Conor Kennedy, herdeiro de um dos sobrenomes mais carregados da história americana, emerge agora não pelas sombras da fama familiar nem pelo brilho efêmero de romances noticiados, mas por uma escolha silenciosa feita em 2022: cruzar o Atlântico e pegar em armas ao lado de ucranianos contra a invasão russa. A Justiça russa respondeu com uma ordem de prisão à revelia, transformando um gesto de convicção pessoal em um nó geopolítico que conecta a herança Kennedy, um casamento transatlântico e as linhas de frente de uma guerra ainda em curso.
Conor Kennedy: sobrinho-neto de JFK, marido de Giulia Be e envolvido em disputa sobre Ucrânia
Sem experiência militar, decidiu que precisava estar lá
Por que alguém da família Kennedy, com acesso a praticamente qualquer carreira, escolheria se juntar a uma legião de combatentes estrangeiros em uma guerra?
Conor disse que foi a situação humanitária que o moveu. Não havia cálculo político óbvio — ele era jovem, estava em pós-graduação, e decidiu que precisava estar lá.
A prisão à revelia russa é apenas um gesto simbólico, ou representa risco real para ele?
É difícil dizer. Ele está nos Estados Unidos, protegido pela cidadania americana. Mas simbolicamente, coloca seu nome em listas internacionais, complica viagens, e torna-o alvo de pressão diplomática.
Como a família Kennedy reagiu a tudo isso — o casamento com uma cantora brasileira, a Ucrânia, agora a acusação russa?
Não há registro público de reação. Conor mantém vida discreta apesar do sobrenome. Seu pai está em cargo de governo, o que torna tudo mais sensível politicamente.
O romance com Taylor Swift ainda define como as pessoas o veem?
Para muita gente, sim. É a coisa mais reconhecível sobre ele. Mas é apenas um episódio de 2012 — ele era praticamente um adolescente. A vida dele seguiu em direções bem diferentes.
Qual é o fio condutor em tudo isso — a família, a Ucrânia, Giulia Be?
Talvez seja alguém tentando viver de forma autêntica fora da sombra de um nome muito grande. Nem sempre consegue.
El Pulso
- A Rússia autorizou a prisão de Conor Kennedy à revelia, acusando-o de combater ao lado das forças ucranianas na Legião Internacional em 2022.
- Sem qualquer treinamento militar formal, Kennedy partiu para a região de Kharkiv movido, segundo ele próprio, pela dimensão humanitária do conflito — uma decisão que agora tem peso jurídico internacional.
- O sobrenome Kennedy amplifica o caso: filho do atual secretário de Saúde dos EUA e sobrinho-neto de JFK, Conor carrega uma herança política que torna qualquer acusação estrangeira contra ele diplomaticamente sensível.
- Após retornar aos Estados Unidos em outubro de 2022, Kennedy construiu uma vida discreta — casou-se em março de 2026 com a cantora brasileira Giulia Be —, mas a ordem russa ressurge agora para interromper esse silêncio.
- O caso posiciona Kennedy no centro de uma disputa judicial internacional sem precedentes claros, expondo a vulnerabilidade legal de combatentes estrangeiros voluntários mesmo após seu retorno ao país de origem.
Conor Kennedy, herdeiro de um dos sobrenomes mais carregados da história americana, emerge agora não pelas sombras da fama familiar nem pelo brilho efêmero de romances noticiados, mas por uma escolha silenciosa feita em 2022: cruzar o Atlântico e pegar em armas ao lado de ucranianos contra a invasão russa. A Justiça russa respondeu com uma ordem de prisão à revelia, transformando um gesto de convicção pessoal em um nó geopolítico que conecta a herança Kennedy, um casamento transatlântico e as linhas de frente de uma guerra ainda em curso.
Conor Kennedy, 31 anos, voltou às manchetes internacionais quando a Justiça russa autorizou sua prisão à revelia por suposta participação no conflito ucraniano. O americano carrega um dos sobrenomes mais pesados da política dos Estados Unidos — é sobrinho-neto de John F. Kennedy e filho de Robert F. Kennedy Jr., atual secretário de Saúde do país — mas construiu uma existência deliberadamente reservada, dedicada a estudos em história, literatura e meio ambiente.
