Ao longo de décadas de pesquisa na Universidade de São Paulo, a cientista Elizabeth Torres percorreu um caminho que espelha a própria maturação da ciência: partiu da bioquímica dos alimentos e chegou à psiquiatria nutricional, campo que reconhece na alimentação um agente direto sobre o cérebro e o bem-estar emocional. Sua trajetória revela que a biodiversidade brasileira — suas frutas nativas, seus compostos bioativos ancestrais — guarda um potencial neuroprotetor ainda pouco explorado pela medicina convencional. Em um tempo em que saúde mental se tornou urgência coletiva, a ciência que Torres