O cérebro humano completa seu desenvolvimento por volta dos 25 anos, e é justamente nessa janela silenciosa que o álcool inscreve suas marcas mais permanentes. Pesquisadores da Unifesp demonstraram, em estudo com camundongos, que episódios de consumo excessivo durante a adolescência alteram de forma duradoura a tomada de decisões e a avaliação de riscos — efeitos que persistem na vida adulta. No Brasil, onde mais da metade dos adolescentes entre 13 e 17 anos já experimentou álcool, a ciência convida a sociedade a olhar não apenas para o acesso à bebida, mas para o que acontece, silenciosamente