Durante dez anos e 466 colunas, Sergio Rodrigues ocupou um espaço raro na imprensa brasileira: aquele em que a língua não era julgada, mas habitada. Ao se despedir da Folha de S.Paulo em agosto de 2026, ele traça um arco que começa na pós-verdade de 2016 e termina numa era em que modelos de linguagem escrevem colunas e teses, enquanto regiões inteiras do cérebro humano adormecem por falta de uso. Sua saída não é apenas a de um colunista — é o fechamento de um ciclo que testemunhou a linguagem migrar de ferramenta do pensamento para produto de mercado.
Colunista se despede após dez anos refletindo sobre linguagem e IA
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Sesgo y Encuadre
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Impacto Geopolítico
Colunista brasileiro reflete sobre dez anos analisando linguagem enquanto tecnobilionários transformaram comunicação global e introduziram IA sem controle regulatório.
Concentração de poder nos tecnobilionários que controlam plataformas de redes sociais e modelos de linguagem (LLMs), moldando opinião pública e discurso sem supervisão regulatória adequada. Shift de poder das instituições tradicionais (mídia, academia) para corporações de tecnologia.
Comparação do descontrole de IA com moradores de Goiânia brincando com césio-137 (acidente radioativo de 1987) — metáfora sobre riscos existenciais de tecnologia perigosa em mãos desavisadas.
Lente Económico
Colunista encerra dez anos de reflexão sobre linguagem, destacando transformações causadas por IA e tecnobilionários desde 2016, com crítica ao impacto descontrolado de modelos de linguagem.
Consumidores enfrentam crescente descontrole na disseminação de conteúdo gerado por IA sem regulação adequada, afetando confiabilidade da informação e qualidade do discurso público em plataformas digitais.
Necessidade urgente de regulação sobre modelos de linguagem de grande escala (LLMs), controle sobre concentração de poder em tecnobilionários, e políticas de governança para plataformas de mídia digital que priorizam monetização sobre responsabilidade social.