Há uma contradição silenciosa no gesto cotidiano de tomar um café em copo descartável: o recipiente que parece papel é, em parte, plástico — e esse plástico se dissolve no calor. Pesquisadores da Universidade de Queensland revelaram que revestimentos de PLA, vendidos como alternativa ecológica, liberam até 12 vezes mais nanopartículas do que o plástico convencional quando expostos a água quente. O estudo não condena o hábito, mas expõe uma lacuna regulatória: a segurança desses materiais nunca foi medida pelo que eles liberam, apenas pelo que são.