Como verificar se seu local de votação mudou para o 2º turno

Mudanças podem ocorrer até o dia da eleição
O TSE recomenda que eleitores confirmem seu local de votação antes de sair de casa no domingo.
Mark

Por que apenas 102 seções mudaram desta vez, sendo que no primeiro turno foram 6.588?

Mimi

No primeiro turno, muitas mudanças foram necessárias porque havia problemas que não tinham sido identificados antes. Agora, com a estrutura já testada, apenas situações extraordinárias — como danos climáticos após o primeiro turno — exigem realocação.

Luke

Mas o TSE disse que no fim de semana havia 4.289 seções alteradas. Como caiu para 102 em poucos dias?

Mimi

O sistema havia incluído mudanças que já valiam para o primeiro turno. Quando fizeram a atualização específica para o segundo turno, o número caiu. É uma questão de limpeza de dados.

Mark

Isso não alimenta a desconfiança que circulou nas redes?

Luke

Alimenta, sim. Porque a explicação técnica chegou depois da polêmica. Muita gente viu 4.289 e pensou que havia manipulação. O TSE deveria ter sido mais claro desde o início.

Mimi

O TSE nega que haja qualquer intenção de favorecer ou prejudicar candidatos. As mudanças são por infraestrutura, segurança ou clima.

Mark

Quem realmente decide essas mudanças?

Luke

As zonas eleitorais, não o TSE. Os presidentes dos TREs deixaram isso bem claro. Mas isso também significa que não há um comando centralizado — cada zona age conforme avalia necessário.

Mimi

E a recomendação é que todo eleitor verifique antes de votar, porque mudanças podem ocorrer até a véspera.

Mark

Isso é normal?

Luke

Sim, mas é raro. Em 2022 foram 1,2% das seções. Desta vez, 102 seções em 499.248 é uma fração ainda menor. É estável, mas o eleitor precisa estar atento.

  • Apenas 102 seções eleitorais tiveram endereços alterados para o segundo turno — um recorde de estabilidade que contrasta com as 6.588 mudanças registradas no primeiro turno deste mesmo ano.
  • Vídeos nas redes sociais acusaram o TSE de manipular os locais de votação para favorecer candidatos, criando desconfiança pública em plena véspera eleitoral.
  • Uma inconsistência nos dados — o sistema chegou a mostrar 4.289 seções alteradas antes de cair para 102 — alimentou as suspeitas, embora o TSE tenha explicado que o erro era técnico, não político.
  • O ministro Kassio Nunes Marques pediu ampla divulgação das mudanças, enquanto presidentes dos TREs reforçaram que as decisões cabem às zonas eleitorais locais, não ao TSE.
  • Eleitores podem verificar seu local de votação pelo site do TSE ou pelo aplicativo e-Título, mas devem fazê-lo no próprio dia — pois alterações ainda são possíveis até a abertura das urnas.

A cada eleição, o ato de votar começa antes da cabine — começa no trajeto. Para o segundo turno de 26 de outubro de 2026, o Tribunal Superior Eleitoral registrou apenas 102 alterações de seções eleitorais em todo o Brasil, o menor número em doze anos, sinal de uma estabilidade institucional rara. Ainda assim, a democracia exige atenção: mudanças podem ocorrer até o próprio dia da votação, e cabe a cada eleitor confirmar seu destino antes de sair de casa.

No domingo, 26 de outubro, um pequeno grupo de eleitores brasileiros chegará ao local de sempre e encontrará as portas fechadas. O TSE confirmou que 102 seções eleitorais tiveram seus endereços alterados entre o primeiro e o segundo turno — o menor número em doze anos. A recomendação, porém, vale para todos: confirme onde vai votar antes de sair de casa.

As mudanças nunca são arbitrárias. O TSE aponta três causas possíveis: problemas estruturais nos prédios, questões de segurança pública e eventos climáticos extremos. Em Confresa, no Mato Grosso, chuvas fortes danificaram a cobertura de uma escola usada como local de votação, forçando a transferência preventiva dos eleitores.

O contraste com o primeiro turno é expressivo. Em abril, 1,9 milhão de eleitores tiveram seus locais alterados — 6.588 seções em 920 municípios, afetando todos os estados exceto o Distrito Federal. O Amapá foi o mais impactado proporcionalmente, com 7,4% de suas seções modificadas. Diante desse histórico, os 102 ajustes para o segundo turno representam uma redução notável.

Para verificar o local de votação, o eleitor pode acessar o site de autoatendimento do TSE, clicar em 'Onde Votar' e inserir nome ou CPF, data de nascimento e nome da mãe. Outra opção é o aplicativo e-Título, disponível para Android e Apple, que exibe zona, seção e até o mapa do trajeto.

O processo gerou polêmica. Publicações nas redes sociais sugeriram que as alterações favoreciam ou prejudicavam candidatos conforme seu desempenho no primeiro turno. O TSE negou categoricamente. Uma inconsistência nos dados agravou a desconfiança: no fim de semana anterior, o sistema registrava 4.289 seções alteradas — número muito superior aos 102 finais. O tribunal explicou que o sistema havia incluído mudanças já vigentes desde o primeiro turno; com a atualização específica para o segundo, o total caiu progressivamente.

