Num tempo em que o guitarrista já consegue levar para o computador quase tudo o que antes cabia apenas num estúdio ou num pedalboard, a Darta Digital Audio lança o Persona: Zero One, uma tentativa de reunir em um único software amplificador, pedais, caixas e efeitos. Como tantas ferramentas que prometem substituir o equipamento físico, ele chega com um preço de estreia convidativo e a promessa de soar como os circuitos reais, afirmação que cabe ao fabricante sustentar. O movimento diz menos sobre uma novidade isolada e mais sobre a antiga busca do músico por timbre a um custo e a uma complexid
Darta lança Persona: Zero One, plugin de guitarra com amp, quatro pedais e suporte a NAM
O plugin nasceu da experiência da Darta na montagem de pedais físicos
O que exatamente a Darta lançou?
O Persona: Zero One, um plugin de guitarra com amp, quatro pedais, simulador de caixas, efeitos e 32 presets, para Windows e macOS, com versão standalone.
Quanto custa?
R$ 249 no lançamento, contra R$ 399 do preço regular anunciado. Uma licença ativa em até dois computadores.
Vale notar que o R$ 399 é o preço "anunciado" pela empresa. Não sabemos por quanto tempo vale a promoção.
E o suporte a NAM?
O usuário pode carregar capturas próprias nos formatos NAM e NAM A2. O amp de fábrica também vem de uma captura neural, de voicing britânico.
A Darta diz que comparou os pedais virtuais com circuitos reais. Isso é afirmação da fabricante; não há teste independente no material.
Dá para experimentar antes de comprar?
Dá. A demonstração libera todos os recursos, mas corta o áudio por três segundos a cada 45 e não salva presets.
Ou seja, ela serve para avaliar timbre e interface, não para uso real. E a qualidade do som, o material não responde.
Il Polso
- O preço de lançamento de R$ 249 pressiona a decisão, já que o valor regular de R$ 399 fica logo ali como uma alternativa mais cara.
- A versão de demonstração corta o áudio por três segundos a cada 45, o que quebra a experiência justamente quando o guitarrista tenta avaliar o som.
- Quatro pedais virtuais, um amp de captura neural britânica e módulos de caixas e efeitos disputam espaço em um só pacote, com a promessa de substituir uma cadeia inteira de equipamentos.
- Guitarristas convidados ajudaram a criar parte dos 32 presets, o que dá credibilidade ao material de partida.
- A licença permite dois computadores e funciona offline após a ativação, e a decisão final depende de testar o timbre antes de pagar.
Num tempo em que o guitarrista já consegue levar para o computador quase tudo o que antes cabia apenas num estúdio ou num pedalboard, a Darta Digital Audio lança o Persona: Zero One, uma tentativa de reunir em um único software amplificador, pedais, caixas e efeitos. Como tantas ferramentas que prometem substituir o equipamento físico, ele chega com um preço de estreia convidativo e a promessa de soar como os circuitos reais, afirmação que cabe ao fabricante sustentar. O movimento diz menos sobre uma novidade isolada e mais sobre a antiga busca do músico por timbre a um custo e a uma complexidade cada vez menores.
A Darta Digital Audio colocou no mercado o Persona: Zero One, um plugin de guitarra que reúne num só software o amplificador, os pedais, o simulador de caixas e os efeitos. Ele roda no Windows e no macOS, também em modo standalone, dispensando uma estação de áudio digital para quem só quer tocar.
O lançamento sai por R$ 249, contra um valor regular de R$ 399. Antes de pagar, é possível baixar uma demonstração com todos os recursos liberados, mas ela corta o áudio por três segundos a cada 45 e não permite salvar presets.
Segundo a empresa, o projeto nasceu da experiência da Darta com pedais físicos, e os modelos virtuais foram comparados aos circuitos reais durante o desenvolvimento. Trata-se de afirmação do próprio fabricante, sem medições independentes para conferir.
