Após um mês sob as restrições mais severas da pandemia, Minas Gerais chega a uma encruzilhada: o Comitê Extraordinário da Covid-19 se reúne nesta quinta-feira para avaliar se os números em queda justificam um primeiro passo de retorno à normalidade. É o momento em que a prudência e o alívio se olham frente a frente — e a decisão, qualquer que seja, carregará o peso de vidas ainda em risco.
Comitê da Covid-19 decide hoje se Minas sai da Onda Roxa
A situação permanece grave e demanda cuidados contínuos
Por que o governador está propondo essa volta à Onda Vermelha agora, especificamente?
Os números de casos e a ocupação de UTI caíram o suficiente para ele achar que é possível flexibilizar um pouco. Um mês na Onda Roxa é pesado para a economia e para as pessoas.
Mas o secretário de Saúde não confirmou se vai haver flexibilização. Ele só disse que os números estão melhorando. Isso é bem diferente de dizer que a proposta do governador vai passar.
Entendi. E por que Belo Horizonte está fazendo diferente?
A capital está preocupada com os estoques de medicamentos. Não adianta flexibilizar se os hospitais não têm o que precisam para tratar os pacientes.
Exatamente. E o infectologista mencionou especificamente a falta do kit de intubação. Isso é um problema concreto que não desaparece só porque os números de casos caíram.
Então a decisão de hoje pode ser diferente para a região metropolitana e para Belo Horizonte?
Pode ser. O comitê estadual decide hoje, mas a capital está adiando. Eles podem chegar a conclusões diferentes.
E vale notar que mesmo que a região metropolitana saia da Onda Roxa, o secretário deixou claro que a situação ainda é grave. Não é como se estivéssemos voltando ao normal.
El Pulso
- Depois de um mês inteiro na Onda Roxa, o estado respira com cautela: os casos caem, as UTIs desafogam, mas o perigo ainda não passou.
- O governador Romeu Zema já sinalizou sua intenção de propor o retorno da região metropolitana de BH à Onda Vermelha, criando expectativa e pressão sobre o comitê.
- O secretário de Saúde reconhece a melhora nos indicadores, mas recusa-se a antecipar o resultado — a decisão é coletiva e a situação ainda é grave.
- Qualquer resolução tomada hoje entra em vigor no sábado, com coletiva de imprensa marcada para as 11h30 para comunicar os detalhes à população.
- Belo Horizonte segue em compasso de espera: o comitê municipal adiou sua decisão para checar estoques de medicamentos e insumos hospitalares, com a falta de kits de intubação acendendo um sinal de alerta.
Após um mês sob as restrições mais severas da pandemia, Minas Gerais chega a uma encruzilhada: o Comitê Extraordinário da Covid-19 se reúne nesta quinta-feira para avaliar se os números em queda justificam um primeiro passo de retorno à normalidade. É o momento em que a prudência e o alívio se olham frente a frente — e a decisão, qualquer que seja, carregará o peso de vidas ainda em risco.
Um mês depois de Minas Gerais mergulhar na Onda Roxa — o nível mais restritivo do protocolo estadual contra a Covid-19 —, o Comitê Extraordinário da Covid-19 se reúne nesta quinta-feira, 15 de abril, por videoconferência, para avaliar uma possível flexibilização. Ao redor da mesa virtual estarão representantes do governo, da Assembleia Legislativa, do Judiciário, do Ministério Público e de outras instituições.
Na véspera, o governador Romeu Zema já havia dado uma pista de sua posição ao conversar com empresários: diante da queda nos casos e na ocupação de leitos de UTI, ele pretende propor que cidades da região metropolitana de Belo Horizonte retornem à Onda Vermelha, uma fase menos severa. O secretário de Saúde, Fábio Baccheretti, confirmou a melhora nos indicadores, mas fez questão de lembrar que o perigo não passou — e que a decisão final cabe ao comitê como um todo.
Se houver flexibilização, ela entra em vigor no sábado, 17 de abril. Uma coletiva de imprensa está marcada para as 11h30 para comunicar os detalhes.
Já em Belo Horizonte, o ritmo é mais cauteloso. O comitê municipal se reuniu na quarta-feira, mas preferiu adiar qualquer decisão para antes avaliar os estoques de insumos e medicamentos nos hospitais. O infectologista Estevão Urbano apontou a escassez de kits de intubação como motivo de preocupação. O grupo volta a se reunir nesta quinta, mas as discussões podem se estender até sexta — deixando o futuro das restrições na capital ainda em aberto.
Um mês após Minas Gerais entrar na Onda Roxa — o nível mais restritivo do protocolo de enfrentamento à pandemia — o estado se prepara para uma reunião que pode marcar o primeiro passo de volta. Nesta quinta-feira, 15 de abril, o Comitê Extraordinário da Covid-19 se reúne às 9h30, por videoconferência, para avaliar se as regiões podem sair das restrições mais severas. À mesa estarão representantes do governo estadual, da Assembleia Legislativa, do Tribunal de Justiça, do Ministério Público, da Associação Mineira dos Municípios e da Defensoria Pública, entre outros órgãos.
Na quarta-feira, antes do encontro oficial, a equipe do governo já havia se debruçado sobre os dados de cada macrorregião do estado. O governador Romeu Zema, em conversa com empresários no mesmo dia, sinalizou sua posição: diante da redução no número de casos de Covid-19 e da ocupação de leitos de UTI, ele pretende propor que cidades da região metropolitana de Belo Horizonte retornem à Onda Vermelha, uma fase menos restritiva que a atual.
O secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti, confirmou à reportagem que os indicadores estão melhorando. Mas ele fez questão de ressalvar que essa melhora não significa que o perigo tenha passado. A decisão sobre flexibilizar as medidas, segundo ele, é tomada em conjunto pelo comitê, e mesmo com os números em queda, a situação permanece grave e demanda cuidados contínuos. Baccheretti não confirmou se haverá de fato flexibilização, deixando em aberto o resultado da reunião de hoje.
Qualquer decisão tomada pelo comitê será comunicada à população imediatamente e entrará em vigor no próximo sábado, 17 de abril. O secretário de Saúde convocou uma entrevista coletiva para as 11h30, quando os detalhes serão divulgados.
Em Belo Horizonte, porém, o ritmo é diferente. O Comitê de Enfrentamento à Covid da Prefeitura se reuniu na quarta-feira mas optou por adiar qualquer decisão sobre flexibilizar as medidas na capital. Mesmo com os indicadores em queda, o grupo quer primeiro avaliar a situação dos estoques de insumos e medicamentos nos hospitais antes de bater o martelo. O infectologista Estevão Urbano, em entrevista à reportagem, apontou que a falta do kit de intubação é motivo de preocupação. O comitê municipal se reúne novamente nesta quinta, mas as discussões podem se estender até sexta-feira, deixando em suspenso a decisão sobre o futuro das restrições na capital.
Citas Notables
Os números estão melhorando, mas a situação ainda é grave e exige cuidados— Fábio Baccheretti, secretário de Estado de Saúde
A falta do kit intubação preocupa— Estevão Urbano, infectologista