Pela quinta vez seguida, o Comitê de Política Monetária do Banco Central brasileiro prepara-se para reduzir a Selic, levando-a a 13,75% ao ano — um gesto que, acumulado, reescreve as condições do crédito, da dívida pública e do cotidiano financeiro de milhões de pessoas. Enquanto os Estados Unidos caminham na direção oposta, o Brasil aposta na flexibilização como sinal de confiança na trajetória da inflação. Cada décimo de ponto a menos nos juros é, ao mesmo tempo, alívio para o Tesouro, esperança para o tomador de crédito e incerteza para o poupador — um equilíbrio delicado que a história eco