O ministro Kassio Nunes Marques pediu ampla divulgação das mudanças. Os presidentes dos Tribunais Regionais Eleitorais reforçaram que as decisões são tomadas pelas próprias zonas eleitorais, sem ingerência do TSE. E um detalhe prático permanece: não há prazo que impeça novas alterações até o dia da eleição. A orientação da Justiça Eleitoral é simples — verifique antes de votar.

No próximo domingo, 25 de outubro, um número pequeno mas significativo de eleitores brasileiros descobrirá que o caminho para a urna mudou. Segundo dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral na noite de terça-feira, apenas 102 seções eleitorais em todo o país tiveram seus endereços alterados entre o primeiro e o segundo turno — o menor número registrado em doze anos. Ainda assim, a recomendação é clara: antes de sair de casa, todo eleitor deve verificar onde vai votar.

As mudanças de local acontecem por razões extraordinárias, nunca por capricho administrativo. O TSE aponta três categorias principais: problemas estruturais nos prédios, questões de segurança pública e eventos climáticos extremos. No município de Confresa, no Mato Grosso, uma escola que funcionava como local de votação sofreu danos graves após chuvas fortes e ventos — a cobertura foi danificada, infiltrações comprometeram o forro. Nesses casos, a transferência é feita de forma preventiva, garantindo que os eleitores possam votar em condições adequadas.

O contexto dessa estabilidade é importante. No primeiro turno deste ano, 1,9 milhão de eleitores tiveram seus locais de votação alterados em relação ao que estava registrado originalmente. Foram 6.588 seções modificadas em 920 municípios brasileiros, afetando todas as unidades da federação exceto o Distrito Federal. O Amapá foi o estado mais impactado proporcionalmente: 142 de suas 1.914 seções sofreram alterações, representando 7,4% do total. Rio Grande do Norte, Sergipe, Rondônia e Roraima também registraram mudanças significativas. Comparado a esse cenário, os 102 ajustes para o segundo turno representam uma redução drástica.

Para descobrir se seu local de votação mudou, o eleitor tem dois caminhos. O primeiro é acessar o site de autoatendimento eleitoral do TSE, clicar no ícone "Onde Votar" no menu de consultas, e inserir seus dados — nome ou CPF, data de nascimento e nome da mãe. A segunda opção é usar o aplicativo e-Título, disponível para Android e Apple, que após validação de identidade mostra a zona e seção eleitoral, inclusive com mapa do trajeto até o local.

Uma questão prática paira sobre o processo: o endereço pode continuar mudando até o dia da eleição? Sim. O TSE esclarece que os números estão sendo atualizados conforme as zonas eleitorais concluem seus registros e fazem ajustes nos sistemas. Não há prazo limite que impeça mudanças na véspera da votação. Por isso, a Justiça Eleitoral recomenda que todos os eleitores confirmem seu local de votação antes de sair de casa no domingo.

O tema gerou polêmica nas redes sociais nos últimos dias. Vídeos e publicações sugeriram que as alterações buscavam favorecer ou prejudicar candidatos conforme seu desempenho no primeiro turno. O TSE nega categoricamente, afirmando que as providências são tomadas exclusivamente para garantir condições adequadas ao exercício do voto. Uma divergência nos dados alimentou a desconfiança: no fim de semana, o número de seções alteradas era 4.289, número bem superior aos 102 finais. Segundo o TSE, o sistema havia incluído mudanças que já valiam para o primeiro turno. Com a atualização específica para a segunda fase, o total caiu progressivamente.

O ministro Kassio Nunes Marques, presidente do TSE, pediu que as mudanças sejam amplamente divulgadas pelos canais de comunicação disponíveis, a fim de manter o eleitorado informado e evitar deslocamentos equivocados. As decisões sobre alterações não são tomadas pelo TSE, mas pelas próprias zonas eleitorais, que avaliam as condições dos imóveis e adotam as providências necessárias observando as normas da Justiça Eleitoral. Em nota divulgada segunda-feira, os presidentes dos Tribunais Regionais Eleitorais afirmaram que o TSE não tem ingerência alguma sobre essas alterações.

Historicamente, mudanças entre turnos são comuns. Em 2022, foram 5.822 seções alteradas, representando 1,2% do total. Em 2018, o TSE registrou 2.387 mudanças (0,5%), e em 2014, foram 1.759 (0,4%). A diretriz permanece: sempre que possível, não alterar o local de votação entre os turnos. Os 102 ajustes para este segundo turno refletem essa prioridade, ainda que o eleitor deva estar atento e verificar antes de votar.

As providências só são tomadas para garantir condições adequadas ao exercício do voto
— TSE
Mudanças nos locais de votação devem ser amplamente divulgadas para manter o eleitorado informado
— Ministro Kassio Nunes Marques, presidente do TSE
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