Sua vida pessoal também atraiu atenção ao longo dos anos. Em 2012, aos 17 anos, namorou Taylor Swift por alguns meses, relacionamento que alimentou especulações sobre a origem da música Begin Again, nunca confirmadas pela cantora. Anos depois, em 2021, conheceu pela internet a cantora brasileira Giulia Be, enquanto ela filmava no Brasil e ele cursava pós-graduação nos EUA. Após cinco meses de contato à distância, o namoro começou em 2022, evoluiu para noivado em agosto de 2025 e culminou em casamento em Los Angeles, em março de 2026, numa cerimônia íntima com apenas familiares. O casal ainda planeja uma celebração religiosa no Rio de Janeiro.
Foi também em 2022 que Kennedy tomou a decisão que agora o coloca no centro de uma disputa geopolítica: viajou à Ucrânia e integrou a Legião Internacional, unidade de combatentes estrangeiros que lutava contra a invasão russa. Sem experiência militar, atuou na região de Kharkiv e retornou aos Estados Unidos em outubro daquele ano. A ordem de prisão russa transforma essa escolha pessoal em um nó jurídico internacional de difícil resolução.
Conor Kennedy, um americano de 31 anos, reapareceu nas manchetes internacionais quando a Justiça russa autorizou sua prisão à revelia, acusando-o de participação no conflito ucraniano. Mas sua trajetória já era conhecida bem antes dessa disputa judicial ganhar repercussão — ele carrega um dos sobrenomes mais reconhecidos da política americana e uma vida pessoal que atraiu atenção da mídia global.
Kennedy é sobrinho-neto do ex-presidente John F. Kennedy e neto de Robert F. Kennedy, que serviu como procurador-geral dos Estados Unidos. Seu pai, Robert F. Kennedy Jr., atualmente ocupa o cargo de secretário de Saúde e Serviços Humanos do país. Apesar dessa herança política de peso, Conor construiu uma existência relativamente reservada, dedicando-se a estudos nas áreas de história, literatura, energia e meio ambiente, além de trabalhar em projetos ligados à preservação ambiental.
Antes de seu casamento com a cantora brasileira Giulia Be, Kennedy protagonizou um romance que reverberou entre fãs de música pop em todo o mundo. Em 2012, aos 17 anos, ele namorou Taylor Swift por alguns meses. O relacionamento breve gerou especulação entre admiradores da cantora, com muitos apontando a música Begin Again como possível inspiração para a história, embora Swift nunca tenha confirmado oficialmente essa conexão. Seu nome também apareceu em registros policiais ao longo dos anos — foi detido durante um protesto em 2013 e levado à delegacia novamente em 2016 após uma briga em um bar, quando teria intervindo para defender um amigo.
A história com Giulia Be começou de forma inusitada. Os dois se conheceram pela internet em 2021, quando ela estava no Brasil trabalhando em um filme e ele cursava pós-graduação nos Estados Unidos. Mantiveram contato à distância por aproximadamente cinco meses antes de se encontrarem pessoalmente. O namoro começou em 2022 e progrediu para noivado em agosto de 2025, quando Kennedy fez o pedido enquanto os dois se preparavam para morar juntos. Em 23 de março de 2026, a cerimônia de casamento aconteceu em Los Angeles, em evento reservado com apenas familiares presentes. O casal ainda planeja uma celebração religiosa no Rio de Janeiro com amigos e parentes.
O aspecto que agora coloca Kennedy no centro de uma disputa internacional envolve sua passagem pela Ucrânia. Em 2022, ele revelou ter viajado para o país e se integrado à Legião Internacional, unidade de combatentes estrangeiros que lutava ao lado das forças ucranianas contra a invasão russa. Sem experiência militar anterior, Kennedy afirmou ter sido movido pela situação humanitária do país. Atuou na região de Kharkiv e retornou aos Estados Unidos em outubro daquele ano. Agora, com a autorização russa para sua prisão, essa decisão de participar do conflito o coloca em uma posição delicada no cenário geopolítico internacional.
Citas Notables
Conor revelou ter viajado para a Ucrânia e se juntado à Legião Internacional que combatia ao lado das forças ucranianas, afirmando que foi movido pela situação humanitária do país apesar de não possuir experiência militar anterior.— Conor Kennedy