Quando a Apple lançou o iPhone Duo no Brasil por R$ 31 mil, o preço não apenas definiu um produto — ele abriu uma janela para a forma como uma sociedade atribui valor às coisas. O mesmo número que compra um smartphone dobrável de última geração também compra um automóvel usado, capaz de transportar famílias, abrir empregos e estruturar rotinas. Essa comparação, que circula entre consumidores brasileiros, não é trivial: ela revela a tensão permanente entre o desejo de inovação e as prioridades concretas da vida cotidiana.