Há uma fronteira porosa, ainda pouco mapeada pela medicina, entre a epilepsia e a demência: pesquisas recentes revelam que quem recebe um diagnóstico carrega um risco duas a três vezes maior de desenvolver o outro. Crises silenciosas, invisíveis ao olhar clínico comum e frequentes durante o sono, podem imitar o declínio cognitivo da demência — e, por isso, permanecem anos sem nome. A história de Jeff Will, que passou horas recolhendo folhas e galhos sem saber por quê, é um espelho de muitos outros casos que aguardam, em silêncio, o diagnóstico correto.
Crises epilépticas silenciosas podem simular demência, revelam pesquisas
Pacientes com epilepsia e demência enfrentam declínio cognitivo acelerado e perda de memória significativa, afetando qualidade de vida e independência.