Conor Kennedy, marido de Giulia Be, é condenado à prisão na Rússia por mercenarismo

Conor Kennedy enfrenta condenação à prisão de sete a dez anos na Rússia, com potencial impacto em sua vida pessoal e familiar.
Gostei de ser soldado, mais do que esperava
Kennedy descreveu sua experiência na Ucrânia como transformadora, apesar de assustadora.
Mark

Por que um tribunal russo condenaria alguém que não estava presente no julgamento?

Mimi

É uma condenação à revelia, permitida quando a Justiça determina detenção sem a pessoa estar presente ou ter sido localizada. No caso dele, a Rússia o acusa formalmente, mas ele está nos EUA. A condenação funciona como mandado internacional.

Mark

Ele realmente era mercenário, ou apenas voluntário?

Mimi

Essa é a questão central. Kennedy diz que foi voluntário na Legião Internacional, que é uma força oficial ao lado da Ucrânia. A Rússia classifica isso como mercenarismo. Tecnicamente, mercenário significa receber pagamento por combate. Ele nunca disse ter recebido dinheiro.

Mark

Por que ele publicou tudo nas redes sociais?

Mimi

Ele antecipou que seria descoberto e quis contar sua versão primeiro. Também disse que queria inspirar outras pessoas a agir. Era uma decisão consciente de ser transparente, não de se esconder.

Mark

Qual é o risco real para ele agora?

Mimi

Está na lista internacional de procurados. Se viajar para certos países ou se a Rússia conseguir extraditá-lo, enfrenta sete a dez anos de prisão. Mas ele está nos EUA, onde não há tratado de extradição com a Rússia para crimes políticos.

Mark

Isso afeta sua vida com Giulia Be?

Mimi

Tecnicamente, ele não pode viajar livremente para muitos países. Casaram em março, mas agora ele vive sob essa condenação. É uma sombra sobre a vida pessoal dele.

  • Um tribunal russo condenou à revelia um cidadão americano de família politicamente proeminente, elevando o caso a um patamar de tensão diplomática raramente visto entre EUA e Rússia.
  • Kennedy admitiu publicamente ter lutado na Legião Internacional da Ucrânia em 2022, mas nega ser mercenário — afirma ter atuado como voluntário, sem compensação financeira.
  • A defesa recorreu da sentença, mas a instância superior manteve a condenação após sessão fechada, tornando a decisão juridicamente definitiva no âmbito russo.
  • Incluído na lista internacional de procurados, Kennedy enfrenta restrições práticas de mobilidade global, com potencial impacto em sua vida profissional, pessoal e familiar.
  • O caso reacende o debate sobre o estatuto legal de combatentes estrangeiros voluntários e as consequências para americanos que escolheram lutar ao lado da Ucrânia.

Em Moscou, um tribunal condenou à revelia Conor Kennedy — sobrinho-neto de JFK, filho de um secretário do governo Trump e marido da cantora brasileira Giulia Be — a até dez anos de prisão por mercenarismo na Ucrânia. A sentença, proferida sem a presença do acusado, inscreve seu nome em uma lista internacional de procurados e transforma uma escolha pessoal declarada publicamente em instrumento de disputa geopolítica. O caso ilumina a zona cinzenta entre voluntariado e mercenarismo que a guerra na Ucrânia continua a expor, e lança uma sombra sobre as já frágeis relações diplomáticas entre Washington e Moscou.

Um tribunal do distrito de Basmanny, em Moscou, condenou à revelia Conor Kennedy, de 31 anos, a até dez anos de prisão sob acusação de mercenarismo nas fileiras das Forças Armadas da Ucrânia. A decisão foi fundamentada no artigo 353 do Código Penal russo, que criminaliza a participação em conflitos armados mediante compensação financeira ou benefício pessoal. Kennedy foi incluído na lista internacional de procurados, mesmo sem ter comparecido ao processo. A defesa recorreu, mas a sentença foi mantida após análise em sessão fechada.

O condenado carrega um sobrenome de peso: é sobrinho-neto do ex-presidente John F. Kennedy e filho de Robert F. Kennedy Jr., atual secretário de Saúde dos Estados Unidos. Em março de 2026, casou-se com a cantora brasileira Giulia Be em cerimônia realizada em Los Angeles — um detalhe que amplificou a repercussão do caso no Brasil.

A participação de Kennedy no conflito ucraniano não era segredo. Em outubro de 2022, ao retornar da Ucrânia, ele próprio publicou nas redes sociais que havia integrado a Legião Internacional, força composta por voluntários estrangeiros. Relatou ter combatido na região de Kharkiv sob identidade não divulgada, sem experiência militar prévia, mas disposto a aprender e a enfrentar os riscos. Disse ter preferido contar sua versão antes que a história viesse à tona por outros meios, e descreveu a experiência como transformadora — assustadora, mas reveladora de uma faceta de si mesmo que não esperava encontrar.

