Ao longo de milênios, o sono tem sido o grande restaurador da condição humana — e a vida moderna, com suas exigências implacáveis, criou uma tensão crescente entre o que o corpo precisa e o que o tempo permite. A ciência agora oferece uma orientação precisa: recuperar uma ou duas horas no fim de semana pode reparar parte dos danos da privação semanal, mas exceder esse limite transforma o remédio em veneno, deslocando o ritmo interno como quem viaja entre fusos horários sem sair do lugar. O equilíbrio, como tantas vezes na saúde humana, está na moderação — não na abundância.