Uma jovem de 19 anos que estudava ciências biológicas foi morta pelo namorado após descobrir que ele trocava mensagens com outras mulheres — e seu corpo permaneceu trancado em um quarto por três dias antes de ser encontrado. Foi a estranheza das mensagens recebidas pela mãe, um detalhe pequeno e instintivo, que rompeu o silêncio e levou à descoberta do crime. O caso, ocorrido em Sangão, Santa Catarina, coloca mais uma vez diante da sociedade a violência que se esconde atrás de portas fechadas e relações de controle.
Corpo de estudante morta ficou 3 dias trancado em quarto de namorado em SC
O quarto trancado onde ninguém podia entrar, onde ninguém sabia o que acontecia
Como a mãe conseguiu perceber que algo estava errado se o corpo estava trancado no quarto?
Ela recebeu mensagens do celular da filha durante o fim de semana, mas o conteúdo não parecia ter sido escrito por Joviana. Aquele detalhe — a sensação de que as palavras não eram dela — foi o que despertou a desconfiança.
Mas como o celular saiu do quarto trancado? Rabelo estava usando o telefone dela para enviar mensagens?
A fonte não deixa claro. Sabemos que ele informou os familiares na segunda-feira de manhã, então em algum momento ele teve acesso ao celular ou à comunicação.
E quanto ao intervalo de três dias? Ninguém na casa percebeu nada?
O delegado explicou que Rabelo tinha o hábito de manter o quarto isolado, levando pessoas para lá sem que tivessem contato com o resto da casa. Isso parecia ser algo comum, segundo o próprio Rabelo.
Comum para quem? Para a família dele? Porque se era um padrão conhecido, é estranho que ninguém tenha achado suspeito um quarto trancado por três dias.
A reportagem não detalha as reações da família ou se alguém desconfiou. Sabemos apenas que o padrão existia.
A discussão sobre as mensagens com outras mulheres — isso é confirmado ou é o que Rabelo disse?
Boa pergunta. A fonte diz que Joviana "teria sido morta após uma discussão" e que "o desentendimento iniciou depois da jovem descobrir troca de mensagens". Isso parece vir da investigação ou da confissão dele, não de testemunhas independentes.
É o que a polícia apurou. Rabelo confessou, então essas são as circunstâncias que ele relatou.
Der Puls
- Joviana Evelyn, 19 anos, foi morta pelo namorado José Gustavo Rabelo após uma discussão sobre mensagens com outras mulheres — um conflito que terminou com um golpe de mata-leão.
- O corpo ficou enrolado em cobertores dentro do quarto trancado por cerca de três dias, enquanto o suspeito continuava a enviar mensagens pelo celular da vítima para disfarçar o desaparecimento.
- A mãe de Joviana percebeu que o tom das mensagens não era da filha e, desconfiando, acionou a polícia — foi esse instinto materno que quebrou o silêncio do crime.
- O delegado revelou um padrão de isolamento: Rabelo mantinha o quarto sempre trancado, levando pessoas para lá sem que tivessem contato com o restante da casa.
- Rabelo confessou o feminicídio e foi preso preventivamente na terça-feira, 11 de agosto, após pedido do Ministério Público durante audiência de custódia.
- O inquérito segue em andamento na Polícia Civil, e o caso será encaminhado à promotoria de Jaguaruna para análise e possível denúncia formal.
Uma jovem de 19 anos que estudava ciências biológicas foi morta pelo namorado após descobrir que ele trocava mensagens com outras mulheres — e seu corpo permaneceu trancado em um quarto por três dias antes de ser encontrado. Foi a estranheza das mensagens recebidas pela mãe, um detalhe pequeno e instintivo, que rompeu o silêncio e levou à descoberta do crime. O caso, ocorrido em Sangão, Santa Catarina, coloca mais uma vez diante da sociedade a violência que se esconde atrás de portas fechadas e relações de controle.
