Corinthians usa rendimentos do fundo da Arena para quitar parcelas atrasadas com a Fazenda

Parte do dinheiro foi para a Arena; outra, para a dívida previdenciária
Os R$ 11,2 milhões do fundo da Arena foram divididos entre compromissos do estádio e parcelas atrasadas com a PGFN.
Mark

Então o dinheiro do fundo da Arena tapou o buraco com a Fazenda?

Mimi

Em parte. Dos R$ 11,2 milhões liberados, o clube pagou cerca de R$ 8 milhões em parcelas previdenciárias de junho a setembro. Outra parte foi separada para compromissos ligados à Arena.

Mark

Por que a diretoria se preocupava tanto com esse atraso?

Mimi

Porque o atraso poderia ameaçar a continuidade do acordo. Havia receio de perder as condições negociadas e de ter bens ou garantias cobrados.

Luke

Vale separar o que é confirmado do que é apuração. O clube confirmou ao UOL que regularizou os pagamentos. Os valores das parcelas, a divisão do dinheiro e o temor da diretoria vêm da apuração do jornal.

Mark

E a resistência interna ao pagamento?

Mimi

Também é apuração do UOL. Houve resistência antes da autorização, mas prevaleceu a ideia de que era preciso pagar para preservar o acordo, em meio aos processos éticos e pedidos de impeachment.

Luke

Não sabemos quem resistiu, nem por quê. A reportagem não diz, e convém não preencher essa lacuna.

Mark

E o que falta resolver?

Mimi

As parcelas atrasadas do outro acordo, de dívidas não previdenciárias.

Luke

Sem valor divulgado. Sabemos que existe a pendência, mas não o tamanho dela.

  • Parcelas atrasadas de junho a setembro, somando cerca de R$ 8 milhões, ameaçavam romper o acordo com a PGFN.
  • Uma ata de assembleia do Arena FII libera R$ 11,2 milhões, e o dinheiro chega ao caixa do clube em poucos dias.
  • Dentro do Corinthians, a quitação enfrenta resistência até prevalecer o entendimento de que o acordo precisa ser preservado.
  • Enquanto processos éticos e pedidos de impeachment seguem em andamento, um segundo acordo federal, de natureza não previdenciária, ainda tem parcelas em atraso.

Há momentos em que um clube de futebol precisa encarar a aritmética simples da própria sobrevivência. No caso do Corinthians, a solução veio de onde o dinheiro já existia: os rendimentos do fundo imobiliário ligado à arena que o próprio clube ocupa. Com esses recursos, a diretoria quitou parcelas atrasadas de uma dívida previdenciária com a Fazenda Nacional, afastando o risco de perder condições negociadas e de ver bens entrarem na conta. A pendência, porém, não desapareceu por completo, pois outro acordo federal ainda aguarda a regularização.

Na última semana, o Corinthians recebeu cerca de R$ 11,2 milhões em rendimentos do Arena Fundo de Investimento Imobiliário, o fundo ligado à Neo Química Arena. Parte desse valor foi direcionada a um problema que pesava sobre a diretoria: as parcelas atrasadas de um acordo de dívida previdenciária com o governo federal, firmado pela Procuradoria Geral da Fazenda Nacional.

Segundo apuração do UOL, foram quitadas as parcelas de junho a setembro, que somavam aproximadamente R$ 8 milhões. O clube confirmou que os pagamentos foram regularizados e que o acordo segue em vigor. Uma ata de assembleia do fundo registra a liberação de 95% do montante disponível referente ao primeiro semestre de 2026. Uma parte do dinheiro foi reservada para compromissos da própria arena e outra foi para a Fazenda.

O atraso preocupava a diretoria, que temia perder as condições negociadas e ver bens ou outras garantias cobradas pela União. Por isso, manter os acordos tornou-se prioridade. A decisão, no entanto, não foi unânime: houve resistência interna antes da autorização, em meio a processos éticos e pedidos de impeachment em andamento no clube.

O caso ainda não está encerrado. Um segundo acordo com o governo, referente a dívidas não previdenciárias, também tem parcelas atrasadas, e seus valores não foram detalhados. O ponto a acompanhar é se o Corinthians conseguirá regularizar essa segunda negociação para manter as duas com a União.

Na última semana, o Corinthians recebeu um dinheiro que há meses fazia falta: cerca de R$ 11,2 milhões em rendimentos do Arena Fundo de Investimento Imobiliário, o fundo ligado à Neo Química Arena. Parte dessa quantia foi direto para um problema que preocupava a diretoria, as parcelas atrasadas de um acordo de dívida previdenciária com o Governo Federal, firmado por meio da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN).

Segundo apurou o UOL, foram quitadas as parcelas de junho, julho, agosto e setembro, que somavam cerca de R$ 8 milhões. O clube confirmou à reportagem que os pagamentos foram regularizados e que essa parte do acordo continua em vigor.

A origem do dinheiro está registrada numa ata de assembleia do fundo, a que o UOL teve acesso. O documento aponta a liberação dos R$ 11,2 milhões, valor equivalente a 95% do montante disponível para distribuição referente ao primeiro semestre de 2026. Depois de liberados, os recursos chegaram ao caixa do Corinthians. Uma parte foi separada para compromissos financeiros ligados à própria Arena, e outra serviu para pagar as parcelas previdenciárias.

O atraso pesava dentro do clube. De acordo com a apuração do UOL, a diretoria temia que a inadimplência pusesse em risco a continuidade do acordo com a Fazenda Nacional. Havia preocupação interna de que o Corinthians perdesse as condições negociadas e passasse a ter bens ou outras garantias cobrados, caso a dívida comprometesse os acordos. Por isso, a manutenção dos acordos foi tratada como prioridade diante dos atrasos acumulados.

O caminho até o pagamento, porém, não foi sem atrito. O UOL apurou que a quitação das parcelas previdenciárias enfrentou resistência dentro do clube antes de ser autorizada. No fim, prevaleceu o entendimento de que era preciso colocar os pagamentos em dia para preservar o acordo. A decisão ocorreu em meio aos processos éticos e aos pedidos de impeachment em andamento no Corinthians.

O problema, no entanto, não está totalmente resolvido. O clube ainda precisa acertar as parcelas atrasadas de um segundo acordo com o governo federal, referente a dívidas que não são previdenciárias. Os valores dessa segunda pendência não foram detalhados na reportagem.

O ponto a acompanhar é se o Corinthians conseguirá regularizar também esse segundo acordo, de modo a manter de pé as duas negociações com a União.

O clube confirmou que os pagamentos foram regularizados e que essa parte do acordo continua em vigor.
— Corinthians, ao UOL
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