Copenhague lidera ranking de melhores cidades para viver em 2026; Damasco permanece a pior

Damasco permanece a pior cidade desde 2013, com apenas 31,6 pontos
A capital síria mantém sua posição no fundo do ranking do Economist Intelligence Unit há mais de uma década.
Mark

Por que Copenhague continua em primeiro lugar? O que a torna tão diferente de outras cidades?

Mimi

A análise leva em conta cinco dimensões: saúde, educação, infraestrutura, estabilidade e cultura com meio ambiente. Copenhague se destaca em todas elas — sistema de saúde universal, educação de qualidade, transporte público eficiente, segurança e qualidade ambiental. É um conjunto.

Luke

Mas a metodologia do Economist Intelligence Unit é propriedade privada. Não sabemos exatamente como cada critério é ponderado. Uma cidade pode ser excelente em educação e fraca em segurança — como isso é balanceado?

Mark

Entendi. E por que o Oriente Médio caiu tanto?

Mimi

Conflitos armados recentes. Cidades como Doha, Dubai e Abu Dhabi, que eram bem posicionadas, sofreram quedas significativas porque a instabilidade afeta tudo — economia, segurança, infraestrutura.

Luke

Mas a análise não especifica quais conflitos. Estamos falando de guerras civis, tensões regionais, ataques? A fonte é vaga nisso.

Mark

E a China? Como cidades chinesas crescem tão rápido?

Mimi

Investimento público massivo em infraestrutura, educação e saúde. Fuzhou, Wuxi, Nanjing — são cidades que receberam bilhões em desenvolvimento nos últimos anos. Antes eram periféricas, agora têm qualidade urbana comparável a centros europeus.

Luke

Crescimento rápido não significa qualidade de vida sustentável. Essas cidades têm poluição do ar, congestionamento, desigualdade. O ranking mede melhoria, não necessariamente bem-estar real.

Mark

E o Brasil? Por que fica tão atrás?

Mimi

Rio de Janeiro em 108º lugar mostra que as maiores cidades brasileiras enfrentam desafios estruturais — infraestrutura deficiente, saúde e educação com disparidades, segurança. São Paulo e Manaus ficam ainda mais atrás.

Luke

Mas não sabemos se Rio caiu ou subiu em relação a 2025. O ranking de 2026 não nos diz se o Brasil melhorou ou piorou. É um retrato estático.

  • Cidades do Oriente Médio como Mascate, Doha e Dubai despencam no ranking em 2026, diretamente atingidas pelo aumento de conflitos armados na região.
  • Damasco acumula 13 anos consecutivos na última posição, com apenas 31,6 pontos, símbolo persistente de como a guerra destrói a vida urbana em todas as suas dimensões.
  • Cidades chinesas do interior e da costa — de Fuzhou a Guangzhou — dominam a lista dos maiores avanços, colhendo os frutos de décadas de investimento público distribuído.
  • Europa e Oceania consolidam o topo: Copenhague, Viena, Melbourne e Sydney formam um bloco de excelência urbana que reflete sistemas robustos de saúde, educação e infraestrutura.
  • O Brasil aparece com o Rio de Janeiro na 108ª posição, enquanto São Paulo e Manaus ficam ainda mais atrás, presas a desafios estruturais que exigem investimento de longo prazo.

A cada ano, o Economist Intelligence Unit traça um mapa silencioso das desigualdades humanas: onde a vida urbana floresce e onde ela se contrai. Em 2026, Copenhague lidera com 98 pontos, sustentada por décadas de escolhas coletivas em saúde, educação e infraestrutura, enquanto Damasco, há mais de uma década, permanece no último lugar como testemunho dos custos humanos do conflito. Entre esses dois extremos, o ranking de 173 cidades revela não apenas geografias de bem-estar, mas a longa sombra das decisões políticas e dos investimentos — ou da ausência deles.

Copenhague lidera o ranking global de qualidade de vida de 2026 do Economist Intelligence Unit com 98 pontos, consolidando uma posição construída ao longo de décadas de investimento em saúde, educação, infraestrutura, estabilidade e meio ambiente — os cinco critérios usados para avaliar 173 cidades no mundo.

O topo do ranking revela uma geografia previsível: Europa e Oceania dominam. Viena, Zurique e Genebra representam o continente europeu entre as dez primeiras, enquanto Melbourne, Sydney e Adelaide carregam a Oceania. O Japão entra com Osaka e Tóquio, e o Canadá aparece com Vancouver. Essa concentração reflete sistemas consolidados que levaram gerações para ser construídos.

No extremo oposto, Damasco permanece como a pior cidade do ranking pelo 13º ano consecutivo, com 31,6 pontos. Ao seu redor, cidades como Trípoli, Karachi, Lagos e Kiev compõem um retrato de infraestrutura precária, saúde frágil e instabilidade política ou armada.

A grande novidade negativa de 2026 é a queda de cidades do Oriente Médio. Mascate, Doha, Abu Dhabi e Dubai estão entre as maiores perdas de pontuação, reflexo direto do aumento de conflitos armados na região, que corrói segurança e estabilidade econômica.

