Toda grande transformação corporativa tem seus ritos de passagem, e a Cosan escolheu esta semana para tornar o seu visível: a saída do CFO Rafael Bergman e da vice-presidente jurídica Rita Drummond não é resultado de falhas, mas de uma mudança de identidade. A holding de Rubens Ometto, que por anos cresceu comprando e expandindo, está se convertendo em uma estrutura enxuta e desalavancada — e os cargos que partiam de uma lógica de expansão simplesmente deixaram de fazer sentido. É o momento em que uma empresa para de construir o que foi e começa a definir o que quer ser.