Em outubro, mês que convida à reflexão sobre a saúde feminina, João Pessoa reuniu especialistas de todo o país para debater não apenas o diagnóstico, mas a prevenção como ato de cuidado coletivo. O III Congresso Internacional de Saúde da Mulher colocou em evidência a vacina contra o HPV — oferecida gratuitamente pelo SUS — como uma das ferramentas mais poderosas contra o câncer do colo do útero, lembrando que proteger é também um gesto que se faz antes que a doença encontre caminho. A ciência e a política pública se encontraram para reafirmar que o cuidado começa cedo, e que nenhuma estratégia
Congresso Internacional debate vacinação contra HPV e prevenção do câncer do colo do útero
O cuidado começa muito antes de qualquer doença aparecer
Por que um congresso internacional sobre saúde da mulher em outubro? Parece uma data muito específica.
Outubro é o mês do Outubro Rosa, quando a atenção se volta para prevenção e diagnóstico precoce de cânceres femininos. O congresso aproveitou esse momento para ampliar o debate além do câncer de mama, abordando saúde feminina em todas as fases da vida.
Mas o congresso foi só sobre câncer, ou cobriu outras questões de saúde da mulher também?
Cobriu mais do que isso. Houve palestras e discussões sobre desafios da prática clínica, novas estratégias de prevenção e tratamento, e assistência humanizada baseada em evidências científicas.
E por que a vacinação contra HPV ganhou tanto destaque?
Porque o HPV está associado ao câncer do colo do útero e outros cânceres. A vacinação, combinada com rastreamento regular, é uma estratégia comprovada de saúde pública para reduzir essas doenças.
A vacina funciona sozinha?
Não. Fernando Virgolino deixou claro que a vacinação não substitui o rastreamento do câncer do colo do útero e o acompanhamento ginecológico regular. É uma peça de um quebra-cabeça maior.
Quem pode receber a vacina no SUS?
Meninas e meninos de 9 a 14 anos recebem em dose única. Mas há expansão para grupos específicos: pessoas com HIV, transplantados, pacientes com câncer até 45 anos, e mulheres com certas lesões cervicais.
Esses grupos específicos — são muitos ou poucos? O texto não deixa claro quantas pessoas isso representa.
É verdade. O texto lista as categorias, mas não quantifica. Sabemos que existem, mas não sabemos a escala.
E onde as pessoas podem se vacinar em João Pessoa?
Em vários lugares: unidades de saúde da família, policlínicas municipais, um centro de imunização, e também em shoppings e comércios com horários estendidos para facilitar o acesso.
Isso é importante — não é só em postos de saúde tradicionais. Mas o texto não diz se essa estratégia de múltiplos pontos aumentou a cobertura vacinal ou se é apenas uma tentativa.
Exato. Sabemos que os pontos existem e os horários, mas não temos dados sobre efetividade.
Der Puls
- O câncer do colo do útero continua sendo um desafio silencioso para a saúde pública brasileira, avançando muitas vezes sem sintomas até estágios mais graves.
- O congresso ampliou o olhar do Outubro Rosa para além do câncer de mama, reconhecendo que a saúde feminina exige atenção em múltiplas frentes ao longo de toda a vida.
- A vacinação contra HPV é gratuita no SUS para meninas e meninos de 9 a 14 anos em dose única, com cobertura estendida a grupos vulneráveis de até 45 anos — mas ainda depende da adesão das famílias.
- Profissionais da Prefeitura de João Pessoa reforçaram que a vacina não dispensa o rastreamento regular nem o acompanhamento ginecológico, exigindo uma abordagem integrada.
- A cidade disponibiliza pontos de vacinação em unidades de saúde, policlínicas, shoppings e até na orla marítima, com horários estendidos para facilitar o acesso da população.
Em outubro, mês que convida à reflexão sobre a saúde feminina, João Pessoa reuniu especialistas de todo o país para debater não apenas o diagnóstico, mas a prevenção como ato de cuidado coletivo. O III Congresso Internacional de Saúde da Mulher colocou em evidência a vacina contra o HPV — oferecida gratuitamente pelo SUS — como uma das ferramentas mais poderosas contra o câncer do colo do útero, lembrando que proteger é também um gesto que se faz antes que a doença encontre caminho. A ciência e a política pública se encontraram para reafirmar que o cuidado começa cedo, e que nenhuma estratégia isolada substitui o conjunto.
Em outubro, João Pessoa sediou o III Congresso Internacional de Saúde da Mulher, reunindo ginecologistas, obstetras, enfermeiros e profissionais das redes pública e privada no Centro de Convenções da capital paraibana. Organizado pela Sociedade de Ginecologia e Obstetrícia da Paraíba, o evento foi além da pauta tradicional do Outubro Rosa para discutir prevenção, diagnóstico precoce e cuidados que acompanham as mulheres da adolescência à longevidade.
Um dos temas centrais foi a vacinação contra o HPV, vírus associado ao câncer do colo do útero e a outras lesões graves. Fernando Virgolino, enfermeiro e coordenador da Seção de Imunização da Prefeitura de João Pessoa, destacou o papel da vacina como estratégia comprovada de proteção. Pelo SUS, ela é oferecida gratuitamente para meninas e meninos de 9 a 14 anos em dose única, com cobertura ampliada para grupos específicos — como pessoas vivendo com HIV, transplantados e pacientes com câncer — até os 45 anos.
