Uma das maiores estatais brasileiras, os Correios chegam ao meio de 2026 carregando um prejuízo de R$ 5,5 bilhões — cifra que revela não apenas uma crise financeira, mas a tensão mais ampla entre a missão pública de universalizar o serviço postal e a realidade de um modelo de negócios corroído pela digitalização e pelos custos crescentes. A empresa desmonta parte de si mesma para sobreviver, dispensando milhares de trabalhadores e fechando agências, enquanto aguarda um governo que, preso às amarras do arcabouço fiscal, adiou para 2027 o socorro prometido. O que está em jogo não é apenas o equi
Correios acumulam prejuízo de R$ 5,5 bi no ano com pressões em receitas e custos
Plano de Demissão Voluntária desligou 6.545 empregados dos Correios, sendo 2.767 apenas no segundo trimestre de 2026.