Após mais de três décadas sem alterações significativas, o Flamengo reescreveu ontem as regras que governam sua própria casa. Com 643 votos a favor, o Conselho Deliberativo aprovou uma reforma estatutária que separa futebol de negócios, cria novos órgãos de supervisão e projeta o clube para um horizonte financeiro mais longo — tudo isso sem abandonar a forma jurídica de associação civil que o define desde suas origens. É o momento em que uma instituição centenária tenta reconciliar sua tradição com as exigências de um esporte cada vez mais corporativo.