Além do conflito, a trajetória de Kennedy inclui passagens pela mídia internacional: um namoro com Taylor Swift em 2012, detenções em protestos e em uma briga de bar em que, segundo relatos, defendia um amigo de ataques homofóbicos. Formado em história e direito, atua como advogado com foco em causas ambientais. A condenação russa, agora, projeta sobre sua vida uma sombra jurídica que transcende fronteiras e aprofunda as tensões entre Moscou e Washington em torno do envolvimento de cidadãos americanos na guerra.

Um tribunal em Moscou condenou à revelia Conor Kennedy, de 31 anos, a até dez anos de prisão por acusações de mercenarismo ao lado das Forças Armadas da Ucrânia. A decisão, proferida pelo Tribunal Distrital de Basmanny, resultou na inclusão do americano na lista internacional de procurados, mesmo sem sua presença nos procedimentos judiciais.

Kennedy é sobrinho-neto do ex-presidente John F. Kennedy e filho de Robert F. Kennedy Jr., atual secretário de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos. Também é marido da cantora brasileira Giulia Be, com quem se casou em março de 2026 em uma cerimônia em Los Angeles. A defesa apresentou recurso contra a condenação, mas a instância responsável manteve a decisão de primeira instância, considerando-a legal após análise em sessão fechada.

O fundamento legal da acusação repousa na parte 3 do artigo 353 do Código Penal da Federação Russa, que criminaliza a participação de mercenários em conflitos armados. A legislação russa estabelece pena de sete a dez anos para esse tipo de crime. Mercenarismo, na definição técnica, refere-se à participação em conflito armado mediante compensação financeira ou benefício pessoal, sem integração formal nas Forças Armadas regulares de um país.

Antes da condenação, Kennedy havia divulgado publicamente sua participação no conflito ucraniano. Em outubro de 2022, após retornar da Ucrânia, ele postou nas redes sociais explicando que havia integrado a Legião Internacional, força composta por voluntários estrangeiros que atuam ao lado das Forças Armadas da Ucrânia. Segundo seu relato, participou de combates na região de Kharkiv utilizando uma identidade não divulgada. Kennedy afirmou ter antecipado que a história viria à tona e preferiu contar sua versão primeiro.

Em seu depoimento público, Kennedy descreveu ter informado sua localização a uma pessoa e seu nome verdadeiro a outra, buscando evitar preocupação de familiares e amigos, além de não receber tratamento diferenciado por sua identidade. Relatou não possuir experiência militar anterior e não ser um bom atirador, mas ter capacidade de carregar peso e aprender rapidamente. Afirmou estar disposto a morrer no conflito e ter sido enviado para a frente nordeste.

Embora tenha permanecido pouco tempo na Ucrânia, Kennedy descreveu a experiência como transformadora. Disse ter se surpreendido ao descobrir que gostava mais de ser soldado do que esperava, apesar de considerar o período assustador. Expressou gratidão aos companheiros de combate e afirmou que assumiria novamente os riscos corridos, reconhecendo ter tido sorte em retornar vivo.

A trajetória pessoal de Kennedy inclui episódios que geraram cobertura da mídia internacional. Em 2012, namorou a cantora Taylor Swift, relacionamento que fãs apontam como possível inspiração para a música "Begin Again". Também foi detido em 2013 durante protesto por desobediência civil e novamente em 2016 após briga em bar, quando, segundo a BBC, intervinha para defender amigo alvo de ataques homofóbicos.

Formado em história, literatura, energia e meio ambiente, Kennedy trabalha como advogado e se envolve com pautas ambientais. Conheceu Giulia Be pela internet em 2021, quando ela gravava filme no Brasil e ele cursava pós-graduação nos Estados Unidos. O noivado foi oficializado em agosto de 2025, no primeiro dia em que passaram a morar juntos. A condenação russa coloca em evidência as tensões diplomáticas entre Estados Unidos e Rússia quanto ao envolvimento de cidadãos americanos no conflito ucraniano.

Sei que esta história vai vir à tona, então quero dar minha versão primeiro, para tirar o melhor proveito disso e incentivar outras pessoas a agir.
— Conor Kennedy, em postagem de outubro de 2022
Meu tempo na Ucrânia não foi longo, mas vi muita coisa e senti muita coisa. Gostei de ser soldado, mais do que esperava.
— Conor Kennedy, descrevendo sua experiência no conflito
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