Em noites como essa, o futebol revela menos sobre táticas e mais sobre a fragilidade da confiança coletiva. O Corinthians, um dos clubes mais populares do Brasil, encerrou segunda-feira uma sequência de oito derrotas consecutivas ao empatar 1 a 1 com o Vitória na Neo Química Arena — resultado que interrompe uma sangria, mas não estanca a ferida. Com 33 pontos e apenas um ponto acima da zona de rebaixamento, o clube navega à beira de um precipício que já conheceu em 2007, e a chegada do técnico Clarence Seedorf representa menos uma solução imediata do que uma aposta na reconstrução de algo mais
Corinthians encerra jejum de derrotas com empate, mas segue em risco de rebaixamento
O time viu o adversário balançar a rede em um de seus raros ataques
Como um time com um elenco considerado mais qualificado do que o de 2007 pode estar na mesma situação de risco de rebaixamento?
A qualidade do elenco não garante nada se falta confiança. Os jogadores estão abatidos, sem conseguir vencer nem em casa com apoio total da torcida. É um problema mental tanto quanto técnico.
Mas espera — em 2007 o time terminou com 44 pontos na 16ª posição e foi rebaixado. Agora tem 33 pontos. Quantas rodadas faltam? Porque se faltam muitas, ainda há tempo para recuperação.
Seedorf chegou há uma semana e já está definindo tudo, mas não pode estar na beira do campo. Como isso funciona?
Ele treina, escolhe a escalação, passa as instruções. Mas é claro que há uma limitação quando você não pode fazer ajustes durante o jogo, gritar, se comunicar diretamente com os jogadores.
E quem está na beira do campo? O texto menciona Léo Porto como interino. Então Seedorf está dando as ordens, mas Porto as executa? Isso é confuso e pode ser um problema.
O Vitória não venceu nenhum jogo fora de casa nesta temporada. Como o Corinthians não conseguiu vencer contra o pior visitante?
Porque o Corinthians está pior ainda. Teve mais posse, mais finalizações, mas não conseguiu converter. O time sofreu um gol em um dos raros ataques do Vitória — é o retrato da crise.
Dez derrotas e seis empates fora de casa para o Vitória. Isso significa que o Vitória também está em crise, certo? Qual é a posição dele na tabela? O texto não diz.
El Pulso
- Oito derrotas seguidas haviam transformado a Neo Química Arena num palco de ansiedade — e o empate contra o lanterna visitante trouxe alívio mínimo, não celebração.
- O Vitória, pior visitante do torneio, abriu o placar nos acréscimos do primeiro tempo e expôs a fragilidade defensiva corintiana diante de um adversário que mal atacou.
- Yuri Alberto converteu pênalti aos 21 minutos do segundo tempo para empatar, mas a pressão subsequente do Corinthians não foi suficiente para virar o jogo.
- Com 33 pontos na 16ª posição, o clube está a apenas um ponto do Internacional, que abre a zona de rebaixamento, e uma derrota para o Vasco igualaria o jejum de 2007, ano do último descenso.
- Clarence Seedorf, impedido de atuar à beira do campo por falta de visto, acompanhou a partida da arquibancada — sua influência ainda é promessa, não realidade comprovada em campo.
Em noites como essa, o futebol revela menos sobre táticas e mais sobre a fragilidade da confiança coletiva. O Corinthians, um dos clubes mais populares do Brasil, encerrou segunda-feira uma sequência de oito derrotas consecutivas ao empatar 1 a 1 com o Vitória na Neo Química Arena — resultado que interrompe uma sangria, mas não estanca a ferida. Com 33 pontos e apenas um ponto acima da zona de rebaixamento, o clube navega à beira de um precipício que já conheceu em 2007, e a chegada do técnico Clarence Seedorf representa menos uma solução imediata do que uma aposta na reconstrução de algo mais difícil de mensurar: a crença dos jogadores em si mesmos.
O Corinthians encerrou segunda-feira, 19 de outubro, uma sequência de oito derrotas consecutivas no Campeonato Brasileiro, mas o empate de 1 a 1 diante do Vitória na Neo Química Arena, em Itaquera, trouxe mais alívio do que esperança. Com 33 pontos na 16ª posição, o clube está a apenas um ponto acima da zona de rebaixamento — e a memória de 2007, quando o time caiu para a Série B após sequência semelhante, paira sobre Itaquera como uma sombra.
