Curumin homenageia Cassiano com apresentação integral de 'Cuban Soul' ao lado de Hyldon

Estamos partindo daquilo para criar um momento nosso
Curumin explica sua abordagem ao reinterpretar o álbum clássico de Cassiano, equilibrando fidelidade ao original com liberdade criativa.
Mark

Por que Curumin decidiu fazer uma apresentação integral de um álbum de 50 anos atrás? Isso não é arriscado?

Mimi

Não é arriscado porque Cassiano nunca saiu da vida dele. Curumin cresceu com essa música, ela moldou como ele entende música. O convite veio do produtor Ignacio Salvati, mas Curumin aceitou rápido porque já conhecia a obra de dentro para fora.

Luke

Mas ele vai tocar exatamente como Cassiano tocava, ou vai reinventar?

Mimi

Vai reinventar. Ele estuda o arranjo original com cuidado, mas depois toca do seu jeito. Mantém fidelidade ao disco, mas imprime sua linguagem sonora.

Mark

E Hyldon? Por que ele está no show?

Mimi

Hyldon foi parceiro de Cassiano. Os dois, junto com Tim Maia, formam a tríade da soul music brasileira. Hyldon está emocionado de poder falar sobre Cassiano, que era um grande parceiro dele.

Luke

Eles realmente tocaram juntos, ou é mais uma questão de serem contemporâneos da mesma cena?

Mimi

A fonte diz que eram parceiros, mas não detalha colaborações específicas. O que fica claro é que compartilhavam uma linguagem musical e uma época.

Mark

Qual é a importância de "Cuban Soul" especificamente?

Mimi

É o terceiro álbum de Cassiano e contém clássicos que definiram a soul music brasileira — "A Lua e Eu", "Coleção", "Onda". Mistura soul e funk americanos com samba e bossa nova, tudo marcado pela guitarra suingada de Cassiano.

Luke

Curumin tem a mesma idade do álbum — ambos completam 50 anos. Isso é coincidência ou foi pensado?

Mimi

Curumin menciona isso como algo que o conecta ainda mais à obra. Mas não fica claro se foi intencional na escolha do momento do show.

Mark

Qual é o risco real aqui — que as pessoas esperem ouvir Cassiano e ouçam Curumin?

Mimi

Talvez. Mas Curumin deixa claro que estuda o arranjo original antes de recriar. Ele não está ignorando Cassiano, está conversando com ele.

  • Meio século depois, 'Cuban Soul' volta à vida em um palco paulistano — e a urgência é a de não deixar que obras fundadoras se percam no silêncio do esquecimento.
  • A presença de Hyldon, parceiro histórico de Cassiano e co-fundador da soul music brasileira, carrega o show de uma emoção que promete transbordar os limites do espetáculo.
  • Curumin navega entre fidelidade e liberdade: estuda cada detalhe do arranjo original, mas entrega ao momento a licença de criar algo novo e genuinamente seu.
  • O show no Cine Joia, marcado para 3 de outubro, reúne músicos de gerações distintas em torno de uma linguagem comum, reafirmando a vitalidade contínua da soul music brasileira.

Cinquenta anos após seu lançamento, o álbum 'Cuban Soul - 18 Kilates', de Cassiano, ressurge em forma de celebração viva no coração de São Paulo. O multi-instrumentista Curumin, que cresceu à sombra dessa mesma linguagem musical, leva a obra ao palco do Cine Joia com a presença emocionada de Hyldon — um dos pilares fundadores da soul music brasileira. O encontro de gerações não é apenas tributo: é a confirmação de que certas raízes continuam a alimentar a arte muito além de seu tempo.

Neste sábado, 3 de outubro, o Cine Joia, na Liberdade, em São Paulo, receberá uma apresentação completa do álbum 'Cuban Soul - 18 Kilates', de Cassiano, com Curumin no comando e a participação especial de Hyldon. O show celebra os 50 anos de um disco que se tornou referência da soul music brasileira — e a iniciativa partiu do produtor Ignacio Salvati, do estúdio Laburê, que enxergou na data uma oportunidade de reconhecer o legado do compositor paraibano.

Para Curumin, o convite chegou como algo inevitável. O multi-instrumentista paulista considera Cassiano um artista fundador da vertente musical que ele próprio escolheu seguir — e, por coincidência significativa, ambos completam 50 anos no mesmo ano. 'Cuban Soul' é o terceiro álbum de Cassiano e reúne soul, funk americano, samba e bossa nova, tudo atravessado pela guitarra suingada que se tornou marca registrada do artista. Clássicos como 'A Lua e Eu', 'Coleção' e 'Onda' compõem um repertório de personalidade tão singular que, nas palavras de Curumin, qualquer ouvinte reconheceria de olhos fechados.

