Há gerações, a consola entrou nas salas de estar como um objeto que dava acesso a mundos inteiros dentro de casa. Agora, quem ajudou a dar-lhe forma, Ken Kutaragi, em entrevista ao The Game Business, sugere que essa figura pode perder o lugar, à medida que a inteligência artificial passa a viver nos servidores e o preço do equipamento doméstico continua a subir. Trata-se de uma opinião pessoal de um veterano que hoje lidera uma empresa de IA, e não de um plano da Sony, cuja confirmação dependerá de como as redes evoluírem.
Criador da PlayStation original prevê que a IA pode tornar as consolas obsoletas
Pode deixar de ser preciso comprar uma consola para jogar a nova geração
Porque é que esta entrevista chama tanta atenção?
Porque quem fala é Ken Kutaragi, o criador da PlayStation original. É estranho ouvir esse aviso de alguém ligado à origem das consolas.
E qual é o argumento dele?
Começa pelo preço. Diz que consolas e computadores estão cada vez mais caros, o que considera pouco saudável para o mercado.
E onde entra a IA?
Ele nota que as plataformas de IA funcionam no servidor e não no equipamento do utilizador. Com a evolução da rede, pode deixar de ser preciso comprar uma consola para experiências de nova geração.
Convém separar as coisas. Isto é uma opinião, não um facto verificado. O texto não traz dados, prazos nem exemplos concretos.
É verdade. E o próprio Kutaragi diz que são opiniões pessoais, não planos da Sony.
Além disso, ele dirige a Cyber AI Entertainment, uma empresa de consultoria e serviços de IA. O texto não diz que isso invalide o argumento, mas é um interesse que o leitor deve ter presente.
Então o que sabemos de facto?
Sabemos o que ele disse, em que entrevista e qual o seu cargo atual. Se as consolas vão desaparecer, ainda ninguém sabe.
Exato. Como e quando isso aconteceria continua por responder.
Le Pouls
- Um dos criadores da PlayStation põe em causa a própria razão de ser da consola, numa afirmação que surpreende a indústria.
- O preço crescente de consolas e computadores é apresentado como um problema grave, tornando cada compra mais pesada para o jogador.
- A IA deslocaria o processamento para servidores remotos, levando a discussão para longe do hardware que cada casa possui.
- A Sony distanciou-se formalmente das declarações, deixando a visão como especulação de um antigo executivo sem data marcada.
Há gerações, a consola entrou nas salas de estar como um objeto que dava acesso a mundos inteiros dentro de casa. Agora, quem ajudou a dar-lhe forma, Ken Kutaragi, em entrevista ao The Game Business, sugere que essa figura pode perder o lugar, à medida que a inteligência artificial passa a viver nos servidores e o preço do equipamento doméstico continua a subir. Trata-se de uma opinião pessoal de um veterano que hoje lidera uma empresa de IA, e não de um plano da Sony, cuja confirmação dependerá de como as redes evoluírem.
Numa entrevista ao The Game Business, Ken Kutaragi, o homem por detrás da PlayStation original, deixou um aviso pouco habitual: a era das consolas pode estar a chegar ao fim. Para quem ajudou a levar estas máquinas para as salas de estar de todo o mundo, a afirmação soa quase contraditória, mas o raciocínio assenta em duas preocupações concretas.
A primeira é o preço. Kutaragi considera grave o custo atual das consolas e dos computadores, cada vez mais caros, o que, na sua leitura, torna o mercado dos videojogos menos saudável. A segunda é a forma como a inteligência artificial funciona: as plataformas de IA operam do lado do servidor, e não no equipamento local do utilizador. Se estas tecnologias evoluírem na rede, poderá deixar de ser necessário comprar uma consola para aceder a experiências de nova geração.
Importa, porém, olhar para quem fala. Kutaragi deixou a divisão PlayStation há quase 20 anos e é hoje CEO da Cyber AI Entertainment, empresa ligada a serviços de IA, um setor que tem interesse direto no futuro que descreve. O próprio fez questão de sublinhar que se tratam de opiniões pessoais, sem correspondência com planos oficiais da Sony.
Por agora, o que existe é a visão de um veterano sobre preços em alta e sobre uma tecnologia que vive nos servidores. Se a evolução das redes confirmará este cenário, só o tempo o dirá.
Numa entrevista ao The Game Business, Ken Kutaragi, conhecido como o criador da PlayStation original, deixou um aviso que soa estranho vindo de quem ajudou a pôr consolas nas salas de estar de todo o mundo: a era dessas máquinas pode estar a chegar ao fim.
O executivo defendeu que a Inteligência Artificial corre o risco, descrito por ele como muito real, de eliminar a necessidade de existir hardware nas casas dos jogadores. Não se trata de uma previsão com data marcada, mas de uma tendência que, na sua leitura, já está em movimento.
O ponto de partida do raciocínio é o preço. Kutaragi considera um problema grave o custo das máquinas modernas. Tanto as consolas como os computadores estão cada vez mais caros, o que, na sua opinião, cria uma situação pouco saudável para o mercado dos videojogos.
A mudança maior, segundo ele, virá da forma como a IA funciona. Kutaragi sublinha que as plataformas de IA operam do lado do servidor (server side) e não no equipamento local do utilizador (edge side). À medida que estas tecnologias evoluírem na rede, pode deixar de ser preciso comprar uma consola para aceder a experiências de nova geração.
O contexto de quem fala importa. Kutaragi reformou-se da divisão PlayStation há quase 20 anos. Hoje é CEO da Cyber AI Entertainment, uma empresa ligada a consultoria e serviços de IA, ou seja, um setor que tem interesse direto no futuro que descreve.
O próprio Kutaragi fez questão de traçar uma linha: o que disse são apenas opiniões pessoais e não correspondem a planos oficiais da Sony. A empresa que lançou a PlayStation não foi, portanto, associada a esta visão.
Fica por observar se a evolução das redes confirma o cenário. Por agora, o que existe é a leitura de um veterano da indústria sobre preços em alta e sobre uma tecnologia que vive nos servidores, e não nas casas dos jogadores.
Citations marquantes
As opiniões expressas são pessoais e não correspondem a planos oficiais da Sony.— Ken Kutaragi (paráfrase)