No coração das instituições democráticas, há momentos em que a crise revela não apenas um conflito pontual, mas a incapacidade temporária de uma corte de se enxergar com clareza suficiente para se reformar. Foi o que ocorreu no Supremo Tribunal Federal em 15 de setembro, quando a proposta do ministro Edson Fachin de criar um código de conduta — já nascida em terreno instável — foi silenciosamente sepultada pelo colapso da confiança entre os próprios magistrados. O que poderia ter sido um passo civilizatório tornou-se mais um espelho das fraturas que o tribunal ainda não sabe como curar.