Pedalou para bagunçar a defesa e fuzilou em direção à rede
No MetLife Stadium, em Nova Jersey, a França cumpriu seu papel de favorita com uma vitória tranquila sobre a Suécia, avançando às oitavas de final da Copa do Mundo. Mais do que o placar de 3 a 0, o jogo foi marcado pela trajetória individual de Kylian Mbappé, que se aproxima dos maiores artilheiros da história do torneio — um lembrete de que os Mundiais são também palco onde gerações se medem através do tempo.
- A Suécia apostou em bloqueio defensivo e contra-ataques, mas a paciência francesa foi mais forte do que qualquer resistência organizada.
- Mbappé desperdiçou chances, viu gol anulado e acertou a trave antes de finalmente abrir o placar no último minuto do primeiro tempo.
- A comemoração do gol revelou um momento humano: o abraço entre Mbappé e Deschamps, que perdeu a mãe durante o torneio.
- No segundo tempo, Barcola e Mbappé ampliaram rapidamente, transformando o que era tensão em domínio absoluto.
- Com 18 gols em Mundiais e 13 marcados pela equipe nesta Copa, a França chega às oitavas como a seleção mais letal do torneio, de olho em Messi e no Paraguai.
A França entrou em campo terça-feira à noite no MetLife Stadium e fez o que se esperava: dominou a Suécia e avançou às oitavas com vitória de 3 a 0. O jogo começou cauteloso, com os suecos apostando em bloqueio defensivo enquanto os franceses construíam pressão de forma gradual. Mbappé teve três chances claras no primeiro tempo — um gol anulado por impedimento, uma bola na trave e uma defesa do goleiro Zetterström. Olise também acertou o poste em tentativa de voleio espetacular.
O placar foi aberto aos 45 minutos em jogada coletiva: Dembélé, Olise e Mbappé trocaram passes até o atacante finalizar com precisão. Ao comemorar, abraçou Deschamps — um gesto carregado de significado, já que o técnico perdeu a mãe no dia 23, em plena Copa. No segundo tempo, a França não deu espaço para reação: Barcola ampliou aos sete minutos e Mbappé fechou o placar ao receber passe de Olise, marcando seu segundo gol da noite.
Com a atuação, Mbappé chegou ao sexto gol nesta edição e ao 18º em Mundiais, ultrapassando Klose e ficando a apenas um de Messi, líder histórico com 19 tentos. A França é agora a seleção que mais marcou na Copa, com 13 gols. O próximo desafio é o Paraguai — que eliminou a Alemanha nos pênaltis — no sábado, em Filadélfia.
A França entrou em campo terça-feira à noite no MetLife Stadium, em Nova Jersey, e fez exatamente o que se esperava dela: dominou a Suécia de forma consistente e avançou às oitavas de final com uma vitória de 3 a 0. O resultado foi construído pelo quarteto ofensivo que vem sustentando a campanha francesa — Mbappé, Dembélé, Olise e Barcola — cada um contribuindo para um ataque que funcionou com precisão quando importava.
O jogo começou tímido. A Suécia se posicionou atrás da linha da bola, apostando em recuperações rápidas e contra-ataques. A França, por sua vez, foi paciente, ocupando a área adversária e criando perigo de forma gradual. Mbappé teve três chances claras no primeiro tempo. Na primeira, abriu o placar após passe de Olise, mas o gol foi anulado por impedimento. Depois recebeu cruzamento de Koundé e acertou a trave. Olise também acertou a trave em uma tentativa de voleio que teria sido um dos gols mais bonitos do torneio. O goleiro sueco Zetterström fez duas grandes defesas, uma com a perna esquerda após chute de Rabiot e outra espalmando para a linha a finalização rasteira de Olise.
O primeiro gol saiu aos 45 minutos. Dembélé passou para Olise, que devolveu para Mbappé. O atacante pedalou para desorganizar a defesa sueca e finalizou com precisão. Ao comemorar, abraçou o técnico Didier Deschamps, que perdeu a mãe no dia 23, durante o Mundial. A Suécia respondeu com uma tentativa de cruzamento de Elanga que foi interceptada, mas não conseguiu criar perigo real.
No segundo tempo, a França ampliou rapidamente. Aos sete minutos, Olise tocou para Barcola finalizar de frente para o gol. O placar chegou a 3 a 0 quando Mbappé retribuiu uma chance que havia oferecido a Olise, passando para o capitão fazer seu segundo gol da noite. Com essa atuação, Mbappé chegou ao sexto gol nesta Copa e ao 18º no acumulado em Mundiais, ultrapassando Miroslav Klose, que tinha 16, e permanecendo na perseguição a Lionel Messi, que lidera com 19 gols — seis deles na campanha atual da Argentina.
A vitória consolida a posição da França como a seleção que mais marcou nesta Copa, com 13 gols no total. Alemanha e Holanda, já eliminadas, tinham 11 cada uma. Deschamps substituiu Mbappé aos 39 minutos do segundo tempo por Cherki e fez uma reverência ao seu atacante quando ele deixou o campo. A próxima missão é o Paraguai, que eliminou a Alemanha nos pênaltis na segunda-feira. O confronto das oitavas acontece sábado às 18 horas em Filadélfia.
Notable Quotes
Mbappé comemorou abraçando Deschamps, que perdeu a mãe no último dia 23, durante o Mundial— Relato do momento após o primeiro gol francês
The Hearth Conversation Another angle on the story
Por que a Suécia escolheu se posicionar tão atrás da linha da bola? Parecia uma estratégia de derrota desde o começo.
Era uma aposta calculada. A Suécia sabia que não tinha o mesmo poder ofensivo da França, então tentou compactar a defesa e explorar contra-ataques. O problema é que a França tem paciência e qualidade técnica para desmontar esse tipo de bloqueio.
Mbappé acertou a trave duas vezes antes de marcar. Quanto disso foi sorte e quanto foi inevitabilidade?
Não era sorte. Ele estava no lugar certo, fazendo as movimentações certas. A trave foi um detalhe. Quando você cria três chances claras em um tempo, uma delas entra. A questão é que ele criou essas chances porque o ataque francês estava funcionando como uma máquina.
O abraço em Deschamps após o gol — isso mudou o tom do jogo de alguma forma?
Humanizou o momento. Deschamps tinha perdido a mãe dias antes, durante o torneio. Aquele gol, naquele contexto, era mais que um gol. Era um alívio compartilhado.
Mbappé agora está a apenas um gol de Messi na artilharia histórica. Isso muda a pressão sobre ele?
Muda tudo. Ele sabe que está perto de um recorde que poucos alcançam. Mas a França ainda tem oitavas, quartas, potencialmente semifinal e final. Há tempo para ele chegar lá.