Cuba, ilha dotada de solo fértil e clima propício, gasta US$ 2,4 bilhões por ano importando 80% dos alimentos que consome — uma contradição que não nasceu da natureza, mas da história. Décadas de monocultura açucareira, o colapso soviético de 1991 e décadas de controle estatal rígido transformaram um potencial agrícola em dependência estrutural. O que está em jogo não é apenas economia, mas a capacidade de um povo de alimentar-se com o que a própria terra poderia oferecer.
Cuba importa 80% dos alimentos apesar do potencial agrícola; produção despenca
Famílias cubanas enfrentam desnutrição, com dieta média fornecendo menos energia que o necessário e sem variedade nutricional suficiente, segundo programa da ONU.