No palco, Curumin partirá dos arranjos originais, mas com liberdade total para recriá-los. 'Estamos partindo daquilo para criar um momento nosso', explica. Essa abertura interpretativa ganha peso ainda maior com a presença de Hyldon — compositor baiano de 'Na Rua, Na Chuva, Na Fazenda' e parceiro histórico de Cassiano, que ao lado de Tim Maia forma a tríade fundadora da soul music brasileira. Curumin conta que já conversou com Hyldon por telefone e que o artista está emocionado. 'Acho que a emoção vai correr solta', antecipa.

Os ingressos partem de R$ 75 na plataforma Sympla, e o show começa às 20h na praça Carlos Gomes, 82.

Curumin vai levar ao palco do Cine Joia, em São Paulo, neste sábado (3 de outubro), uma apresentação completa do álbum "Cuban Soul - 18 Kilates", de Cassiano, acompanhado pela participação especial de Hyldon. O show marca os 50 anos do lançamento dessa obra que se tornou referência na história da soul music brasileira. A ideia partiu do produtor musical Ignacio Salvati, do estúdio Laburê, que viu na celebração uma oportunidade de reconhecer a importância duradoura do trabalho do compositor paraibano.

Para Curumin, o convite foi imediato. O multi-instrumentista paulista considera Cassiano um artista fundador de uma linguagem musical que ele próprio seguiu ao longo de sua carreira. "O Cassiano é um artista muito importante, fundante de uma vertente de música que eu segui. Está sendo muito legal fazer esse aprofundamento, essa coisa de ir em cada detalhe, buscar cada mínimo de sutileza que ele colocou ali para a expressão dele", explica. Curumin tem a mesma idade do álbum que vai interpretar — ambos completam 50 anos — e a obra de Cassiano sempre esteve presente em sua formação musical e artística.

"Cuban Soul" é o terceiro álbum de Cassiano e traz uma síntese única de influências. As canções carregam referências da música americana na cadência e nos metais do soul e do funk, mas também incorporam a brasilidade do samba e da bossa nova, tudo isso marcado pela guitarra suingada característica do artista paraibano. O disco contém clássicos como "A Lua e Eu", "Coleção" e "Onda" — esta última já fez parte do repertório de alguns shows de voz e violão de Curumin. Para o intérprete, o álbum é a expressão pura da personalidade de Cassiano: "É um artista que, se você ouvir às cegas, vai dizer: 'isso parece o Cassiano, isso deve ser o Cassiano'".

No show de sábado, Curumin apresentará todas as canções do álbum, mas com liberdade criativa nos arranjos. Ele explica sua abordagem: "A gente parte do arranjo original para fazer do nosso jeito. Tenho pensado que, principalmente nessas homenagens, a gente estuda bastante o arranjo original, mas, na hora de tocar, é livre. Estamos partindo daquilo para criar um momento nosso". Essa liberdade interpretativa será ainda mais carregada de significado com a presença de Hyldon, artista baiano que foi contemporâneo tanto de Cassiano quanto de Tim Maia. Os três nomes formam a tríade fundadora da soul music brasileira.

Hyldon, compositor de clássicos como "Na Rua, Na Chuva, Na Fazenda (Casinha de Sapê)", "As Dores do Mundo" e "Na Sombra de Uma Árvore", foi parceiro histórico de Cassiano. Curumin relata que já conversou com Hyldon por telefone e que o artista baiano está emocionado com a participação no tributo. "Acho que a emoção vai correr solta", afirma. O show funciona simultaneamente como homenagem ao legado de Cassiano e como encontro de gerações, prestigiando também a obra de Hyldon e reafirmando a influência duradoura desses músicos na expressão artística brasileira contemporânea.

Os ingressos custam a partir de R$ 75 (entrada solidária) e estão à venda na plataforma Sympla. O show acontece no Cine Joia, localizado na praça Carlos Gomes, 82, no bairro da Liberdade, região central de São Paulo, às 20h.

O Cassiano é um artista muito importante, fundante de uma vertente de música que eu segui. Está sendo muito legal fazer esse aprofundamento, essa coisa de ir em cada detalhe, buscar cada mínimo de sutileza que ele colocou ali para a expressão dele
— Curumin
Já conversamos por telefone e ele [Hyldon] está muito emocionado de poder fazer parte desse show, de poder falar do Cassiano, que era um grande parceiro dele. Acho que a emoção vai correr solta
— Curumin
Contact Us FAQ