Quando uma instituição financeira perde a capacidade de prestar contas ao mercado, o silêncio dos balanços torna-se ele próprio uma declaração. O Banco de Brasília, controlado pelo Governo do Distrito Federal, chegou a setembro de 2026 sem ter publicado suas demonstrações financeiras de 2025 — prazo vencido desde março —, levando a CVM a instaurar quatro processos formais contra a instituição. Por trás do atraso, uma crise de proporções ainda não resolvidas: fraudes envolvendo o Banco Master, um empréstimo de R$ 6,6 bilhões que não se concretizou e um acordo travado à espera de um aval bancári