gazeta do Povo publica regularmente pesquisas dos principais institutos de opinião pública do país, oferecendo ao leitor uma leitura do momento político com base em amostras representativas da população.
Notable Quotes
No cenário espontâneo, 27% dos eleitores se declararam indecisos sobre o governador— Pesquisa Datafolha
Para o Senado, 60% dos entrevistados não souberam indicar em quem votariam no cenário espontâneo— Pesquisa Datafolha