Em agosto de 2026, a COP17 da UNCCD reuniu nações em Ulaanbaatar para enfrentar uma das crises mais silenciosas do nosso tempo: a desertificação e a seca que consomem terras e vidas ao redor do planeta. Para o Brasil, esse debate não é abstrato — o Nordeste semiárido carrega séculos de vulnerabilidade climática e social, e as projeções científicas apontam para uma transformação irreversível da Caatinga caso o aquecimento global siga seu curso mais severo. A humanidade aprende, lentamente, que resistir à seca não é o mesmo que esperar por ela.
COP17 coloca seca e desertificação do Nordeste no centro da agenda internacional
A Grande Seca de 1877-1879 causou morte de entre 400 e 500 mil pessoas no Nordeste brasileiro, além de perda de rebanhos e despovoamento do sertão.