Em menos de vinte e quatro horas, quarenta e nove mil marroquinos atravessaram para Ceuta, o pequeno exclave espanhol encravado na costa africana, reacendendo uma crise que expõe a tensão entre fronteiras jurídicas e fronteiras geográficas. Ceuta é, ao mesmo tempo, Europa e África — um paradoxo colonial nunca resolvido que agora recebe famílias, jovens e crianças em busca de uma vida melhor num continente que ainda debate quem tem o direito de entrar. A resposta europeia já se fragmenta: a Itália suspendeu a livre circulação com a Espanha, lembrando que o projeto Schengen carrega em si os meca
Crise em Ceuta: 49 mil marroquinos chegam à Espanha sem sair da África
Milhares de migrantes, incluindo famílias e crianças, atravessaram ilegalmente em condições perigosas buscando melhores condições de vida na Europa.