No sentido oposto, cidades chinesas protagonizam o maior avanço do ranking. Fuzhou, Nanjing, Chongqing e Guangzhou, entre outras, sobem significativamente após décadas de investimento público que passou a alcançar regiões antes negligenciadas.

O Brasil aparece distante do topo: o Rio de Janeiro ocupa a 108ª posição, com São Paulo e Manaus ainda mais abaixo. Enquanto cidades europeias consolidam excelência e as chinesas avançam rapidamente, as metrópoles brasileiras permanecem diante de desafios estruturais que demandam investimento consistente e de longo prazo.

Copenhague mantém sua posição no topo da lista de melhores cidades para se viver em 2026, segundo análise do Economist Intelligence Unit, o braço de pesquisa do grupo The Economist. A cidade dinamarquesa conquistou 98 pontos, consolidando uma liderança que reflete décadas de investimento em saúde, educação, infraestrutura, estabilidade e meio ambiente — os cinco critérios que orientaram a avaliação de 173 cidades ao redor do mundo.

O mapa das melhores cidades revela uma geografia clara: o Hemisfério Norte domina amplamente. Europa lidera com quatro cidades entre as dez primeiras — Copenhague, Viena (97,1 pontos), Zurique (96,4 pontos) e Genebra (96,1 pontos). A Oceania segue com três cidades australianas: Melbourne (97 pontos), Sydney (96,6 pontos) e Adelaide (95,9 pontos). A Ásia contribui com duas cidades japonesas, Osaka (96 pontos) e Tóquio (95,7 pontos). A América do Norte aparece uma única vez, com Vancouver, no Canadá, marcando 95,8 pontos. Essa concentração não é acidental — reflete sistemas de saúde robustos, educação de qualidade e infraestrutura consolidada nessas regiões.

O lado oposto do ranking conta uma história de instabilidade e conflito. Damasco, na Síria, permanece como a pior cidade para se viver desde 2013, com apenas 31,6 pontos. A lista das dez piores inclui Trípoli (Líbia, 40,6 pontos), Daca (Bangladesh, 41,7 pontos), Karachi (Paquistão, 42,7 pontos), Argel (Argélia, 42,8 pontos), Lagos (Nigéria, 43,5 pontos), Porto Moresby (Papua Nova-Guiné, 44,1 pontos), Kiev (Ucrânia, 44,5 pontos), Harare (Zimbábue, 44,7 pontos) e Teerã (Irã, 45,3 pontos). Essas cidades enfrentam desafios estruturais: infraestrutura deficiente, sistemas de saúde frágeis e, em muitos casos, instabilidade política ou conflito armado.

O que mais chama atenção no ranking de 2026 é a queda abrupta de cidades do Oriente Médio. Mascate (Omã), Cidade do Kuwait (Kuwait), Amã (Jordânia), Manama (Bahrein) e Doha (Catar) aparecem entre as maiores perdas de pontuação, assim como Abu Dhabi e Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. A análise do Economist Intelligence Unit atribui essas quedas ao recente aumento de conflitos armados na região — um fator que impacta diretamente a segurança, a estabilidade econômica e a qualidade de vida urbana.

Em contraste, cidades chinesas experimentam um crescimento notável. A seção de maiores aumentos no ranking é dominada por cidades do interior e costa chinesa: Fuzhou, Wuxi, Nanjing, Zhuhai, Qingdao, Shenyang, Dalian, Xian, Chongqing e Guangzhou. O Economist Intelligence Unit explica que esse avanço resulta de décadas de investimento público em infraestrutura, educação e saúde. A China, que historicamente concentrava desenvolvimento em poucos centros urbanos, agora distribui recursos por uma rede mais ampla de cidades, elevando a qualidade de vida em regiões que antes ficavam para trás.

O Brasil aparece no ranking, mas distante do topo. Rio de Janeiro surge como a primeira cidade brasileira, ocupando a 108ª posição. São Paulo, a maior metrópole do país, fica alguns lugares atrás, junto com Manaus, ambas fora das cem primeiras cidades. A posição brasileira reflete desafios conhecidos: infraestrutura urbana fragmentada, sistemas de saúde e educação com disparidades regionais, e questões de segurança que afetam a qualidade de vida em grandes centros. Enquanto cidades europeias consolidam excelência e cidades chinesas avançam rapidamente, as metrópoles brasileiras permanecem presas a problemas estruturais que demandam investimento de longo prazo para melhorar sua posição no cenário global.

A maioria das melhores cidades se concentram no Hemisfério Norte, com quatro na Europa, três na Oceania, duas na Ásia e apenas uma na América do Norte
— Economist Intelligence Unit
As maiores quedas no ranking, em sua maioria, são cidades no Oriente Médio, devido ao recente aumento de conflitos armados na região
— Economist Intelligence Unit
Want the full story? Read the original at Veja ↗
Contact Us FAQ