O pacote traz quatro pedais virtuais, do compressor Monkey Komp ao modulador Freebird, além do amp Darta Amp Zero One, baseado em captura neural de um voicing britânico e compatível com capturas NAM. Há três caixas próprias, suporte a respostas ao impulso, reverbs, delays e um equalizador de nove bandas, entre outros recursos. Os 32 presets de fábrica incluem criações de guitarristas convidados, como Alisson Zakka, Nic Heavytrack e Ceme Marum, do Pedalquest Brasil.
A licença vale para dois computadores e exige internet apenas na ativação. Para quem pensa em comprar, o caminho mais sensato é testar a demonstração com atenção ao timbre antes de decidir.
A Darta Digital Audio colocou no mercado o Persona: Zero One, um plugin de guitarra que concentra em um só software o amplificador, os pedais, o simulador de caixas e os efeitos. Ele roda no Windows e no macOS e também em modo standalone, o que permite tocar sem abrir uma estação de trabalho de áudio digital, a DAW.
O preço de lançamento é de R$ 249, contra o valor regular anunciado de R$ 399. Quem quiser testar antes de pagar pode baixar uma versão de demonstração com todos os recursos liberados. Ela, porém, interrompe o áudio por três segundos a cada 45 segundos e não permite salvar presets.
Segundo a empresa, o plugin nasceu da experiência da Darta na montagem de pedais físicos. A fabricante afirma ter comparado os modelos virtuais com os circuitos reais durante o desenvolvimento, para reproduzir suas características sonoras. Essa comparação é declaração da própria Darta, e o material não traz medições independentes.
São quatro pedais virtuais. O Monkey Komp é um compressor com controles de dinâmica; o Okto, um oitavador polifônico; o Aristocrat, um overdrive; e o Freebird, um pedal de modulação que reúne chorus, flanger, phaser e auto-wah.
Na amplificação está o Darta Amp Zero One, baseado em uma captura neural de um amplificador de voicing britânico. Ele tem canal limpo e controles de ganho, graves, médios, agudos, volume master, Presence e Depth. O usuário também pode carregar capturas próprias nos formatos NAM e NAM A2, compatíveis com o Neural Amp Modeler.
O módulo de caixas traz três opções criadas pela empresa: 4×12 Modern, 4×12 Vintage e 2×12 Open. É possível posicionar virtualmente o microfone, combinar duas caixas ao mesmo tempo e carregar arquivos próprios de resposta ao impulso (IR).
A seção de efeitos permite reorganizar os módulos conforme a preferência do guitarrista. Há um equalizador gráfico de nove bandas, de 65 Hz a 12 kHz; um delay com controles de tempo, feedback, mix, tonalidade e modulação das repetições; reverbs Room, Hall, Plate e Spring; modulações como chorus, flanger, phaser, tremolo, vibrato e tremolo harmônico; e um doubler para ampliar a imagem estéreo. Completam o pacote transpose de -12 a +12 semitons, afinador, metrônomo, noise gate e suppressor. O Global Lock mantém os níveis de entrada e o gate ao trocar de preset.
O plugin sai com 32 presets de fábrica, de timbres limpos a alto ganho. Parte deles foi criada por guitarristas convidados: Alisson Zakka, Nicolas Gomes (o Nic Heavytrack) e Ceme Marum, do Pedalquest Brasil.
Após a compra, o usuário recebe por e-mail o download e o número de série. Uma licença vale para até dois computadores, e a internet só é exigida na ativação; depois disso o plugin funciona offline. Os requisitos são Windows 10 ou 11 em 64 bits, nos formatos VST3 e standalone, e macOS 10.15 ou superior, em Intel ou Apple Silicon, com AU, VST3 e standalone. Como a demonstração tem limitações claras, vale usá-la com atenção ao timbre antes de decidir pela compra.
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A Darta afirma ter comparado os modelos virtuais com os circuitos reais durante o desenvolvimento.— Darta Digital Audio