Datafolha: 52% dos eleitores paulistas desconhecem número da urna do candidato a governador

Mais da metade dos eleitores não sabe o número que vai digitar
Pesquisa Datafolha mostra desconhecimento generalizado sobre informação básica da votação entre eleitores paulistas.
Mark

Por que isso importa? Não é só um detalhe técnico?

Mimi

Não é trivial. Se você não sabe o número, pode errar na urna, anular seu voto sem querer, ou ficar confuso no momento crítico. Além disso, o número é informação básica que circula em toda campanha.

Luke

Mas espera — a pesquisa perguntou o número sem deixar o eleitor consultar nada? Ou foi em contexto de entrevista, onde a pessoa está sendo testada?

Mimi

Foi pergunta direta na pesquisa. Não é o mesmo que estar na urna com tempo para pensar.

Mark

E por que Haddad tem 60% de acerto e Tarcísio só 34%?

Mimi

Pode ser intensidade de campanha, como os números foram divulgados, ou o perfil dos apoiadores. Eleitores de Haddad podem estar mais engajados ou expostos a mais informação.

Luke

Ou pode ser que apoiadores de Tarcísio simplesmente não foram perguntados sobre o número tantas vezes. A pesquisa não explica a causa, só o resultado.

Mark

Então no dia da eleição, esses 52% vão errar?

Mimi

Nem todos. Muitos vão lembrar, vão procurar a informação na cabine, ou vão pedir ajuda. Mas o risco de erro existe.

Luke

E não sabemos quantos desses 52% realmente vão votar, ou quantos vão desistir, ou mudar de voto. A pesquisa é um retrato de um momento.

  • 52% dos eleitores paulistas não conseguem nomear o número de urna do seu candidato a governador, revelando uma lacuna preocupante no preparo para o momento do voto.
  • A disparidade entre os campos é marcante: 60% dos eleitores de Haddad acertam o número, enquanto apenas 34% dos apoiadores de Tarcísio demonstram o mesmo conhecimento.
  • 8% dos entrevistados citaram um número errado, o que significa que uma parcela do eleitorado pode votar em candidatos diferentes dos pretendidos.
  • O dado levanta um alerta sobre o nível real de engajamento com a campanha, mesmo em um período em que ela já estava em pleno andamento.

A poucos dias das eleições em São Paulo, uma pesquisa Datafolha revela que mais da metade dos eleitores não sabe o número de urna do candidato a governador em quem pretende votar — um dado que, mais do que uma falha de memória, aponta para a distância entre a intenção de participar e o preparo concreto para fazê-lo. O engajamento cívico, ao que parece, nem sempre se traduz em familiaridade com os mecanismos elementares da democracia.

Uma pesquisa Datafolha, realizada entre 22 e 23 de setembro com 1.610 eleitores paulistas, trouxe um retrato inquietante do preparo do eleitorado: 52% não sabem o número de urna do candidato a governador em quem pretendem votar. Apenas 40% responderam corretamente, e 8% chegaram a mencionar um número errado — o que, na prática, pode resultar em votos direcionados a candidatos diferentes dos desejados.

O desconhecimento não se distribui de forma uniforme entre os diferentes campos políticos. Entre os eleitores de Fernando Haddad, 60% sabem o número correto e apenas 2% citam um número errado. Já entre os apoiadores de Tarcísio de Freitas, o cenário se inverte: somente 34% acertam, 55% não sabem e 11% mencionam um número incorreto.

Essa diferença sugere graus distintos de proximidade com as informações operacionais da campanha. Mais do que uma curiosidade estatística, o dado expõe uma tensão entre a disposição de votar e o domínio dos meios concretos para fazê-lo — um lembrete de que a participação democrática exige não apenas intenção, mas também preparo. A pesquisa foi registrada no TSE sob o número BR-00304/2026, com margem de erro de 2 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.

Uma pesquisa Datafolha divulgada na quinta-feira revelou um dado preocupante sobre o preparo dos eleitores paulistas para as urnas: mais da metade deles não sabe qual número digitar para confirmar seu voto para governador. Entre 1.610 pessoas entrevistadas entre 22 e 23 de setembro, 52% não conseguem nomear o número de seu candidato, 40% responderam corretamente e 8% mencionaram um número errado. A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%, e foi registrada no TSE sob o número BR-00304/2026.

O desconhecimento varia significativamente conforme o candidato apoiado. Entre os eleitores de Fernando Haddad, 60% sabem o número correto, enquanto 38% não sabem e apenas 2% mencionam um número incorreto. A situação é bem diferente entre os apoiadores de Tarcísio de Freitas: apenas 34% responderam corretamente, 55% não sabem o número e 11% citaram um número errado.

Esse padrão sugere uma relação mais próxima entre eleitores de Haddad e informações básicas sobre sua campanha, enquanto a base de Tarcísio demonstra menor familiaridade com detalhes operacionais da votação. O dado levanta questões sobre o nível de engajamento dos eleitores com a campanha e sobre como essa falta de informação pode afetar a experiência concreta de votação nas urnas eletrônicas.

A pesquisa foi conduzida com pessoas de 16 anos ou mais, capturando um momento em que a campanha já estava em andamento. O fato de mais da metade dos eleitores não saber o número do candidato em quem pretendem votar indica que, apesar da proximidade da eleição, uma parcela substancial do eleitorado ainda não internalizou informações elementares sobre como exercer seu voto.

Eleitores de Haddad mostram maior conhecimento do número de urna (60% acertam), enquanto apoiadores de Tarcísio têm menor domínio da informação (34% sabem o número)
— Pesquisa Datafolha
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