O Conselho Nacional de Trânsito deu um passo silencioso, mas de grande alcance: com a Resolução nº 1.027, o Brasil passa a reconhecer formalmente que a posse de um bem tão cotidiano quanto o automóvel pode mudar de mãos inteiramente no espaço digital. O que antes exigia deslocamentos, cartórios e sistemas fragmentados agora encontra, ao menos em lei, um caminho unificado — integrando o Renavam ao aplicativo que milhões de motoristas já carregam no bolso. É a burocracia sendo convidada a habitar o século em que vivemos.