Virgolino sublinhou que o cuidado começa antes do aparecimento da doença: educação em saúde, autoconhecimento e vacinação na adolescência são pilares fundamentais, especialmente porque muitas doenças evoluem em silêncio. Ao mesmo tempo, deixou claro que a imunização não substitui o rastreamento regular nem o acompanhamento ginecológico — a proteção eficaz exige o conjunto.
Para facilitar o acesso, João Pessoa mantém pontos de vacinação em Unidades de Saúde da Família, policlínicas municipais, shoppings e um quiosque na Orla da Avenida Cabo Branco, com horários que vão até as 21h em alguns locais. Para se vacinar, basta apresentar documento com foto, CPF ou Cartão SUS e a caderneta de vacinação.
Em outubro, quando a atenção se volta para a saúde feminina, João Pessoa sediou o terceiro encontro internacional dedicado ao tema. Profissionais de ginecologia e obstetrícia se reuniram no Centro de Convenções da capital paraibana na terça-feira 13, convocados pela Sociedade de Ginecologia e Obstetrícia da Paraíba para debater prevenção, diagnóstico precoce e estratégias de cuidado que atravessam todas as fases da vida das mulheres, da adolescência à longevidade.
O congresso ampliou o escopo tradicional do Outubro Rosa — mês dedicado à conscientização sobre câncer de mama — para abarcar um espectro mais amplo de desafios à saúde feminina. Palestras, mesas-redondas e discussões científicas trouxeram à tona tanto os dilemas da prática clínica cotidiana quanto os avanços mais recentes em prevenção, diagnóstico e tratamento. Médicos, enfermeiros e outros profissionais das redes pública e privada participaram das atividades, compartilhando conhecimentos e experiências.
Entre os temas centrais estava a vacinação contra o Papilomavírus Humano, o HPV. Fernando Virgolino, enfermeiro e coordenador da Seção de Imunização da Prefeitura de João Pessoa, participou das discussões ressaltando o papel crucial da vacina como ferramenta de proteção. O vírus está associado ao desenvolvimento de diversos tipos de câncer, com destaque para o câncer do colo do útero, além de outras lesões relacionadas. A infecção pelo HPV permanece um desafio significativo para a saúde pública brasileira, e a vacinação, quando combinada com rastreamento e acompanhamento adequado, representa uma estratégia comprovada de redução de incidência.
No sistema público de saúde, a vacina contra HPV integra o Calendário Nacional de Vacinação e é oferecida gratuitamente para meninas e meninos de 9 a 14 anos em esquema de dose única. A estratégia busca proteger antes da exposição ao vírus, reduzindo infecções persistentes e doenças associadas. O Programa Nacional de Imunizações também contempla grupos com condições específicas: pessoas vivendo com HIV, transplantados de órgãos sólidos ou de medula óssea, pacientes com câncer na faixa de 9 a 45 anos, pessoas em uso de profilaxia pré-exposição ao HIV entre 15 e 45 anos, além de mulheres com lesões cervicais de alto grau ou adenocarcinoma in situ, conforme critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde.
Virgolino enfatizou que o cuidado com a saúde feminina começa muito antes do aparecimento de qualquer doença. Educação em saúde, orientação sobre o próprio corpo e estímulo ao autocuidado desde a adolescência são fundamentais, já que muitas doenças evoluem silenciosamente. A vacinação é mais eficaz quando realizada antes da exposição ao vírus, reforçando a necessidade de sensibilizar famílias e responsáveis sobre a importância de manter a vacinação de crianças e adolescentes em dia.
Mas a vacina não é solução única. Virgolino deixou claro que a imunização não substitui o rastreamento do câncer do colo do útero, o acompanhamento ginecológico regular e os demais cuidados recomendados pelos serviços de saúde. A participação dos profissionais da Prefeitura no congresso reforça a importância da educação permanente e da integração entre conhecimento científico e assistência à população.
João Pessoa oferece vacinação em múltiplos pontos. As Unidades de Saúde da Família funcionam de segunda a sexta, das 7h às 11h e das 12h às 16h. As Policlínicas Municipais — Cristo, Mangabeira, Mandacaru, Jaguaribe e Praias — abrem das 8h às 16h nos dias úteis. O Centro Municipal de Imunização na Torre segue o mesmo horário. Para quem busca conveniência, há pontos em shoppings e comércios: Home Center Ferreira Costa funciona de segunda a sexta das 12h às 20h e sábados das 8h às 16h; Shopping Sul abre de segunda a sexta das 12h às 20h e sábados das 10h às 16h; Shopping Tambiá funciona exclusivamente aos sábados das 9h às 16h; Novo Atacarejo abre de segunda a sexta das 12h às 21h e sábados das 8h às 16h. Um quiosque na Orla, na Avenida Cabo Branco, funciona de segunda a sexta das 17h às 21h. Para receber a vacina, é necessário apresentar documento oficial com foto ou certidão de nascimento, CPF ou Cartão SUS e a caderneta de vacinação.
Bemerkenswerte Zitate
Quando falamos em saúde da mulher, precisamos compreender que o cuidado começa muito antes do aparecimento de qualquer doença. É fundamental investir em educação em saúde, orientar nossas adolescentes sobre o próprio corpo e estimular o autocuidado desde cedo.— Fernando Virgolino, coordenador da Seção de Imunização da Prefeitura de João Pessoa
A vacinação contra o HPV representa um avanço na prevenção do câncer do colo do útero, uma doença que ainda constitui um importante desafio para a saúde pública brasileira.— Fernando Virgolino