Por gerações, o crisântemo carregou o peso simbólico do luto — seu aroma penetrante o confinava aos cemitérios e o excluía das celebrações da vida. Uma produtora paulista, em parceria com geneticistas holandeses, trabalhou durante anos para suavizar esse perfume sem apagar a beleza da flor, devolvendo ao crisântemo um lugar entre os vivos. A transformação não é apenas botânica: é um convite a repensar como os preconceitos culturais moldam até mesmo o que escolhemos para adornar nossas alegrias.