Sob os Apeninos italianos, a crosta terrestre separa-se lentamente em camadas num processo chamado delaminação — como um fecho de correr que avança em direção ao Adriático. Esta descoberta, liderada por Stefano Tavani da Universidade de Florença, resolve um paradoxo antigo: a mesma cordilheira que se estica num ponto comprime-se noutro, sobe aqui e afunda ali. No fundo desta aparente contradição está a dinâmica silenciosa do interior do planeta, que continua a esculpir a paisagem visível muito depois de os grandes episódios geológicos terem terminado.