Joviana Evelyn Lankovski tinha 19 anos e cursava ciências biológicas quando morreu, na primeira semana de agosto, no município de Sangão, no sul de Santa Catarina. A discussão que precedeu sua morte teve origem em uma descoberta dolorosa: ela havia percebido que o namorado, José Gustavo Rabelo, de 21 anos, trocava mensagens com outras mulheres. Após o desentendimento, Rabelo a golpeou com uma técnica de estrangulamento conhecida como mata-leão. O corpo de Joviana, enrolado em cobertores e com ferimentos no rosto, permaneceu trancado no quarto dele por aproximadamente três dias.
O que desfez o silêncio foi a intuição de uma mãe. Durante o fim de semana, ela recebia mensagens do celular da filha — mas o conteúdo não soava como Joviana. As palavras, o tom, algo estava errado. Desconfiada, ela procurou familiares do namorado e, sem respostas satisfatórias, acionou a polícia para registrar o desaparecimento. Na segunda-feira, 10 de agosto, o corpo foi encontrado dentro da casa.
O delegado responsável pelo caso descreveu um padrão de comportamento que vai além do crime em si: Rabelo tinha o hábito de manter seu quarto permanentemente trancado, criando um espaço de isolamento dentro da própria casa, onde ninguém tinha acesso ou contato com quem estivesse lá dentro. Ele só comunicou a morte aos familiares na manhã de segunda-feira — dias depois do ocorrido.
Rabelo se apresentou à delegacia e confessou o feminicídio. No dia seguinte, a Justiça de Santa Catarina decretou sua prisão preventiva, a pedido do Ministério Público, durante a audiência de custódia. O caso segue sob investigação da Polícia Civil e, ao fim do inquérito, será encaminhado à promotoria de Jaguaruna, que decidirá sobre a apresentação de denúncia formal.
Joviana Evelyn Lankovski tinha 19 anos e estudava ciências biológicas. Na quinta ou sexta-feira da primeira semana de agosto, em Sangão, no sul de Santa Catarina, ela morreu após uma discussão com o namorado, José Gustavo Rabelo, de 21 anos. O corpo dela permaneceu trancado no quarto dele por aproximadamente três dias.
O que levou à descoberta foi a desconfiança de uma mãe. Durante o fim de semana, ela recebeu mensagens do celular da filha, mas o conteúdo não parecia vir de Joviana — as palavras, o tom, algo não batia. A mãe procurou familiares do namorado e depois acionou a polícia para denunciar o desaparecimento. Na segunda-feira, 10 de agosto, o corpo foi encontrado dentro da casa.
Segundo o delegado Murilo Silvério da Cunha, da Polícia Civil de Santa Catarina, a morte ocorreu após um desentendimento entre o casal. Joviana havia descoberto que Rabelo trocava mensagens com outras mulheres. O investigador descreveu um padrão de isolamento: Rabelo tinha o hábito de manter seu quarto trancado, levando não apenas a namorada, mas outras pessoas para lá, criando um espaço separado da casa onde ninguém tinha contato com os familiares ou qualquer outra pessoa que estivesse no imóvel.
O corpo de Joviana estava enrolado em cobertores e apresentava ferimentos no rosto. Ela havia recebido um golpe de mata-leão. Rabelo só informou o ocorrido aos familiares na manhã de segunda-feira, quando o corpo já estava ali há dias.
O suspeito se apresentou à delegacia e confessou o feminicídio. Na terça-feira, 11 de agosto, a Justiça de Santa Catarina decretou sua prisão preventiva. O pedido foi feito pelo Ministério Público, por meio da 10ª Promotoria de Justiça de Tubarão, durante a audiência de custódia. O Juízo da Vara de Garantias acolheu a manifestação e determinou que Rabelo permanecesse preso.
Agora o caso segue sob investigação da Polícia Civil. Quando o inquérito for concluído, os autos serão encaminhados à 2ª Promotoria de Justiça da Comarca de Jaguaruna, que analisará as provas e decidirá sobre a eventual apresentação de denúncia formal.
Bemerkenswerte Zitate
Ele manteve o quarto trancado. E só informou o ocorrido aos familiares na manhã da segunda-feira. E é bom registrar aqui que era comum, segundo relatos do próprio autor, que ele levasse não só a vítima, como outras pessoas, para o seu quarto, fazendo dos seus aposentos um cômodo isolado— Delegado Murilo Silvério da Cunha, Polícia Civil de Santa Catarina