O roteiro da partida resumiu o momento do clube. Apesar de mais posse e mais finalizações, o Corinthians viu o Vitória — pior visitante do torneio — abrir o placar nos acréscimos do primeiro tempo com gol de Renê Sousa. O empate só veio aos 21 minutos da etapa final, quando Yuri Alberto converteu pênalti após André ser derrubado na área. A pressão que se seguiu não foi suficiente para virar.
A chegada de Clarence Seedorf como técnico trouxe mudanças na escalação — Angileri, Vitinho e Jesse Lingard foram titulares, e Rodrigo Garro retornou após suspensão — mas não produziu o volume ofensivo esperado. O holandês, sem visto de trabalho para atuar à beira do campo, acompanhou o jogo da arquibancada, sorridente no aquecimento e tenso durante os noventa minutos. Yuri Alberto reconheceu a frustração, mas prometeu evolução com o novo treinador.
O próximo compromisso, contra o Vasco no Rio de Janeiro no próximo sábado, será o primeiro teste real de Seedorf como comandante efetivo — e talvez o mais urgente da temporada.
O Corinthians interrompeu uma sequência de oito derrotas consecutivas no Campeonato Brasileiro, mas o alívio foi apenas parcial. Na noite de segunda-feira, 19 de outubro, o time empatou 1 a 1 com o Vitória na Neo Química Arena, em Itaquera, deixando a torcida com um resultado que, embora melhor que mais uma derrota, não resolve a crise que assombra o clube.
Com 33 pontos, o Corinthians ocupa a 16ª posição da tabela, apenas um ponto acima do Internacional, que abre a zona de rebaixamento. O risco de queda para a série B é real e presente. Se o time não vencer na próxima rodada, contra o Vasco no sábado em Rio de Janeiro, igualará o jejum de dez partidas sem vitória que vivenciou em 2007, o ano em que foi rebaixado. Naquela ocasião, porém, a equipe ao menos somou seis empates e quatro derrotas naquele período, terminando com 44 pontos. O elenco atual é considerado mais qualificado, mas a falta de confiança dos jogadores preocupa a torcida, especialmente quando o time não consegue vencer nem mesmo em casa, com apoio em massa nas arquibancadas.
O Vitória, visitante com o pior aproveitamento do torneio fora de seus domínios — dez derrotas e agora seis empates — abriu o placar nos acréscimos do primeiro tempo com gol de Renê Sousa. O lance resumiu o momento do Corinthians: apesar de ter mais posse de bola e mais finalizações, o time viu o adversário balançar a rede em um de seus raros ataques. O empate só veio aos 21 minutos do segundo tempo, quando Yuri Alberto converteu uma cobrança de pênalti após André ser derrubado na grande área. Após o gol, a pressão corintiana não foi suficiente para virar o resultado.
A chegada de Clarence Seedorf como novo técnico trouxe esperança de mudança. O holandês, que não pode comandar à beira do campo por falta de visto de trabalho, acompanhou a partida da arquibancada, logo atrás do banco de reservas. Antes do jogo, foi flagrado participando do tradicional "porópópó" com os torcedores, sorridente e tentando criar uma conexão. Mas o semblante sereno desapareceu assim que a bola começou a rolar. Desde sua chegada no dia 14, Seedorf comandou todos os treinos e definiu a escalação, promovendo mudanças em relação ao último jogo, quando o Corinthians foi goleado pelo Palmeiras por 4 a 1. Angileri, Vitinho e Jesse Lingard entraram na equipe titular, enquanto Rodrigo Garro retornou após cumprir suspensão. Memphis Depay era o principal desfalque.
As alterações, porém, não produziram o volume de jogo esperado, especialmente no ataque. O vacilo nos acréscimos do primeiro tempo comprometeu a estratégia do holandês e aumentou ainda mais a pressão sobre os atletas. Yuri Alberto, após marcar o gol do empate, reconheceu a frustração: o objetivo era sair com a vitória, mas o time batalharia até o último minuto e evoluiria com o novo professor. O resultado é insuficiente para tirar o Corinthians da zona de risco, mas encerra uma sequência ainda mais incômoda. O próximo teste, contra o Vasco no Rio de Janeiro, será decisivo para medir se as mudanças de Seedorf conseguem transformar a confiança perdida em pontos conquistados.
Citas Notables
Nosso objetivo era sair com a vitória, mas não deu certo. Batalhamos até o último minuto. A postura do time é outra, vamos evoluir muito com o professor.— Yuri Alberto, após marcar o gol do empate